segunda-feira, 23 de junho de 2014

Possibilidade de novas sanções contra Rússia.
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 23.06.2014

"O Conselho da UE reafirmou o compromisso de novas sanções contra Rússia, caso isto exigirem novos acontecimentos no leste da Ukraina - afirma o comunicado emitido após reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros em Luxemburgo".

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Como foi anunciado, em Donetsk aconteceram negociações multilaterais entre representantes da Ukraina e as auto-proclamadas  DNR (República Popular de Donetsk), e a FSC (República Popular de Luhansk). 
Da parte da da Ukraina participou o ex-presidente Leonid Kuchma e o deputado do Partido das Regiões Nestor Shufrech. 
A FR foi representada pelo embaixador russo na Ukraina Mykhailo Zurabov, pela OSCE Heidi Tagliarini. Também participou o presidente da organização "Escolha Ukrainiana" Viktor Medvedchuk (compadre de Putin).
O representante da OSCE disse que iria realizar um trabalho conjunto para encontrar o grupo da OSCE que desapareceu anteriormente na região de Donetsk.
Os manifestantes das auto-proclamadas repúblicas atacaram os automóveis, em que estavam Nestor Shufrech e o ex-presidente da Ukraina Leonid Kuchma. Os "dirigentes" da DNR precisaram proteger os carros, que acabaram sendo parcialmente danificados, (O que é que se pode esperar de bandidos arregimentados por bandidos? - OK) que, afinal, conseguiram sair do local.

Segundo posterior declaração do ex-presidente Kuchma, os militantes se comprometeram para um cessar-fogo, em resposta a ação similar do lado ukrainiano.

Posteriormente o Secretário de Segurança e Defesa Nacional da Ukraina Andrii Parubii disse que a trégua temporária entre os militares ukrainianos e os militantes da "FCS" e "DNR" dará possibilidades para libertar os reféns, entre eles muitos soldados, e mais importante - moradores civis afetados. E reconstruir as infra-estruturas afetadas.

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Os ativistas sociais pedem ajuda aos países ocidentais para a libertar o cineasta ukrainiano Oleh Sentsov, que foi detido na Criméia em maio e agora está na prisão em Moscou, sob suspeita em atividades terroristas.

"Nós entendemos, que rápido acordo entre Ukraina e Rússia, especialmente em casos ilustrativos, nós não receberemos. Mas, quanto mais ONGs enviarem solicitações sobre o caso, mais chance teremos. Os países ocidentais Rússia ouve mais, principalmente os governantes da República Checa e Alemanha, disse Anastácia Chorna, uma das coordenadoras "Criméia - SOS", que em 23 de junho, em Praga, com um grupo de ativistas, se encontrou com o Ministro do Exterior Lyubomyr Zaoralekom.

Chorna diz que, segundo os advogados do cineasta ukrainiano, escarnecem dele na prisão. "Já tentaram estrangulá-lo com saco plástico, ameaçaram com abusos sexuais, ameaçaram matá-lo e que lhe retirarão os direitos paternos. Oleh é pai de dois filhos, aos quais ele tem grande influência porque foram criados principalmente por ele. Quando lhe ameaçam com seus filhos, me parece que isto é o maior estresse moral, que uma pessoa pode sobreviver", - diz a ativista.

Oleh Sentsov, ativista do Maidan,foi preso pelo FSB, sob a acusação na organização de ataque terrorista na Criméia. Ele está sendo ameaçado com prisão de 20 anos. Já apelaram por sua libertação os cineastas ukrainianos e ativistas culturais. E também os cineastas mundiais - Pedro Almodóvar, BertranTavernier, Ken Loach, Andrzj Wajda, Krzysztof Zanussi, outros.

Oleh Sentsov dirigiu o filme "Hamer" em 2011. Este filme entrou no programa do Rotterdam Fil Festival. No ano passado ele recebeu prêmio pelo projeto de um filme novo "Rhinoceros", cuja filmagem deveria começar no verão.

Jornalista na zona do ATO:

"Que descanso! Nos tiram o couro, nós silenciamos. Já no último caso - caímos. Trégua"...




Aquelas mesmas porções secas americanas que a retaguarda somente pode comprar na internet. Venham até a linha de frente e certifiquem-se - elas temos, são muitas e já provocam fastio aos combatentes. Todos querem "borsch" (sopa de beterraba, batata, repolho, tomate, costelinha de porco, creme de nata ) e toucinho.
Uniformizados
Fronteira
Voluntários
Tradução: O. Kowaltschuk

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