terça-feira, 23 de agosto de 2016

Com guerra e descomunização Ukraina conquistou genuína independência.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 12.08.2016
Rosteslav Khotyn

Exercícios militares perto de Mariupol. 09 de agosto de 2016.
Frequentemente você pode ouvir - mesmo depois de um quarto de século da independência, se referem a Ukraina como "ex-república soviética". Talvez isto teve base até recentemente, mas a Revolução da Dignidade, guerra para defesa do estado no leste da Ukraina e o processo da descomunização "cortaram o cordão umbilical", que ligava Ukraina com o passado soviético, e drasticamente reforçaram a Independência do Estado.

Em 1991, quando em 24 de agosto foi declarado o Ato de Independência da Ukraina, em círculos políticos houve discussões, se era válida a realização de um referendo, se podia-se dispensá-lo, porque a decisão do Parlamento era suficiente... No final, o referendo foi realizado em 1 de dezembro de 1991, e 90,32% dos que vieram às urnas, confirmaram o Ato sobre a independência.

Desde então, no entanto, às vezes, ouviam-se acusações, que, supostamente, os ukrainianos não lutaram muito pela independência, e alegavam que o resultado foi em consequência de um golpe fracassado em Moscou, e Kyiv apenas aproveitou, com sucesso, uma oportunidade política.

Mas a Revolução da Dignidade de 2014, no leste da Ukraina, bem como o processo da descomunização, de acordo com as pessoas envolvidas diretamente neles, hoje confirmaram Ukraina como um estado verdadeiramente independente.

"Se é a atual guerra, guerra pela Independência? Sim!
Mykola Tykhonov

"Se é a atual guerra, é guerra pela Independência? Sim, eu assim considero! Sabe, nós, com muita facilidade obtivemos a Independência há 25 anos. Na verdade, o povo ukrainiano não lutou pela Independência, ela "caiu" sobre nós, porque assim se formaram as circunstâncias políticas gerais: "espalharam-se" todas as nações da URSS em suas fronteiras de repúblicas administrativas. Rússia nunca reconheceu isto. Lástima apenas, que nós, ukrainianos, não nos preparamos para esta guerra, mas, ela era inevitável", - declarou em entrevista a Rádio Svoboda Mykola Tykhonov (chamado "Baryn"), lutador do batalhão voluntário "Carpathian Sich", protetor do aeroporto de Donetsk.

Mykola Tykhonov
Agora eu espero, que nós suportaremos esta guerra, e, de fato, temos suportado, porque não permitimos ofensiva relâmpago da Rússia em todo o sul, em todo Donbas, onde eles queriam fazer "Novarússia". Exatamente esta guerra, a ela nossos historiadores darão adequada definição, - isto é guerra pela Independência da Ukraina, no século 21" - acrescenta Tykhonov

Sobre a psicológica, e de fato, não apenas jurídica saída do assim chamado "espaço pós-soviético" fala o combatente contratado da Guarda Nacional da Ukraina Yuriy Kupriyenko.

"Agora nós saímos do espaço soviético e neste momento estamos guerreando pela Independência da Ukraina. A situação é tal, que somos obrigados a lutar pela Independência da Ukraina. A maioria da população da Ukraina, esta agressão russa uniu, e nós lutamos contra esta agressão", - diz Kupriyenko a Rádio Svoboda. 

Ukraina agora é muito unida - e justamente uniu-se nesta "guerra hibrida". Ukraina uniu-se, e nosso exército ukrainiano formulou-se rapidamente", constata o guarda nacional.

Mudança de auto identidade.

Após a Revolução de identidade Ukraina começou um processo ativo de descomunização. Embora no início isto antes era um espontâneo "leninopad" (derrubada das estátuas de Lenin - OK), mas depois isto foi consolidado no pacote das leis de descomunização, aprovado em abril de 2015.

Como observou em uma entrevista a Rádio Svoboda o historiador Sergei Ryabenko do Instituto da Memória Nacional, a maioria dos países da Europa Central e Oriental experimentaram processos semelhantes, e isto aconteceu logo após a queda dos regimes comunistas, no final de 1980 - início de 1990.

Na Ukraina, logo após a independência, ou um pouco antes, o processo de descomunização vinha de baixo e principalmente na Ukraina Ocidental e em Kyiv. Hoje, isto abarcou todo o país e foram renomeados cerca de 800 pontos habitados, milhares de ruas, praças, etc.

"A importância do processo da descomunização não é apenas a mudança de nomes de ruas ou desmantelamento de monumentos e figuras do regime soviético. O objetivo da descomunização é a condenação dos crimes ocorridos durante os regimes totalitários soviético e nazista. Para que estes crimes no futuro nunca mais se repitam", - diz o historiador Ryabenko.

"Um segundo objetivo importante deste processo é mudar a consciência dos cidadãos da Ukraina. Para, primeiro, com este criminoso regime totalitário que existiu, não procurar justificação. E também para que os cidadãos da Ukraina, finalmente, percebam, o que este regime foi na história, e que a repetição de tal regime - e, especialmente seus métodos de gestão da sociedade - nas condições atuais de um Estado moderno é impossível e inaceitável", - acrescentou ele.

De acordo com Ryabenko, processos que começaram durante a Revolução da Dignidade, como também a agressão da Rússia contra Ukraina deram suficientes e sérios impulsos para que, a sociedade ukrainiana e os cidadãos se reconhecessem  como componentes de uma única nação ukrainiana - uma nação política.

"E para que eles comecem valorizar que nós temos o nosso Estado independente. E que os cidadãos podem, até certo ponto influenciar em como será este país, se eles determinarem isto como sua meta", - explica o representante do Instituto da Memória Nacional.

Saída do espaço pós-soviético.

Após um quarto de século do colapso da União Soviética e conquista da Independência pela Ukraina, já raramente - embora ainda acontece - a definem como "antiga república soviética". No entanto, Ukraina cortou o cordão umbilical, que a unia com o passado soviético, com guerra e decomunização.

"Esta guerra, em minha opinião, leva-nos para fora daquele nevoeiro, cortina histórica, daquela hipocrisia ideológica, na qual Ukraina permaneceu quase 70 anos - até mais - na composição do Império Russo. E justamente esta guerra necessitava dos ukrainianos a descoberta de seus heróis e a renovação de sua história, a qual daria forças para lutar e resistir ao tradicional esforço da Rússia em nos subjugar, fazer-nos escravos", - disse Mykola Tykhonov.

"Porque nós temos uma admirável história, apesar de nos pretenderem mostrar, até certo ponto, que ela é trágica, que a história da Ukraina - é história de derrotas. Nada parecido! Nós temos muitos exemplos históricos de nossas vitórias. É exatamente esta história de nós escondia, a história russa. Se nós queremos sobreviver, nós indispensavelmente devemos nos tornar independentes em termos de consciência de nossa própria história e nossos próprios heróis", - acrescentou o combatente da "Carpathian Sich".

Com ele concorda o historiador Sergey Ryabenko, considerando que Ukraina assumiu uma grave e irreversível ruptura com o passado soviético.

"Em geral, o termo "espaço pós-soviético" e até mesmo o termo "Território da Comunidade de Estados Independentes", com o qual até recentemente delineavam o território da Ukraina, - eis que com esta agressão da Rússia contra Ukraina, a anexação da Crimeia e, de fato o desejo de assalto à ordem mundial, eles borraram quaisquer tentativas de criar quaisquer novos processos de integração no espaço pós soviético", diz Ryabenko.

A maioria dos cidadãos da Ukraina já não se vê partícipe nos processos de integração com a Rússia no espaço pós soviético, esta idéia perdeu sua popularidade e realmente rola para as margens, - explica o historiador. - Eu diria, que Ukraina já começa se identificar mais com os países da Europa Oriental, com países bálticos, do que com países - nomearemos assim - "espaço clássico pós-soviético".

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 21 de agosto de 2016

Alguns acontecimentos do dia 20.08.2016
(fonte - jornais ukrainianos):

Hoje, os militantes no Donbas, Avdiivka e Gorlivka por 26 vezes abriram fogo contra as unidades das Forças Armadas da Ukraina.
Na direção de Donetsk, de morteiros calibre 120 e 82 mm, lançadores de granadas de vários sistemas e armas de pequeno porte dispararam 11 vezes.

Na direção de Mariupol, com morteiros do proibido calibre 120, abriram fogo sobre Novohrehorivka e Starohnativka, calibre 82 usaram em Krasnohorivka Mar'inka e Shyrokyne. Em Novohryhorivka usaram metralhadoras de grande calibre e em Vodyane, Taramchuk, Mar'inka e Shyrokyne as provocações continuaram com o uso de armas de pequeno porte. Em Shyrokyne esteve ativo franco-atirador.

Em Luhansk usaram morteiros e granadas em Novozvanivka, e em Krymskyi usaram lançadores de granadas e armas de franco-atirador em Novooleksandrivka.

Lembramos, no dia anterior os militantes abriram fogo 49 vezes contra a posição ATO, morreu um militar ukrainiano , quatro foram feridos. (Estes ataques acontecem diariamente, frequentemente morrem até três soldados ukrainianos, às vezes mais, às vezes nenhum. Feridos há praticamente todos os dias e, geralmente, são mais que mortes. Do lado da Rússia, não faço anotações comparativas mas, geralmente, as perdas são maiores - OK)

Na noite anterior, 19 de agosto, os militantes abriram fogo no centro de Mariinka, queimaram duas casas, seus proprietários já estavam em emigração.

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A partir de 01 de setembro, na zona ATO, em cada escola haverá guarda policial. Antes do início das aulas polícia verificará a presença de dispositivos explosivos nos estabelecimentos escolares.

Durante o período de hostilidades, na região de Donetsk controlada pela Ukraina morreram 50 crianças e 140 foram feridas. Em resultado de dispositivos explosivos e manipulação não autorizada, duas crianças morreram e seis foram feridas.

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O Ministério das Relações Exteriores pede para permitir, à temporariamente ocupada República Autônoma da Criméia, os observadores internacionais dos direitos humanos. Sobre isto escreveu no Twitter a porta-voz do Ministério do Exterior Mariana Betz.

Ela lembrou a situação com o vice-presidente do Mejlis Ilmi Umerov, contra o qual foi aberto um caso criminal como "membro de organização terrorista extremista.

O escárnio dos ocupantes sobre os tártaros da Criméia continua. Seu objetivo principal - assustá-los, enfraquecê-los e desalojá-los da Criméia.

Anteriormente, não permitiram a Umerov o encontro com advogado. Em 11 de agosto o Tribunal da Criméia ocupada determinou o forçado exame psiquiátrico, e em 18 de agosto Umerov, ilegalmente, foi transferido para hospital psiquiátrico.

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Em Zaporozhye jovens bateram nos voluntários por causa da observação sobre bandeira russa.

No estacionamento de um café entraram três voluntários e seu motorista da região de Lviv. Também, numa moto. chegou um casal. Na moto estava colado o número "777", onde foi pintada uma bandeira russa. Um dos voluntários fez uma observação sobre a bandeira russa. Então o rapaz da moto telefonou a seus amigos, que rapidamente compareceram ao local. Eram dez pessoas. Eles cortaram os pneus do veículo dos voluntários e bateram fortemente neles. Particularmente foi afetado o voluntário Roman, porque ele usa bengala e não podia correr. O padre Michael e o voluntário Stephen receberam os maiores ataques, a Stephen feriram a cabeça.
Os participantes do evento foram estabelecidos.

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Vysokyi Zamok, do dia 20 de agosto escreve sobre a investigação nos EUA  da participação de Manafort na corrupção da Ukraina.

O Departamento de Justiça dos EUA e o FBI investigam possíveis ligações entre EUA com atividades corruptoras de Yanukovych, incluindo as atividades da empresa de Pol Manafort.


A investigação também examina as atividades de outras empresas ligadas ao ex-governo ukrainiano, incluindo Podesta Group, liderado por Tony Podesta que é irmão de John Podesta, chefe da sede eleitoral do candidato à presidência dos EUA do Partido Democrático dos EUA Hilary Clinton.

O diretor da pesquisa holandesa Cícero Foundation Marcel van Herpen considera, que o republicano Donald Trump deve retirar-se das eleições por causa do escândalo de corrupção. Ele escreveu no Twitter: "Chefe da sede da eleição de Trump -  Manafort recebeu 12,7 milhões de dólares pelo serviço do governo Yanukovych na Ukraina. É tempo de Trump retirar-se das eleições!", - escreveu Van Herpen.

Segundo NABU (Agência Anti-Corrupção Nacional) o "Envolvimento de Manafort à "contabilidade negra" do Partido das Regiões  (Ukraina) realmente consta da lista, mas provar o seu envolvimento em esquemas de corrupção dos "regionais" será complicado, segundo o diretor do Bureau Nacional Anti-Corrupção Artem Sytnik, relata o jornalista Dmytro Replyanchuk.

"Sim, entre os nomes na lista da "contabilidade negra" do Partido das Regiões há esse nome. De acordo com esta lita os custos, relacionados com esta pessoa, desde 20.08.2007 a 05.10.2012, foi separado mais de 12 milhões de dólares.

No entanto, a presença do nome Manafort nas "listas" não significa que ele, realmente recebeu este dinheiro, porque na coluna dos destinatários estão as assinaturas de outras pessoas.

"Ele (Manafort) não exerceu nenhum cargo na Ukraina. Esta será uma longa história", -  admitiu Sytnik.

Paul Manafort, chefe (já desistente) da campanha presidencial dos Estados Unidos nega ter recebido 12,7 milhões de dólares da "contabilidade negra" do partido de Viktor Yanukovych. 
"Eu nunca recebi quaisquer pagamentos ilegais... A suposição é injustificada, estúpida e sem sentido", - disse Manafort.
Ele também afirma que nunca trabalhou para o governo da Ukraina ou Rússia. No entanto, ele confirmou que dá consultas políticas nos EUA e no exterior.
O tecnólogo e político disse que seu trabalho na Ukraina "terminou após as eleições em outubro de 2014. Ele denominou a pesquisa NYT (New York Times) como ataque a sua reputação, e afirma que os jornalistas não cumpriram as normas e não verificaram os fatos. Ele enfatizou que, no artigo "não há nenhuma evidência de que ele recebeu qualquer dinheiro a partir de qualquer autoridade ukrainiana. 
A notícia também foi publicada no New York Times, segundo dados da NABU.

"O livro âmbar mostra 12,7 milhões de dólares  de pagamentos dissimulados, destinados ao senhor Manafort do partido político pró-Rússia do senhor Yanukovych do ano de 2007 a 2012", - diz o material.

Os investigadores da NABU dizem que os pagamentos eram parte de um sistema ilegal, conforme o qual realizava-se, entre outras coisas, o patrocínio de funcionários nas eleições.

Na NABU alegam que o nome Manafort aparece 22 vezes na chamada "caixa preta", na qual constam dados sobre atividades corruptas do "Partido das Regiões" durante cinco anos. A finalidade dos pagamentos não é clara. Também observam, que os custos, são registrados manualmente e não podem ser comparados com registros bancários, bem como as assinaturas que ainda não foram testadas.

Ressaltam, que a presença do nome Manafort nas listas da "contabilidade negra", não significa que ele, realmente, recebeu o dinheiro, porque as assinaturas, especificadas na coluna podem pertencer a outras pessoas.

O advogado do presidente eleitoral de Trump já declarou à publicação, que Manafort não recebia "quaisquer pagamentos" (Mas alguém recebeu, se não foi Manafort, deve ter sido o próprio Yanukovych e sua "família" com certeza - OK).

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Os jornalistas souberam o nome do escritor russo que pede asilo (21.08.2016).
O ativista russo Roman Roslovtsev pede asilo político na Ukraina, devido à perseguição do FSB.
"A razão pela qual eu decidi pedir asilo na Ukraina - a impossibilidade de continuar a atividade de protesto na Rússia.
Próximo da minha casa, em Moscou, os oficiais do FSB faziam plantão. Por isso eu não trouxe nenhum objeto comigo", - disse Roslovtsev. 
Ele acrescentou que fará apelo oficial ao Serviço de Migração no dia 22 de agosto.
O ativista participou de piquetes com a máscara do presidente Putin. Todas as vezes a polícia  o detinha e tirava a máscara. Em meados de junho a polícia o deteve e ele foi condenado a 30 dias.

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Ukraina informou a ONU sobre a concentração de tropas russas ao longo de sua fronteira.

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"Desde o início de agosto, os corpos dos militares profissionais russos, que morreram executando ordens criminosas do exército russo e liderança política nos territórios ocupados do leste da Ukraina, pararam de serem levados ao necrotério do hospital Kalinin da região de Donetsk para exames preliminares e armazenamento temporário, mas carregam em geladeiras especiais, até 20 cadáveres, que secretamente transportam para Rostov-on-Don.

Os corpos de russos que lutaram no leste da Ukraina com contratos especiais, estão sujeitos a cremação oculta nos crematórios móveis, equipados próximo a Donetsk e Luhansk, sem exame anatomopatológico e registro dos certificados de óbito, permitindo que os comandantes excluam estes voluntários das listas de unidades militares como desaparecidos sem notícia, ou apresentá-los como procurados desertores.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Imitadores de reformas. Por que o Ocidente deve recusar a Poroshenko a ajuda financeira e a isenção de vistos.
Redação da "Verdade Européia" - Segunda-eira, 15 de agosto de 2016.


A "Verdade Européia" pela primeira vez publica artigo neste formato. O editorial-texto, não tem autoria pessoal, mas reflete posição unânime da "Verdade Européia", apoiada pelo conselho editorial da "Verdade Ukrainiana".
Todo o processo de nossa existência a publicação trabalhava para abolição do regime de vistos para os cidadãos da Ukraina à União Européia, tornando-se não apenas a principal fonte nesta área, mas também um dos "advogados sem visto."
Mesmo nos momentos mais difíceis, na virada de 2015 e 2016, quando o Parlamento sabotava as reformas, e o governo afundava em escândalos de corrupção, especialistas e jornalistas convenciam os políticos europeus: é inaceitável perder a fé na Ukraina. A opção européia - verdadeira, e o fornecimento da "isenção do visto" apenas ajudará ao país no cumprimento de suas obrigações.
Portanto, a principal sinalização deste artigo pode surpreender a muitos.

Com este texto a redação apela aos governos da UE e às suas embaixadas: não cancelem os vistos, até que a situação na Ukraina não mude drasticamente.

O mesmo se aplica a US $ 3 bilhões do FMI e 1,2 bilhões de euros de assistência macro financeira da UE. Apesar de nós não termos grandes dúvidas, que os doadores internacionais, mesmo sem o nosso apelo não fornecerão os fundos ao país, que durante a semana realizou tão impetuosa viragem na questão de combate à corrupção.

Tal mudança radical em nossa posição - não é acidental. 

Embora o caminho para sair da crise, as autoridades têm, sobre isso ´abaixo.

 Porque hoje tudo é diferente. 

Até agora, os principais mecanismos de resistência às reformas, do lado de altos funcionários e principais grupos políticos foi travagem e imitação. Ou raramente, quando era muito necessário - 
aberta violação das obrigações.

Tal mecanismo refinado, como "falsificação de reformas", era antes arma de lobistas menores - como o grupo Pashinsky, que por longo tempo tentava, e ainda tenta introduzir leis com genes de corrupção sob o pretexto de mudança pró-européia. Grande quantidade de tais iniciativas consegue-se rejeitar. Aos líderes políticos, talvez funcionou o instinto de auto-defesa.

Mudanças antidemocráticas sob tabuleta européia eram comuns receptivos do regime Yanukovych e transferi-los para a nova realidade não se desejava. Embora houvessem ocasiões, quando o governo Yatseniuk também tentava usar estes receptivos, mas eles não obtiveram sucesso e afinal culminou a renúncia do gabinete.

Mas, no último final de semana nós, novamente, cruzamos a linha vermelha. Há todas as razões para afirmar: à falsificação de reformas aderiu a liderança do país.

Não há dúvidas, que a operação especial, de especial relação de Estado com deliberado fracasso de  atestamento do sistema foi aprovada em alto nível. 
Também evidente é a influência "de cima" sobre o presidente da NAZK (Agência Nacional para a Prevenção da Corrupção) Natália Korczak, que durante os últimos dias mudou várias vezes sua linha.

"Verdade Européia" no final de semana publicou o artigo de Sergei Sidorenko, no qual é nomeado o curador político da senhora Korczak e do presidente do DCZ (Serviço Público de Emprego) Leonid Yevdochenko. Ambos os funcionários são do grupo de influência do secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa Alexander Turchenov. Depois da publicação do material à redação vieram vários testemunhos de que a nossa conclusão - está correta.

No domingo nós indicamos, que o papel de Poroshenko ainda precisa definição, porque os jogadores da equipe presidencial publicamente se opuseram contra o lançamento do "deficiente" sistema. E, o próprio presidente, na quinta-feira dirigiu-se à nação sobre esta questão, embora sua declaração admitia dupla leitura.

Infelizmente, agora há cada vez mais sinais de que o presidente, se não iniciou, então pelo menos apoiou a linha de falsificação de reformas.

Na segunda-feira os defensores estatais da Administração Presidencial começaram uma campanha pública para provar, que as declarações eletrônicas trabalham como esperado, e os eventos do passado - a verdadeira "vitória".

No entanto, os leitores de redes sociais não muito lhes acreditam - os comentários sob post de Taras Bersovets ilustram isto claramente. (Traduzo apenas dois, os demais estão no idioma russo -OK):
a) - Vitaly Shabunin. Taras Beresovets, no início estudar a parte material, depois comentar. Veja a declaração da UE.
b) - Alexandr Oleynik. O problema havia não no impulso (saída), mas na responsabilidade jurídica, a qual não há.

Ao mesmo tempo, fontes da Administração Presidencial começaram contatar os jornalistas, justificando o lançamento do sistema - nós recebemos testemunhos de alguns colegas sobre esses contatos.

Mais um indicador importante - posição do membro da Agência Nacional para a Prevenção da Corrupção em informal "quota presidencial" de Ruslan Radetzky. No sábado ele era contra o sistema falso de declarações, já no domingo - não tinha objeções e até apoiava a declaração da agência no apoio de ações DCCZZI (Serviço de Estado de comunicações e proteção de informação da Ukraina). No entanto, a mão durante a votação, ele ergueu por último, não sem hesitação.

A resposta à questão de quando e porque apareceu este apoio - importante, mas não é a principal.

O problema-chave - é que a liderança do país acredita em sua capacidade de fazer de bobo o seu povo, e a comunidade ocidental.

A nós, frequentemente parece, que 2013 foi recentemente, que suas lições foram bastante reveladoras e devem ser bem aprendidas por todos. Presume-se, dizem que para todos deve estar claro, que exatamente a mentira cínica e sistemática do regime Yanukovych afinal levou à revolução da Dignidade.

Presume-se, o que o Ocidente repetidamente provou: ele distingue perfeitamente o branco no preto e vê bem a mentira de Kyiv, mesmo quando não declara isto publicamente.

Mas os acontecimentos dos últimos dias demonstram: muitos na Bankova (governo ukrainiano) disto não tomaram consciência. Ou esqueceram.

História com o pseudo lançamento do sistema de declaração eletrônica é a melhor ilustração. O lançamento deste sistema para Kyiv oficial (e, particularmente, para Poroshenko) não é tanto um fim em si mesmo, como instrumento, que permitirá receber multi bilionárias "tranche" (Não encontrei a tradução desta palavra, mas trata-se de negócios financeiros - OK) e regime de isenção de vistos, e mais tarde - vangloriar-se com isto que também é uma ferramenta para preservação de boas relações com o Ocidente, porque atualmente, sem uma perspectiva clara de visto livre, Kyiv não pode coordenar com Bruxelas nem mesmo a data da cimeira Ukraina - União Européia.

Agora, já se sabe, que a UE, em completa previsibilidade, não acreditou em Kyiv. A introdução do pseudo sistema de declarações eletrônicas redundou em falha catastrófica particularmente do Poroshenko - e governo em geral - dentro do país e no Ocidente.

As perdas dos eventos iniciais, pessoalmente para o presidente, muitas vezes excedem os benefícios do fato, que algumas dezenas de pessoas de sua equipe terão mais tempo para esconder rudimentos adquiridos ilegalmente. 

Então o que aconteceu?

Os conselheiros presidenciais não o avisaram sobre as consequências?

Ou na Bankova perderam o senso da realidade e convenceram Poroshenko que ele conseguirá "burlar"?

Ou ele próprio, tendo informação, aprovou uma decisão errada?

A resposta a esta pergunta nós não saberemos, no entanto, o presidente ainda tem espaço para manobras. Eliminar todas as perdas já não é possível (para isto Poroshenko e/ou sua equipe deveriam recobrar os sentidos, pelo menos no domingo e bloquear o sistema para recebimento do certificado). Mas ainda há possibilidade para minimizar o problema.  

O que deve acontecer agora?

Plano de ações governamentais eficazes - a não ser, é claro, que ele queira resolver o problema, e não apenas imitar a decisão - é bastante óbvio.
- O presidente deve reconhecer a gravidade da situação das gravações eletrônicas e trazer decisões do problema sob seu controle e responsabilidade pessoal. 
- Governo, presidente de NAZK (Agência Nacional para a Prevenção da Corrupção) devem em conjunto encontrar uma maneira de parar o sistema não certificado. Tendo em conta, que o seu lançamento sem certificado viola diretamente a legislação, esta decisão é possível e justificada.
- O governo deve punir os culpados na criação do problema com certificação. No período da investigação oficial Leonid Yevdochenko e Natália Korczak devem ser afastados das posições de liderança (Korczak deve ser afastada das responsabilidades da presidência, mas não como membro do NAZK, porque do contrário a agência perde quorum). Tal afastamento é uma regra absoluta da política ocidental; vejamos, pelo menos agora assumiremos esta prática.
- O governo do país, juntamente com o DCCZZI, NAZK e outros partícipes do processo devem desenvolver um plano realista para sair da crise, com prazos claros, o que permitirá introduzir um sistema válido de declarações eletrônicas já em breve.

A execução desses difíceis, mas muito necessários passos restaurará a confiança do Ocidente para restaurar a perspectiva de isenção de vistos e remover o perigo de interrupção do financiamento de UE e FMI.

A direção do país deve, finalmente, demonstrar, que a honestidade é a melhor arma, e a mentira no nível oficial causa ao país muito mais mal, que bem.

E, exatamente, esta é a razão da posição de princípio da redação, conforme descrito no início.

O fato é que apenas as reformas, não reversas mudanças sistêmicas em todos os setores, podem levar Ukraina ao sucesso, falou-se centenas de vezes, e ninguém - nem a liderança do país, nem os lideres de opinião, nem os parceiros ocidentais - não colocam isto em dúvida.

A substituição de reformas com sua imitação, e ainda mais - falsificação, apenas empurra  o estado mais fundo na crise e rouba o nosso futuro. Nós não temos outra "Ukraina em reserva" Nós almejamos mudar o nosso país. E é por isso que pedimos ao Ocidente demonstrar claramente, que Kyiv desvia-se para o caminho errado.

E, finalmente, é necessário alertar as autoridades ukrainianas de um outro erro típico, que pode ocorrer em seguida.
Quando verificar-se, que a UE na verdade freou o "sem visto" e cessou o financiamento devido aos acontecimentos de agosto, não transferir a responsabilidade por isto aos jornalistas e à sociedade civil. Por mais que vocês queiram fazer isto.
Euromaidan começou não porque a mídia e oposição "antipatrioticamente criticavam o governo", mas porque o governo estuprava o país. Mesmo quando os representantes do regime argumentavam o oposto.
Não há necessidade de repetir os erros do antigo regime.

Autores:

redação da "Verdade Européia""

conselho editorial da "Verdade Ukrainiana".

Tradução: O. Kowaltschuk 

domingo, 14 de agosto de 2016

Putin quer mudar o governo em Kyiv.
Radio Svoboda (Radio Liberdade), 12.08.2016
Paul Felhenhauer

O agravamento atual da situação político-militar na Criméia pode transformar-se numa guerra regional em grande escala entre Ukraina e Rússia. Tal opinião em entrevista à Rádio Liberdade expressou o militar e comentarista russo Paul Felhenhauer.

Na quarta-feira, 10 de agosto, o Serviço de Segurança da Rússia informou que na noite de domingo, perto de Armyansk, que localiza-se no norte da Criméia ocupada, deteve um grupo de "sabotadores" de 15 pessoas. No tiroteio morreu um russo. De acordo com o FSB, na noite para segunda-feira, houve duas tentativas de ruptura de "grupos de sabotagem e rconhecimento" atraves da fronteira, com o uso de armas pesadas. No departamento argumentam, que os "sabotadores" foram treinados diretamente pelo Ministério da Defesa da Ukraina. Kremlin oficial acusou Kyiv de "passar para prática do terrorismo".

Kyiv rejeitou as acusações de terrorismo e apelou ao Conselho de Segurança da ONU. O presidente Petro Poroshenko ordenou trazer as tropas ukrainianas a Donbas e próximo à fronteira administrativa com a Criméia, em prontidão para combate completo.

O observador militar russo Paul Felhenhauer comentou os acontecimentos recentes na Criméia e prognosticou uma possível escalada do conflito na região.

"Um maior crescimento da tensão é perfeitamente possível na situação atual. É provável que a escalada militar se transforme em uma guerra regional de grande escala. Por exemplo, não se exclui a marcha das tropas russas à Odessa, com o objetivo de criar um corredor para Transnistria", - acredita o especialista.

Segundo ele, a probabilidade de futura grande guerra entre Rússia e Ukraina é de 50 por cento: "O grande perigo é que, ao contrário do conflito no Donbas, agora acontece um confronto aberto entre dois Estados soberanos. As últimas declarações de Putin ao endereço oficial de Kyiv testemunham sobre sua intenção de mudar lá o poder. Tudo deve ser resolvido dentro de algumas semanas. Depois de outubro é improvável que Moscou fará ações militares".

O especialista militar acredita, que para agressão, Kremlin hoje conta com favoráveis condições internacinais: eleições nos EUA, Brexit no Reino Unido, crise migratória naEuropa.

Putin tentará usar o momento, em que o Ocidente dividido não estará em condições de implantar novas sanções contra Rússia - diz Felhenhauer. - O principal objetivo continua o mesmo - conseguir, que Ukraina pare o processo de integração européia. Para cnseguir isto, Putin poderá utilizar métodos de força.

Manobras crimeanas de Putin. Ukraina espera pela guerra em grande escala?
Radio Svoboda ( Rádio Liberdade), 11.08.2016
Petro Kraliuk


O fato de que 2016 será muito difícil para Ukraina em seu confronto com a Rússia, poderá não haver dúvida. É agora que Putin e sua equipe realizam suas conquistas dos anos passados de 2014 e 2015. E, parece, que eles conseguem alcançar o sucesso na arena internacional, e também na desestabilização da situação dentro da Ukraina. Se falarmos de sucesso da política externa, um dos últimos é "reconciliação" com a Turquia.

Putin também espera, que nos países do Ocidente, ao poder virão forças que simpatizam com ele e, então, será possível atualizar a ofensiva na Ukraina.

Quanto à situação interna da Ukraina, o atual governo não conta com apoio, as instituições do Estado não tem suficicente autoridade. Obviamente, o governo da Rússia espera por uma explosão social na Ukraina - e então será possível, facilmente, cometer a agressão.

"Incidente na Criméia" como provocação de agressão?

Atuais eventos na Criméia são bastante reveladores neste plano. É um dos elos da guerra da Rússia contra Ukraina - nem mais nem menos. Seu dúvida, é provocação. O lado mais fraco "ataca" o lado mais forte, para que este responda com agressão. Isto já aconteceu - e não somente uma vez. Não é primeira vez que com este cenário  Rússia desencadeia a guerra. No entanto agora tais ações - crise de gênero. Quem, a sério, no mundo, aceitará a estória, que o lado ukrainiano cometeu ataques terroristas na Criméia? Talvez, os crédulos cidadãos russos, que firmemente acrditam na propaganda russa. E mais - "idiotas úteis" no Ocidente, que amam Putin.

Terão capacidade os dirigentes da Rússia agora iniciar contra Ukraina uma guerra em grande escala? À primeira vista, há certos motivos para tal.

Primeiro, há sinais de inquietação porque nas fronteiras orientais da Ukraina e Criméia Rússia aumenta as forças armadas. Também, não longe destas fronteiras são realizados grandes treinamentos militares.

Segundo, o  "monolito ocidental" (países ocidentais) que apoiam Ukraina, deu algumas rachaduras. Aqui vale a pena lembrar também o referendo holandês, a visita a Criméia do parlamento francês, a resolução de "genocídio" do Sejm polonês, a visita de Putin a Eslovênia e, afinal, a recente visita de Erdogan à Rússia.

Terceiro, a atenção da mídia mundial está focada nos Jogos Olímpicos. Então, por que neste cenário ruidoso não cometer uma nova agressão contra Ukraina? Algo semelhante houve em seu tempo com a agressão russa contra a Geórgia.

Quarto, ultimamente, em Kyiv abalava-se e abala-se a situação. Isto é: "demonstração tarifária" dos sindicatos, e "procissão sagrada" do Patriarcado de Moscou em Kyiv, e processos judiciais explosivo-perigosos contra aydarivtsi e tornadivstsi (de Aidar e Tornado - algumas pessoas que pertenciam a estes grupos militares voluntários que lutavam pela Ukraina, mas, na prática, revelaram-se perigosos bandidos, partícipes de crimes, tórturas, narcóticos, rapto, violação... ) Finalmente - protestos que organizou Nadia Savchenko. A última é um bom indicador de operações especiais de Putin. Se esta digna senhora começa ficar ativa então é esperar problemas do lado russo (Eu tenho curiosidade, quase certeza, quanto ao verdadeiro papel dos advogados da Savchenko - pareciam ser verdadeiros amigos da prisioneira, até trabalharam de graça, já que ela não tinha meios para pagar. Especialmente com um deles ela mantinha longas conversas. Eram eles a favor da Rússia, plantados pelo governo de Putin? Afinal, procuraram-na e ofereceram-se para defendê-la gratuitamente, por quê? OK).  Finalmente - protestos, que organizou Nadia Savchenko. O último é um bom indicador de operações especiais de Putin. Se esta digna senhora cmeça ficar ativa - então é esperar problemas do lado russo.

Será que uma grande guerra espera pelos ukrainianos?

No entanto, nós vemos, que Rússia, normalmente inicia a guerra, quando o inimigo está enfraquecido. Estará, agora, Ukraina suficientemente enfraquecida e sua frente de apoio no Ocidente, para fazê-lo?

Apesar de todos os problemas e significativo nível de desconfiança da nação, em relação ao poder, a situação na Ukraina não conseguiram balançar significativamente. Assim chamado "Terceiro Maidan" não aconteceu. Apesar da desconfiança em relação ao governo atual, é generalizada na sociedade a compreensão, que a destruição das instituições governamentais, a revolução da vez pode não só piorar a situação, mas na atual guerra com a Rússia pode levar à catástrofe o Estado ukrainiano. Hoje podem haver ações locais de protesto, mas eles são susceptíveis de se transformar em grande escala. Especialmente no verão, quando a atividade de protesto não é alta. Assim, na presente situação, Putin não conseguirá, com as "mãos" levar Ukraina como foi em 2014 - esperar um blitskrieg não há nenhuma razão. E envolver-se em grande escala e conflito prolongado, agora, é pouco provável ser necessário.
(Blitzkrieg, palavra alemã, significa guerra relâmpago. Foi criada no início do século XX, de acordo com a qual a vitória é alcançada em termos calculados, em dias ou meses, antes que o inimigo se mobilize e implante suas forças principais - Pesquisa Google - OK)

Quanto ao "monolito ocidental" que, apesar de todas as suas fendas, "fadiga da Ukraina", massa de seus problemas, os países do Ocidente continuam a apoiar o nosso país. Afinal de contas, os vizinhos ocidentais da Ukraina entendem que, se Ukraina cair sob os golpes do agressor russo, poderá chegar até eles. Não convém superestimar  o apoio pelo lado ocidental, como não convém menosprezar. Se Putin decidir pela agressão contra Ukraina, haverá reação do Ocidente - pelo menos na esfera de sanções econômicas. Será que isto é necessário à Rússia agora, cuja situação econômica não é brilhante?

O incidente da Criméia "cria possibilidade para agressão russa. No entanto a probabilidade de que esta possibilidade se torne uma realidade - é baixa. Parece, que este tipo de manobras é peculiaridade de Putin. Ele observa qual será a reação da comunidade mundial, e também da Ukraina, para esta provocação, "apalpa" os pontos fracos do nosso país e de nossos aliados. Não é excluído, que ele tentará apresentar Ukraina como "estado-Terrorista", para enfraquecer o seu apoio ocidental e alcançar, pelo menos, levantamento parcial das sanções. Aqui, naturalmente, muito dependerá das autoridades ukrainianas. Por enquanto a sua reação parece bastante adequada. Temos declarações de altos funcionários do governo, incluindo o presidente, sobre o "incidente da Criméia", bem como a ação do governo quanto a preservação da estabilidade no país.

Claro, as questões com o "incidente da Criméia" não se limitarão. Vale esperar outras surpresas de Putin. Especialmente no 25º aniversário da independência. Afinal, para os russos, o simbolismo na atual guerra hibrida pesa muito. No entanto não devemos temer isto. Não é tão poderosoo Putin como pinta sua propaganda russa. E Ukraina já aprendeu guerrear um pouco. Resta aprender como ganhar.

Petro Kraliuk - vice-reitor da Ostrozka Academia.

Putin após a declaração do FSB da Rússia sobre Criméia: Ukraina caminha para o terror.
Notícias internacionais, 10.08.2016


O presidente Vladimir Putin disse que Ukraina não busca uma solução negociada, mas caminha para o terror.
Ele denominou preocupante a afirmação do FSB da Rússia (Serviço de Segurança Nacional) sobre os preparativos da Ukraina "ao ataque terrorista na Criméia" e declarou, que realizar a cimeira em "formato Norman" em tais circunstâncias é sem sentido (Ele deveria reconhecer que nunca deu a mínima para estas reuniões, conforme sempre escreveu a mídia ukrainiana - OK).

Segundo suas palavras, após o anúncio do Serviço Federal de Segurança, para evitar o "ato terrorista" na Criméia anexada, as autoridades russas reforçarão as medidas de segurança.

"Nós, certamente, faremos tudo para garantir a segurança da infra-estrutura, e dos cidadãos. Aplicaremos medidas adicionais para garantir a segurança, e isso terá medidas adicionais graves", - disse ele.

"Do lado russo há perdas, mortos dois soldados. Claro, isto nós não perdoaremos", - acrescentou Putin (E o que ele acha das mortes de milhares de militares e simples cidadãos ukrainianos mortos por sua culpa? E outros milhares de desalojados? - OK)

- Hoje, mais cedo, o Serviço de Segurança Federal da Rússia anunciou que impediu ataques à Criméia em "infra-estruturas criticamente importantes e sustento da vida na península". No ministério russo declararam, que preparava os ataques a inteligência ukrainiana.

No ar do programa da Rádio Svoboda, o orador do Estado Maior das Frças Armadas da Ukraina Vladyslav Selesnyou disse que a declaração do FSB russo é provocação. O Secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ukraina Oleksandr Turchynov denominou a declaração do FSB  da Rússia para evitar "ataques terroristas" na Crimeia como elemento da guerra hibrida contra Ukraina.

Tradução: O. Kowaltschuk

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

"Nós não temos nenhuma dúvida, que estas - vítimas de repressão da NKVD" - historiador sobre a descoberta em Lviv.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 10.08.2016
Halyna Tereshchuk

Lviv - por mais de sessenta anos permaneceram na terra, no pátio do museu memorial da "Prision on Lontskoho", os restos de doze pessoas. Agora eles foram descobertos durante a escavação. Os pesquisadores, no entanto, falam sobre um número bem maior de pessoas. Até o dia de hoje cavaram dois buracos. De acordo com informações preliminares, os restos podem pertencer a pessoas que sofriam repressões do NKVD.

Orestes-George Yarynych examina i o pátio da prisão. Aqui, nos anos 1949 - 1950, ele e outros prisioneiros, eram levados para a rua Lontskoho por 10 - 15 minutos para passeio. O homem foi condenado pelos órgãos da NKVD pelo apoio à Organização de Nacionalistas Ukrainianos. Saiu para liberdade depois do funcionamento dos campos de Mordovia em 1953. (Os campos políticos da Mordóvia, também chamados "Dubravlah", funcionavam além da Mordóvia, em várias regiões da União Soviética. Havia, também, outros campos para prisioneiros políticos - pesquisa OK).

"Eu sabia, que nesta prisão fuzilavam aqueles, que assim "heroicamente" em junho de 1941 fugiram dos alemães, isto é NKVD. Meus pais contavam, que aqui tudo estava em sangue, quando vieram os alemães, as pessoas levavam para fora os corpos dos familiares mortos. Meu pai e minha mãe vieram aqui, eu, eles não levaram, mas eu sabia o que acontecia aqui. Meu pai também foi preso", - diz o homem.

"As pessoas também eram baleadas em suas celas, faziam diversos tipos de atrocidades - abriram a barriga do padre e lá colocaram um bebê, uma crucificação... Isto foi aniquilação da flor da nação", - compartilha memórias o ex-prisioneiro político Orestes-George Yarynych.

"Isto - são vítimas de repressões políticas da NKVD".

A alguns dias no pátio do museu, onde antigamente acomodou-se a prisão, começaram escavações. Sobre o fato de que aqui havia pessoas enterradas, prisioneiros, ainda há 15 anos dizia à Rádio Liberdade a prisioneira política, figura pública Iryna Kalynets, que também esteve aprisionada numa das câmaras na "Prisão no Lontskoho".

No ano passado, parte do território examinaram os investigadores, mas nada foi encontrado. Mas, recentemente, no meio do pátio, num local encontraram os restos de duas pessoas, no outro - dez. Mas isso ainda não é tudo, diz o diretor do museu "Prisão no Lontskoho", o historiador Ruslan Zabily.


"Nós não temos nenhuma dúvida, de que estas são vítimas da repressão política da NKVD dos anos 40 - 50. Nós não podemos dizer com certeza, se este é o período 1939 - 1941, ou mais tarde, a partir de 1944. Nós poderemos estabelecer, quando limparmos completamente a inumação e a abrirmos totalmente. Hoje, num dos restos foi encontrado um documento, com ele trabalham os restauradores. Isto - impressão soviética, letra círílica, escrito com tinta. O documento está em mau estado, mas restaurado, saberemos a data do enterro. Talvez, com sorte, saberemos o nome da pessoa", - diz o cientista.

Já é sabido, que foram encontrados os restos de pessoas civis, eles estavam dispostos aleatoriamente, o que leva os investigadores a acreditar, que assim fazia a NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos ou Ministério do Interior da URSS), jogando os corpos no buraco. Também durante as escavações foram encontrados involucros de cartuchos soviéticos. Os restos humanos foram cobertos com várias camadas de terra e resíduos de lixo comum, entre o qual há objetos do período soviético - garrafas, copos, panelas.

"Porquanto não havia terra suficiente, então traziam lixo, aparentemente, de Lviv. Os enterros realizavam-se em câmadas: restos, terra - e assim três vezes. Quantos exatamente há aqui restos de pessoas é difícil dizer, os restos que vão à profundidade e parede da escavação. Agora estamos a uma profundidade de dois metros e meio. O fosso então cavaram profundo e o cobriam com lixo e terra", - diz Volodymyr Khavchuk, reprsentante da busca corporativa "Destino".

Esperam estabelecer nomes.

"Por quase setenta anos, algumas famílias não conhecem o destino de seus parentes, aprisionados e detidos em seu tempo na "Prisão no Lonstskoho". Tomar conhecimento de pelo menos alguma verdade pode-se dos documentos que estão armazenados no arquivo central do Ministério de Assuntos Internos (MIA). Eles, finalmente, foram abertos mas, por enquanto, nenhum dos cientistas ainda lá não trabalhou. O arquivo do MIA é três vezes maior que o arquivo do SBU (Serviço de Proteção da Ukraina), é valioso porque, dele saberemos sobre as atrocidades cometidas pelas autoridades soviéticas.

Para quem pertencem os restos humanos encontrados no pátio da prisão somente poderá ser descoberto com o exame do DNA com o consentimento dos parentes, os quais acreditariam que estes poderiam pertencer a alguém da família.

Não apenas na região de Lviv, mas também em outras regiões da Ukraina há muitas valas comuns do período soviético, ainda não reveladas.


"Este não é o último sepultamento. O nosso grupo trabalhou na região de Rivne, porque há testemunhos de moradores, que lá foram sepultadas vítimas da NKVD. Revelou-se a mesma situação que em Lviv - no pátio da prisão. É necessário investigar os territórios, onde haviam acomodações do sistema punitivo, cemitérios especiais. A partir da experiência pode-se dizer, que até 1945 enterravam nos pátios dessas acomodações, depois de 1945 já levavam os corpos das pessoas além dos edifícios," - disse Svyatoslav Cheremet, chefe da empresa de pesquisa "Destino".

O Museu Nacional "Prision on Lonstskoho" foi criado na antiga prisão, onde desde 1919, na rua Lonstskoho estavam aprisionados os presos políticos durante o governo polonês, austríaco, soviético e alemão (De todos estes povos o povo ukrainiano recebeu sofrimento na sua própria pátria -OK). De setembro de 1939 até o final de junho de 1941 aqui dirigia NKVD, cujos trabalhadores incluíam a repressão política. Durante apenas seis dias, desde 22 a 28 de junho de 1941, na prisão, a NKVD, antes da chegada das tropas alemãs, matou cerca de 1.700 (um mil e setecentas) pessoas. Tais museus de vítimas dos regimes de ocupação, na Europa Oriental, além de Lviv, há em Berlim e Vilnus. A prisão na Lonstskoho era considerada a mais brutal em Halychyna (região da Ukraina).

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 9 de agosto de 2016


O que intentou o agressor

"Nas próximas semanas, na Rússia há uma grande tentação para resolver "a força o problema da Ukraina". Mas o exército ucarainiano já não é o mesmo de 2014", - especialista.
Denh (Dia), 04.08.2016
Ivan Kapsamun


"Nas próximas semanas, na Rússia há uma grande tentação para resolver "à força o problema da Ukraina". Mas o exército ucarainiano já não é o mesmo de 2014", - especialista.


Quanto à situação no Donbas recentemente vem notícias perturbadoras. Cada vez mais ouve-se falar sobre a possibilidade de um reforço substancial de ações militares por parte do agressor - Kremlin. Isto é evidenciado por recentes declarações e fatos.

"Hoje - 3 de junho. - Red.) houveram negociações muito difíceis em Minsk, - escreve o respresentante da Ukraina do grupo de trabalho sobre segurança no grupo Trilateral de contato Yevhen Marchuk. - O lado russo, como sempre, nega categoricamente o seu envolvimento nesta guerra e até mesmo os fatos evidentes de sua presença nos territórios ocupados  de Donbas. Em relação a este respeito hoje na reunião do grupo de trabalho sobre a segurança, que conduziu o chefe da Missão da OSCE na Ukraina senhor Apakan E., leu a informação do site da assim chamada DNR". 

No especificado internet-recurso dos combatentes trata-se: "Graças ao apoio da Federação Russa as forças armadas da DNR significativamente aumentaram  as armas, incluindo brigadas blindadas e de artilharia, e os volntários russos, que vieram, foram ensinados por melhores instrutores da Rússia para derrota do inimigo".

O principal nas palaras de Eugene Marchuk não é o que ele disse sobre a maneira óbvia e cínica, que utiliza Rússia e seu fantoche "DNR", mas aquilo, que alguns no Ocidente frequentemente se deixam levar pela coleira do Kremlin, denominando a agressão russa contra Ukraina, por exemplo, "conflito interno". Claro, esta prática não pode deixar de causar preocupação.

Na preparação da Rússia à grande guerra escreve também a polonesa Gazeta Wyborcza, citando uma fonte próxima ao ministro da Defesa da FR. Segundo suas palavras, Moscou concentra 200 mil soldados e forças mísseis-ar (Se a tradução "mísseis-ar" não     estiver correta, perdão, é absoluta falta de conhecimento - OK) próximo da fronteira com Ukraina. Sobre o reforço das forças da FR na fronteira com Ukraina o ministro da Defesa da Rússia Sergey Shoigu falava ainda na semana passada. Ele declarou, que "em relação com a crescente ameaça do lado da OTAN e Ukraina", foi formado um exército na região sul de quatro divisões e nove brigadas. "O significado desses eventos é claro: na fronteira com Ukraina (onde há três anos não havia tropas) o lado russo cria no norte três grupos principais, prontos para um golpe súbito na direção de Kyiv, e no sul cria o exército para cercar as principais forças ukrainianas no território da Margem Esquerda da Ukraina" (Livoberejna Ukraina) ,- explica um especialista militar russo Ruslan Pukhov.

Enquanto isso, o número de civis afetados em consequência do conflito armado no Donbas, em julho atingiu o recorde desde agosto do ano passado, diz no site do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Assim, em junho de 2016 foram documentadas 69 vítimas civis, incluindo 12 mortos e 57 feridos. Isto é quase duas vezes mais, que em maio, e uma cifra recorde de agosto de 2015. Em julho o número de vítimas entre a população civil chegou a 73, incluindo 8 mortos e 65 feridos. A maioria de todas as pessoas, durante os dois meses, morreu em resultado do bombardeio. 

Como vemos, o agressor não abandona seus planos quanto a Ukraina. O objetivo do Kremlin - destruir o estado ukrainiano ou colocá-lo, totalmente, sob controle. Para isso, ela usa vários métodos - informacional, militar, geopolítico... A  meta global da Rússia - minar a unidade do mundo ocidental, em particular, quanto a questão ukrainiana. Baseando-se em acontecimentos recentes, muito lhe dá certo - situação na Síria, acontecimentos na Turquia, eleições presidenciais nos EUA... Então, o que vale esperar da Rússia no Donbas, e a  o que esta pronta, para se opor Ukraina?

"À AMEAÇA É NECESSÁRIO REAGIR COM MEDIDAS DE DISSUASÃO E CRIAÇÃO DE COMUNIDADES CORRESPONDENTES"


Igor KABANENKO, almirante, ex-vice-ministro da Defesa da Ukraina.

- Rússia continua a acumulação de grupos ofensivos, que são criados, para resolução de problemas específicos - mais cedo ou mais tarde eles serão aplicados. É neste ponto que é necessário considerar a situação. Alguém diz que uma guerra em grande escala é improvável mas, ao mesmo tempo, que deve-se pensar sobre o melhor, precisa preparar-se para o pior. Ukraina é vista pela FR como "zona de interesses russos", porisso são possíveis quaisquer cenários. Nas artes militares não acontece tal, que os exércitos se implantem, simplesmente para que sejam concentrados em determinadas regiões, ou para aproveitamento de dinheiro. À ameaça é necessário reagir de acordo - com medidas de contenção e criação de grupos correspondentes, que poderão neutralizar esta ameaça, no caso de ativação de quaisquer cenários - em terraa, no mar ou no ar.

Nós somos testemunhas de uma nova geração de guerra - "guerra  hibrida", de diversas fontes ecoam convicções, certezas, "argumentos", que supostamente "Rússia precisa defender-se". Sim, no senso político Rússia diz uma coisa, mas faz algo bem diferente. Por exemplo, a tese de que Putin "cansou-se de Donbas" é necessário considerar no contexto de um confronto hibrido. Isto distrai a atenção das pessoas, lhes permite relaxar, e neste declínio é possível uma grande ascensão. E, a nova luta armada tem um caráter momentâneo, de um lado, como se houvesse concentração no movimento político, recebimento de vantagem política, mas depois - a utilização da força militar, ou pelo menos a criação de condições para sua utilização.


A atual gestão de crises prevê a formação de condições internas para a ofensiva - criação de células de instabilidade, suas associações, mas depois - uso da força militar, sob o pretexto de "apoio", "garantir os direitos da população do idioma russo", podem ser levantadas questões religiosas e qualquer coisa mais.

"IMPORTANTE DIPLOMATA AMERICANO DISSE-ME, QUE RÚSSIA PREPARA OFENSIVA"

Paul FELHHENHAUER, observador militar da russa "Novaya Gazeta":


- Agora há uma verdadeira ameaça militar - na direção sul-oeste da Rússia de fato acontece a acumulação de forças armadas. Nesta direção - Cáucaso, Além-Caucaso, Turquia e Síria. Mas Ukraina neste plano é muito significativa e importante. O pronunciamento de Sergey Shoigu no colégio do Ministério da Defesa na semana passada - não é o único mau sinal. Mais uma notícia desagradável - carta oficial de Vitaly Churkin de 22 de julho ao presidente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Uni9das, publicada no site da missão russa. Nele Churkin descreve, que horrores ocorrem no Donbas e que nisto tudo a culpa é da Ukraina, que prepara uma nova grande ofensiva. Sobre isto, muito se fala e faz tempo falam também outras pessoas oficiais russas. Isto é algo que se parece como "desculpa oficial" no caso de combates em larga escala na Ukraina, que Churkin "previne".

Não há muito tempo, um alto diplomata americano me falou, que sobre o mesmo assunto, no mês passado, durante uma conversa telefônica, Putin falou para Obama. O mesmo diplomata afirmou que, de acordo com os dados dos EUA, não é Ukraina que prepara ofensiva, mas a Rússia. A conversa de Putin com Obama pode ser um meio de pressão sobre Washington, para que ele, por sua vez pressione Kyiv e exija concessões de Poroshenko.

Mais uma história - com a dispensa do emaixador russo  na  Ukraina, Mikhail Zurabov. No verão os embaixadores e diplomatas em Moscou mudam, mas a liberação de Zurabov estava totalmente despreparada: O Ministério das Relações Exteriores não realizou o "agrément", mas para aprovação da candidatura para Ukraina Mikhail Babich na Duma, que antes das eleições entrou em férias, conseguiram alguns deputados. Como afirmam, Zurabov foi removido terminantemente porque, ele é muito amigável com Petro Poroshenko.

Cada uma dessas características, por si só, pode não ter explicação catastrófica, mas todas juntas elas são desagradáeis. Então, há uma certa probabilidade de que em agosto começará a grande guerra russo-ukrainiana.

O atual regime russo nunca, e sob nenhum pretexto, permitirá para Ukraina a integração européia. Kremlin disse a Poroshenko, que eles podem concordar em alguns assuntos, mas o status não alinhado da Ukraina - é a base de qualquer acordo entre os países.Claro, Donbas, como Transnistria, permanecerá sob protetorado russo, dentro da composição da Ukraina. Também é desejável obter o reconhecimento oficial da anexação da Criméia. Kremlin tem várias opções para atingr este objetivo. Em Moscou muitos acreditam (e sobre isto falou abertamente o presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa Nikolai Patrushev), que Ukraina entrará em colapso e o atual regime sofrerá derrota em resultado de problemas políticos, econômicos, sociais e outros. Para que, então, correr risco de guerra, se é possível esperar um pouco. Mas a situação atual mostra que Ukraina não desmoronará.

Por outro lado, agora para Rússia criou-se uma situação única e confortável, que lembra os eventos internacionais em relação à Georgia em 2008: Jogos Olímpicos, eleições nos EUA e convenientes condições meteorológicas de agosto. Estados Unidos dividiram-se pelos preparativos às eleições, e Barack Obama - "pato manco". Naturalmente, Rússia pode esperar, que Donald Trump vencerá em novembro e com ele se chegará a acordo sobre Ukraina. Mas Tramp é imprevisível e, ultimamente, parece que não se elegerá.

Europa também está com problemas, divisão, consequências "Brexit", crise migratória, sanções, outros. Se Rússia preparar algo grande na Ukraina, com a finalidade de mudar o atual regime, o Ocidente não será capaz de fazer algo organizado, além de gritar bem alto. Podem ser usadas todas as ferramentas do exército russo, exceto a nuclear, e mais de 100 mil militares para "quebrar" a frente. Mas para isso será necessária uma grande força, porque, as Forças Armadas da Ukraina já não são as de 2014.

Tradução: O. Kowaltschuk