sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

SBU (Serviço de Segurança da Ukraina) realizou mais de 20 buscas aos suspeitos em cooperação com a Rússia.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 21.02.2017
Michael Shtekel

Presidente do SBU Basil Hrytsak
Rússia gasta milhares de dólares para desestabilizar Ukraina, para mostrar que Ukraina não se realizou como estado. Isto é evidenciado pelo Serviço de Segurança da Ukraina, que já realizou dezenas de buscas e prendeu algumas pessoas. A Procuradoria Geral pede àqueles, que foram usados pelos serviços especiais russos nos interesses do Kremlin, para  que venham, revelem o sucedido, e ajudem a investigação. Entre os figurantes em processos penais - assessores de deputados.

O Serviço de Segurança da Ukraina e da Procuradoria Geral deteve algumas pessoas, incluindo os auxiliares dos deputados da Ukraina,  por atividades subversivas de interesse da Rússia - organização de reuniões pagas, mesas redondas e até registros de projetos de leis. Particularmente, trata-se sobre a lei: "Sobre medidas de apoio estatal para o desenvolvimento, promoção e proteção do idioma russo, outros idiomas das minorias nacionais na Ukraina", que foi apresentado pelo deputado Eugene Balytkyi, e outras medidas de apoio informativo de idéias necessárias ao Kremlin.

"Parecia - zonas francas econômicas, eleição de governadores e dirigentes regionais de agências de aplicação da lei, restauração dos laços econômicos, eleição de governadores e dirigentes regionais de agências de aplicação da lei, restauração dos laços econômicos com Rússia, outorga de estatuto especial ao idioma russo. Eles avançam, ao mesmo tempo,  em várias direções através de representantes eleitos em vários níveis. Forma - mesas redondas, congressos com apelos à Suprema Rada da Ukraina (Rada - Conselho) e presidente da Ukraina. Eles criam a ilusão de maciço apoio", - explicou o presidente do Serviço de Segurança da Ukraina.

Entre as organizações, que apoiam Rússia com informações - "Conselho Público de Dnipropetrovsk",  "Zaporozhye Social", Odessa para porto livre", "Slobojanshyna de Kharkiv. Entre os organizadores - ex-ativista da "Escolha ukrainiana" Paulo Zolotarev, assistente do ex-ministro da Educação Dmytro Tabachnyk (período Yanukovych), Anton Kuzmenko, e os cidadãos Oleg Zaritskyi, Vladislav Dulapchiy, chefe da organização de comunidade "Donbas terra de Kyiv" Andrew Budiak, assistentes de deputados Yuriy Zhytomerskyi e Cristina Maniovych, também Anna Volubueva, chefe do secretariado da Organização "União de Deputados de reforma da legislação fiscal, alfandegária, de terras, da legislatura da Ukraina".

https://www.youtube.com/watch?v=TmPH-8Nro1o&feature=youtu.be

Segundo o chefe do SBU (Serviço de Segurança da Ukraina) desde o início de 2015, Rússia começou implementar o segundo cenário de agressão - mostrar que Ukraina não realizou-se como estado e não controla a sua própria vida política, disse o chefe do SBU. Para os cidadãos da Ukraina, com dinheiro russo organizam apelos dos conselhos regionais.

Na Rússia ajudam dispersar a mensagem sobre "continuação da Revolução da Dignidade" - SBU.

Também no SBU avisaram que os serviços especiais russos apoiam, no campo de informação, até tais idéias como "continuação da Revolução da Dignidade". Isto significa, que os cidadãos ukrainianos participam de reuniões e ações políticas não honestamente, pelo dinheiro russo, disse Basil Hrytsak (Pagam pelo comparecimento - OK).

Com base nos resultados de interceptações telefônicas e outras ações de investigação, em 20 e 21 de fevereiro, o Serviço de Segurança da Ukraina realizou mais de 20 buscas, durante as quais foram apreendidas armas, munições e moeda estrangeira - dólares e euros. A Procuradoria Geral investiga quatro processos penais, que anteriormente, por alguns meses, investigava o SBU. Interceptação de conversas telefônicas, feitas após as sanções judiciais, e a publicação de materiais foi feita com permissão do investigador, disse o Procurador Geral da Ukraina Yuriy Lutsenko.

Penso, que hoje destruir os telefones não há sentido, tudo está registrado. Fugir também não vale a pena. Única saída para todos, quem "no escuro" colaborou com planos de Moscou - seria melhor escrever uma declaração explicando suas ações e ajudar a investigação do SBU ", - disse Lutsenko.

O Procurador-Geral também anunciou, que a possível culpa dos auxiliares dos deputados não significa culpa dos próprios deputados. Nos esquemas pró-russos acusaram os auxiliares dos deputados, em nome da coalizão governista.

Radio Svoboda dirigiu-se, pelos comentários, a duas figuras que realizavam escuta, mas não receberam deles nenhuma informação de culpabilidade, do SBU.

https://www.youtube.com/watch?v=9y8ni2pyRsI&feature=youtu.be

Lutsenko ainda avisou que a Procuradoria da Criméia abriu processo penal contra o deputado Andrey Artemenko, o qual, segundo mídia, conduzia negociações com representantes do Kremlin, por um lado, e os conselheiros do presidente norte-americano Donald Trump - do outro. Logo, ele será chamado para interrogatório e, provavelmente, a Procuradoria Geral vai pedir ao Parlamento para privar Artemenko da imunidade parlamentar.

Tradução: O. Kowaltschuk

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Marcha em Kyiv. Nacionalistas unem-se para pressionar o governo.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 22.01.2017
Eugene Solonena.

Não praticar comércio com os territórios ocupados e Rússia, punir aqueles que cometeram crimes com os territórios ocupados, minimizar o impacto do poder das grandes empresas, aprovar a legislação sobre as eleições e impeachment do presidente, não privatizar ativos estratégicos e proibir a venda de terras agrícolas. Tais exigências apresentaram os participantes da "Marcha da dignidade nacional", que caminharam até a administração governamental em 22 de fevereiro. Os iniciadores da marcha eram:  União "Svoboda" (Liberdade) e "Setor Direito", como também o partido "Corpus Nacional Azov".
Os especialistas vêem, na marcha comum de algumas forças nacionalistas, preparação para união nas próximas eleições parlamentares. Por sua vez, os críticos de tal união política, em formação, vêem nos slogans da "Marcha da dignidade nacional" populismo e tentativas de recusa da cooperação com os aliados ocidentais.

Milhares de pessoas de todas as idades reúnem-se em grupos no Khreshchatek (nome da rua), Praça da Independência e Avenida  dos Heróis da Centena Celeste, estendem bandeiras e banners. Não muito longe do Hotel "Ukraina", ao lado da capelinha é improvisado memorial aos Heróis da Centena Celeste, centenas de ativistas com bandeiras alinham-se nas fileiras. Assim começou a "Marcha da Dignidade Nacional", iniciada pelas três organizações políticas citadas acima. 

Depois das dez horas da manhã a marcha, de mais de 10 mil pessoas, "Marcha da Dignidade Nacional" dirige-se à Bankova (Administração Presidencial) e, depois, ao Edifício do Parlamento.






Os coordenadores do protesto, próximo da Administração Presidencial pararam e fizeram breves discursos, acusando o presidente Poroshenko porque ele "coloca os interesses comerciais acima dos interesses do Estado", particularmente promove comércio com Rússia e regiões ocupadas de Donetsk e Lugansk. Os manifestantes propuseram oferecer ao chefe de Estado uma bala (doce) de ouro, a qual simboliza o negócio de confeitaria, de propriedade de Petro Poroshenko, e simbólico "bilhete de Lipetsk" - cidade da Rússia, na qual até recentemente funcionou uma fábrica da corporação "Roshen".

Depois os caminhantes foram até o Parlamento, cantando slogans patrióticos. Apesar dos receios da parte dos representantes da mídia e acusações afiadas contra o atual governo, não houve confrontos entre os participantes da marcha da dignidade nacional e polícia. Na polícia de Kyiv avisam que no geral, para garantir a ordem em Kyiv, em 22 de fevereiro, convocaram aproximadamente seis mil policiais. Ao mesmo tempo, a marcha dos nacionalistas era acompanhada por apenas 300 policiais, porquanto não houve provocações.

O ponto final da caminhada foi o prédio do Parlamento.

Aqui também não houve confrontos com a polícia, mas os participantes acenderam tochas e petardos fumígenos ou bombas de fumaça.


Nacionalistas - pelo bloqueio ORDLO (ORDLO - regiões separadas de Donetsk e Lugansk -OK), contra a privatização de empresas estratégicas e mercado de terras. Pelas tarifas mais baixas.

Sob as paredes do Parlamento discursaram os líderes do protesto. Assim, o chefe da Svoboda (liberdade) Oleh Tyahnybok disse que a Revolução da Dignidade não terminou, uma vez que chegou a apenas um de seus objetivos - a derrubada de Yanukovych. Mas, mudanças fundamentais não houve, o bem-estar dos ukrainianos piorou, e o "risco da revanche pró-russa é grande como nunca". Ele sugeriu o esboço de "linhas vermelhas", as quais o governo ukrainiano não tem o direito de ultrapassar. 
Anunciou os requisitos gerais ao governo também o líder do "National Corps" Andrew Biletskyi. Aproveitando o status de deputado, ele fez isto da tribuna do Parlamento.
"Nós, nacionalistas ukrainianos, unimos esforços para enfrentar os invasores armados no leste e ditames financeiros do oeste, mas o principal - é destruir este governo, que aqui, equivocadamente, denomina-se ukrainiano", - declarou Biletskyi.
Ele, também acusou a direção do Estado em muito altas tarifas públicas, na usurpação do poder por um punhado de bilionários e "entrega de territórios ukrainianos à Rússia".

Entre outras exigências - a cessação das relações diplomáticas com a Rússia, a rejeição da privatização de empresas estratégicas, a aprovação de leis sobre o impeachment do presidente e sobre o afastamento de deputados. Uma das exigências tornou-se a rejeição da idéia da criação de um mercado de terras agrícolas

No caso de não cumprimento destas exigências, alertou Andrew Biletskyi, as organizações nacionalistas serão capazes de obrigar o Parlamento a anunciar a sua dissolução.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Fábricas de Akhmetov param a produção. Bloqueio comercial continua.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 21.02.2017
Iana Polanska


Os deputados na terça-feira ativamente discutiam o bloqueio comercial dos territórios ocupados, enquanto os apoiantes de tais ações piqueteavam as paredes do Parlamento. Após as rixas entre os ativistas e policiais, no domingo, os organizadores insistem, que não têm a intenção de provocar ninguém, mas apelam para aprovar a lei "Sobre territórios ocupados". Ela, dizem nos bastidores, pode ser colocada na ordem do dia, já na quinta-feira. Os opositores também apontam, que o bloqueio pode minar a estabilidade econômica e prejudicar os mineiros ukrainianos que trabalham na parte não controlada de Donbas.

O bloqueio dos territórios temporariamente ocupados continua. Na sede de coordenação informaram, que o primeiro-ministro Volodymyr Groisman aceitou o diálogo. Os ativistas expressaram suas demandas: libertação imediata dos presos e aprovação da lei sobre os territórios ocupados.

Em resposta, o primeiro-ministro propôs aos "representantes do bloqueio comercial Com os ocupantes" entrar na comissão da troca. E garantiu, informam os ativistas, que o Gabinete Ministerial cancelará as permissões do Serviço de Segurança para circulação de mercadorias e emitirá um decreto, que regulamentará a circulação de mercadorias.

Neste contexto, Steel Plant Yenakiyevo (Empresa metalúrgica de Yenakiyevo e PAT (Sociedade anônima de acionários) "Krasnodon vuguillya" (carvão), que encontram-se no território não controlado pelo governo ukrainiano de Donbas, já anunciaram a cessação da produção devido a ações militares prolongadas e bloqueio do tráfego ferroviário.

"Após o bloqueio do tráfego no trecho Yasenuvata - Skotovate, a importação de matéria prima e exportação de produto acabado tornou-se impossível", - diz o comunicado.

Em geral, a empresa do oligarca ukrainiano, proprietário da companhia "Metinvest" Rinat Akhmetov, pode perder até US $ 30 milhões a cada mês, devido ao bloqueio econômico de Donbas. Sobre isto avisa a sociedade de investimento Dragão Capital. 

Nos territórios ocupados devem passar os produtos alimentícios e produtos de primeira necessidade - disse Sobolev.

É importante que os territórios ocupados sejam reconhecidos ocupados juridicamente. Que o comércio com eles seja proibido, -  disse Yegor Sobolev.

O mencionado pelos ativistas projeto de lei "Sobre os territórios ocupados", deve ser submetido a votação na quinta-feira, aprovar a base, e depois recolher as proposições referentes a ele. Sobre isso diz o deputado da "Auto-Suficiência", um dos organizadores do bloqueio Yegor Sobolev.

"Para nós, esta decisão é muito importante que os territórios ocupados sejam reconhecidos, juridicamente, como territórios ocupados. Para que o comércio com eles seja proibido. Que possamos permitir somente a venda de alimentos (para o nosso povo ocupado), bens essenciais e ajuda humanitária. Mas, não sob controle de Rinat Akhmetov, mas pelas organizações internacionais", - disse ele.

Se "cessam" as empresas que pertencem a "Rinat Akhmetov", ao Banco de Desenvolvimento e Atividade Econômica Externa da Federação Russa e outros parceiros do presidente Vladimir Putin" - isto significa que para atacar Ukraina haverá menos recursos e dinheiro". Assim Sobolev comentou a declaração de empresas "Metinvest" sobre cessação do trabalho.Tal posição também é partilhada pela facção "Pátria". Seu líder Yulia Tymoshenko está convencida de que o comércio com os territórios ocupados permanece, porque com isto ganham as primeiras pessoas do Estado.

"Bandidos, ocupantes, enviam carvão para o lado ukrainiano, por intermédio das autoridades ukrainianas. Isto são produtos para quase um bilhão de dólares. Este dinheiro é dividido entre todos os envolvidos nestes negócios corruptos e imorais", - disse Tymoshenko.

As empresas foram construídas no período soviético, orientadas para uma determinada qualidade de carvão - diz Dolzhenkov.

Já o líder da facção "Frente popular" Maxim Burbak  acha que o bloqueio deve ser implantado apenas na forma legal, para que Kremlin não use este tema para minar a situação interna.

Maxim Burbak
"Nós apelamos aos ukrainianos para estarem vigilantes, para não permitir que sejam usados pelas forças, que financiam-se e agem sob as ordens de Moscou. O governo, urgentemente, deve proibir o comércio com os territórios ocupados de Donetsk e Lugansk, aprovando a relação de mercadorias e objetos, que podem ser importados através da linha de fronteira em ambas as direções. Trata-se, exclusivamente de produtos comprados ou vendidos pelas empresas registradas no território ukrainiano, e que pagam imposto na Ukraina" - diz Burbak.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 19 de fevereiro de 2017

À ação de bloqueio sob Administração Presidencial veio polícia e Guarda Nacional, houve confrontos.
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 19.02.2017 às 19,41 h


No lugar da ação sob a administração do presidente, para apoiar o bloqueio comercial com os territórios ocupados de Donbas, vieram forças policiais. Entre os participantes aumentou o número de pessoas camufladas e usando "balaclava" (capuz com pequenas aberturas para os olhos e boca - OK). Entre os participantes e forças de segurança surgiram colisões.

No local encontra-se o vice-presidente da polícia, chefe de patrulha policial Oleksandr Fatsevych, que às perguntas dos jornalistas respondeu que "não há nenhum confronto". A presença do grande número de policiais explicou que era para "defesa da ordem pública.

Como avisou o deputado Semen Semenchenko (o mesmo que com o deputado Parasyuk lidera o bloqueio do combustível - OK). Na cena dos acontecimentos, os conflitos surgiram porque os policiai não davam possibilidade aos deputados caminhar pela rua Instytutska até Administração Presidencial.

"Cometem transgressões - interferem no trabalho dos deputados, não mostram seus certificados, não mostram os números nos capacetes", - declarou Semenchenko.

Além disso, no local de "ação bloqueio", na rua Instytutska, para limitar o movimento, polícia colocou a proteção de grade. A passagem na rua limitaram de três lados, especialmente da Rua Hrushevskoho e da Rua Instytutskaia - na direção do Banco Nacional e Administração Presidencial.

Do local dos acontecimentos ouviam-se explosões, parecidas com fogos de artifício ou pacotes explosivos.

No lugar dos acontecimentos os jornalistas relataram, que além da patrulha policial estavam presentes os representantes da Guarda Nacional.

De acordo com "Hromadske" (nome de programa da TV - palavra derivada de Hromada = sociedade - OK), os manifestantes atiravam petardos (engenho explosivo, portátil - OK) na polícia e tentavam romper a grade colocada, para chegar até o edifício da Administração Presidencial, polícia impedia.


Por sua vez, nos comentários aos jornalistas, o chefe da polícia, da patrulha de Kyiv, Yuri Zozulya disse que não havia a "intenção  de proibir a alguém ir a algum lugar, não há - apenas foi reforçada a segurança porque muitas pessoas desconhecidas vieram e não se sabe com que finalidade".
"A elas foi proposto mostrar, que nada proibido havia... Mas as pessoas... querem provocações, querem imagens, e as fazem", - disse ele.

Aos participantes veio o deputado Andrew Teteruk, mas houve altercação verbal e ele afastou-se. Os participantes gritavam "Vergonha, chamavam-no de "Judas" e gritavam "Banda fora".
O deputado Teteruk comentou à imprensa: "O bloqueio deve ter uma forma legal, não pelo caminho de "Makhnovschyna", que faz Semenchenko.
(Makhnovschyna foi um fato histórico, digno e merece uma explicação. Mas, geralmente é usado como sinônimo de desorganização. Assim que sobrar um tempinho preparo um resumo e publico - OK).

Como se sabe, após a ação, próximo a Estela da Independência, no centro de Kyiv - a "manifestação" em apoio ao bloqueio comercial com territórios ocupados de Donbas, os participantes foram até a administração presidencial. Lá, ergueram uma tenda e declararam que pretendem ficar á noite e organizar o "reduto".


USA apelam a Ukraina para remover os obstáculos ao fornecimento do carvão de Donbas.

O ministro de energia Igor Nasalek disse que Ukraina vai estudar as possibilidades da compra de carvão da África do Sul, China e Austrália. (No início, quando os separatistas pró-Rússia ocuparam Donbas, os ukrainianos tentaram comprar carvão da África do Sul, se bem me lembro. O carvão era mais caro e de qualidade não desejada - OK)

Poroshenko: 300 mil pessoas perderam emprego. O Estado perde 2 (dois) bilhões de dólares, com todas as consequências. Nos territórios ocupados dezenas de milhares ficará sem trabalho. Lá não tem trabalho, então grande parte deles, para sobreviver, passará para o lado dos combatentes (Eu penso que Poroshenko deveria voltar atrás antes que o movimento cresça e agir contra os dois deputados que criaram toda esta confusão e que vai provocar a morte de pessoas, ou, no mínimo, evitar gastos desnecessários com prejuízo ao país e aos cidadãos. Como é que dois deputados podem criar uma baderna dessas, e nada se faz? - OK).

A União Industrial de Donbas interrompeu sua atividade em Alchevsk. Trata-se da produção de ferro fundido, aço, laminação, coque, complexo que não tinha análogo na Europa, simplesmente cessou.

Os embaixadores dos países G7 apelaram para parar o bloqueio do carvão no Donbas.

Semen Semenchenko: Nós planejamos ampliação nas ferrovias, nas quais nos trazem produção da Rússia. Nas rodovias isto será mais difícil. Lá é necessário muitas pessoas, e existe grande possibilidade de provocações. (Isto eu considero que já deveriam ter pensado a muito tempo. O carvão é diferente, ele está no território usurpado - OK).

Tradução: O. Kowaltschuk

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Brasileiro no agrupamento "DNR". Primeiro estrangeiro condenado por lutar no Donbas. 
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 31.01.2017

                                                             Documentos de Raphael Lusvarhi

Cidadão do Brasil tornou-se o primeiro estrangeiro, não russo, condenado por Kyiv pela participação na guerra do Donbas.
Tribunal Pechersky, de Kyiv, condenou-o a 13 anos de prisão, com confisco de propriedade. O nome do condenado oficialmente não dizem, mas, segundo informação da mídia trata-se de Raphael Lusvarhi, detido no outono passado, no aeroporto "Borespil" em Kyiv.

A Procuradoria de Kyiv informou, que o tribunal provou que o cidadão do Brasil participou da criação do grupo "DNR", o qual na Ukraina é reconhecido como uma organização terrorista, e faz recrutamento de mercenários. Segundo informação da promotoria, Lusvarhi lutou ao lado dos militantes da "DNR" desde setembro de 2014 a maio de 2015, desempenhando as funções de comandante da rota, instrutor e batedor.

Segundo o resultado do tribunal de julgamento de Kyiv o estrangeiro foi considerado culpado pela criação de uma organização terrorista e criação de, não previstas em lei formações armadas. Pelo código Penal da Ukraina  foi dada sentença de 13 anos de aprisionamento com confisco de propriedade.

O nome do condenado oficialmente não foi anunciado, mas, de acordo com as redes sociais e meios de comunicação, trata-se de Raphael Marques Lusvarhi, 32 anos, aprisionado no aeroporto de Kyiv, "Borispol",  no outono passado.

xxx

Dia no ATO: 3 (três) soldados ukrainianos morreram 10 (dez) foram feridos
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 16.02.2017

Os militantes pró-Rússia realizaram 35 ataques. Como resultado morreram três militares nossos,  10 receberam ferimentos. Avisa o centro de imprensa ATO.

"Na direção de Donetsk, com morteiros de diversos calibres, os exércitos russos de ocupação dispararam sobre Avdiivka, Kam'ianka, Pisque, Zaitseve, Verhnotoretske.  Com lançadores de granadas e armas de pequeno porte, novamente Zaitseve, Kam'ianka, Avdiivka, Piske.  Sobre Zaitseve dirigiu o fogo franco-operador", - diz o comunicado.

"Ao mesmo tempo, na direção de Lugansk, de 120 e 82 mm,  de morteiros, os grupos armados ilegais dispararam sobre Kremske, com granadas e com armas de pequeno porte dispararam sobre Lobacheve e Novo-aleksandrivka".

"Na direção de Mariupol, de morteiros de 120 mm, os invasores dispararam sobre Shyrokyne, e de lançadores de granadas e armas de pequeno porte, dispararam sobre Shyrokyne, de lançadores de granadas e armas de pequeno porte - Mariinka, Novoselivka, Vodiane, Lebedenske, Shyrokyne, Pavlopil, Hnutove. 
Sobre Shyrokyne conduziram fogo com BMP.  Com mísseis anti-tanque dispararam sobre Bohdanivka", - avisaram no estado maior.

Apaguemos a luz!
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 16.02.2017
Ivan Farion

Os ukrainianos devem estar prontos para o desligamento da eletricidade. A crise energética provocou o bloqueio da estrada de ferro dirigido pelos deputados.


A aguda escassez de antracite, ou carvão térmico, que é extraído, principalmente, em minas situadas nos territórios ocupados de Donbas (mas que pagam impostos para o orçamento da Ukraina), foi devido ao bloqueio de três linhas ferroviárias nas regiões de Lugansk e Donetsk. Deles nós recebemos o combustível para centrais elétricas. Desde 26 de janeiro o combustível não recebemos - porque diretamente nos trilhos foram instalados manifestantes liderados pelos deputados Parasyuk e Semenchenko (deputados ukrainianos) e, em algumas partes os trilhos foram desmontados. Devido a isto, Ukraina já deixou de receber mil vagões de antracite. Os danos já passam de uma centena de milhões. E - o pior, corremos o risco de passar o final do inverno na escuridão e baterias frias...

No Gabinete Ministerial asseguraram que um eventual desligamento da luz não afetará objetos relacionados com ecologia, medicina, educação: Os bloqueadores dizem, que suas ações são uma resposta à recusa dos separatistas em libertar do cativeiro reféns da Ukraina, e - esforços para prevenção de rios de contrabando que, supostamente, com a ajuda do governo, vão em direção de Donetsk e Lugansk. E ainda estes "veteranos da ATO" consideram que o comércio com os ocupantes é imoral. As tentativas de encontrar compromisso com os bloqueadores, convencê-los para abandonar as medidas radicais, que ameaçam a segurança nacional, jogam o jogo russo, não obtiveram sucesso. Não influenciou-os nem o apelo da União Européia, onde declararam, que o bloqueio de carvão prejudica os ukrainianos de ambos os lados da linha de delimitação. Agir pela força com os bloqueadores em Kyiv não querem, porque isto pode causar mais violência. Então foi preciso passar para o regime de emergência. No momento ele irá operar por um mês. Se a situação não mudar, o "tempo X" será prolongado...

O governo instruiu os especialistas para determinar o nível admissível de redução de energia, prepará-los para trabalho em condições extremas. Foi dado comando para reduzir o consumo de energia, desenvolver gráficos de desligamento emergencial, caso necessário, para o caso de necessidade poder desligar. A tais medidas de austeridade recorrerão em casos extremos: se a falta de eletricidade não for compensada pela energia nuclear e centrais elétricas, que trabalham com gás de carvão, - a potência destas estações aumentou nos últimos dias. No gabinete asseguram, que um eventual desligamento da luz não afetará objetos relacionados com ecologia, medicina, educação.  É óbvio, as empresas estratégicas - trabalharão no modo normal. Mas, a muitos, os programas da TV à noite, será necessário esquecer. Devido às diferenças nas redes, haverá prejuízo nos aparelhos...

Na reunião do Conselho de Segurança e Defesa da Ukraina discutiram, como neutralizar a ameaça para a segurança energética. Além da introdução do regime da economia, decidiram apressadamente procurar fontes alternativas de carvão antracito. Provavelmente irão comprá-lo no exterior, mas não na Rússia. O presidente apontou para o impacto financeiro e social do bloqueio. Segundo ele, devido ao bloqueio, sem aquecimento poderão ficar Sumy, Kramatorsk, margem esquerda de Kyiv e outras cidades. A indústria metalúrgica dispensará 300 mil empregos. "O estado perderá dois bilhões de dólares em receitas - com todas as consequências que derivam desta situação", - declarou Petro Poroshenko, prognosticando, que a blocada pode desvalorizar a "hryvnia". Com isto, acrescentou, que dezenas de milhares de pessoas podem ficar sem trabalho nos territórios ocupados. Como isto ameaça? Na Agência Central de Inteligência da Defesa da Ukraina informaram que os trabalhadores das empresas no Donbas ocupado, que ficaram sem trabalho, para alimentar suas famílias, foram forçados entrar às fileiras das forças terroristas...

Na Ukraina começou operar o estado de emergência no setor da energia. O governo promulgou uma resolução sobre medidas de emergência em 15  de fevereiro.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 17.02.2017






A decisão foi adotada devido ao bloqueio de carvão antracito, de Donbas, para garantir o interrupto funcionamento do sistema.
De acordo com o "Ukrenergo" (Energia da Ukraina), as reservas atuais de energia são suficientes para 40 dias.
O gabinete alertou para possíveis apagões.
O presidente Petro Poroshenko promulgou a decisão do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ukraina desde 16 de fevereiro de 2.017:
1. Sobre medidas urgentes para neutralizar as ameaças à segurança energética da Ukraina e proteção das infraestruturas críticas.
2. Controle na execução das decisões de Segurança Nacional e Conselho de defesa da Ukraina - pelo Secretário da Segurança Nacional. O documento entra em vigor a partir da data de publicação. A decisão do Conselho de Segurança Nacional observou que o Gabinete deve prestar atenção em:

. reforçar o controle da circulação de mercadorias oriundas de certos territórios na área da operação antiterrorista nas regiões de Donetsk e Lugansk;
. elaboração do projeto de reconstrução de blocos geradores de energia, de calor e eletricidade, que utilizam carvão antracito para produção do grupo gasoso;
. diversificação das fontes de carvão da Ukraina e criação de uma reserva de carvão energético;
. aprovação de uma nova estratégia energética.

Além disso, o Conselho Nacional de Segurança encarregou o Serviço de Segurança da Ukraina apresentar, urgentemente, uma proposta do governo quanto a transferência de bens, da região ou para região da operação antiterrorista nas regiões Donetsk e Lugansk.

Também o gabinete de Ministros da Ukraina urgentemente necessita
1. tomar medidas exauríveis para neutralizar as ameaças à segurança energética da Ukraina;
2. confirmar a circulação de mercadorias à região ou da região, da operação antiterrorista  em Donetsk e Lugansk e listagem de mercadorias, proibidas para locomoção;
3. elaborar e implementar um plano de ações para reforçar a luta com o deslocamento ilegal de bens na área da operação antiterrorista em Donetsk e Lugansk;
4. organizar a reparação das infra-estruturas de transporte danificadas: (pontes, passagens de nível, etc.) na área da oportunidade antiterrorista em Donetsk e Lugansk;
5. tomar medidas necessárias para diversificar as fontes de fornecimento de carvão a Ukraina e criação de uma reserva de carvão térmico;
6. garantir temporariamente, até a total superação da crise, a cessação das exportações da Ukraina do carvão antracite;
7. organizar colaboração com facções e comissões do Parlamento da Ukraina com a finalidade do Parlamento desenvolver propostas de alteração da legislação decorrente da resolução do Conselho de segurança da ONU de 12.02.2017, Nº 2341;
8. em conjunto com o Serviço de Segurança da Ukraina intensificar os esforços para implementar a decisão do Conselho de Segurança e Defesa da Ukraina, de 29 de dezembro de 2016 "Sobre melhorias das medidas para  proteção da infra-estrutura crítica", promulgada pelo Decreto do Presidente da Ukraina, de 16.01.2017, Nº 8;
9. juntamente com a Comissão Nacional para regulação estatal na esfera da energia e serviços públicos, sem demora:

-   apreender a equidade, o valor econômico e social das tarifas para energia, eletricidade, serviços de habitação e elaborar possíveis medidas para melhorar o mecanismo de regulação de controle, direitos corporativos que pertencem ao Estado, e também informar o público sobre os resultados deste trabalho;

-   desenvolver e assegurar a realização do programa de construção de novas unidades de potenciais e reconstrução das centrais térmicas existentes e usinas térmicas que utilizam carvão do grupo Antracito  para utilização da produção nacional de carvão gasoso.

Além disso, o Conselho Nacional de Segurança encarregou o Ministério de Assuntos Internos e o Serviço de Segurança da Ukraina imediatamente:

-  tomar todas as medidas necessárias para garantir a ordem pública nas regiões da operação antiterrorista em Donetsk e Lugansk e criação de condições de segurança adequadas para o seu bom funcionamento.

-  Também à Polícia Nacional, à guarda Nacional e ao Serviço de Segurança da Ukraina foram dadas instruções para garantir a segurança e impedir, de forma estabelecida por lei, as tentativas dos serviços de violação da ordem pública nos objetos de infra estrutura crítica.

- Além disso, ao Serviço de Segurança da Ukraina foi instruído a intensificar imediatamente os esforços para neutralizar as tentativas dos serviços especiais russos, seus agentes, com eles relacionados elementos e grupos de sabotagem complicar o funcionamento da infra-estrutura crítica.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Ukraina gorda. Que regiões realmente alimentam Ukraina e quais delas trazem mais divisas.

Ekonomichna Pravda (Verdade Econômica), 10.02.2016
Roman Kyrychenko

No entanto os tempos mudaram e bilionários do "metal" substituíram por "agrícolas".  Começando por 2014 a primazia pertence ao setor agrícola. Agora as exportações ukrainianas consistem, não mais os minerais, mas os produtos cultivados na terra.

As taxas de crescimento são fantásticas. Segundo a vice-chefe do Ministério da Agricultura Olga Trofintsev, as exportações ukrainianas de produtos agrícolas e produtos alimentares ultrapassaram 15,5 bilhões de dólares no ano passado - 42,5% do total das exportações. Em 2015 - 38%, em 2014 - 31%.

Assim, Ukraina a cada ano transforma-se no verdadeiro país agrário. Com novos heróis e "alimentadores". Então Verdade Econômica resolveu, finalmente, dar resposta à pergunta emocionante "Que regiões realmente alimentam Ukraina?"

"Monstros " do grão

Na campanha de comercialização em 2015 - 2016 Ukraina estabeleceu alguns novos recordes. Primeiro - exportar 39 milhões de toneladas de grãos, recorde da temporada anterior foi ultrapassado em 13%.

É provável que não por muito tempo, porque no período 2016 - 2017, de acordo com previsões do governo, essa conquista será ultrapassada. A safra - um recorde de 65,9 bilhões de toneladas. Os líderes na recolha de grãos - regiões Poltava e Vinnitsia. Em seu território cresceu 17% de todos os grãos do país. Embora, parte destas regiões no cultivo de grãos, mesmo em comparação com 2013 não alterou significativamente - elas são líderes tradicionais deste ramo. 

Quanto a região de Poltava, seus moradores já podem nomear o seu candidato à presidência e criar o seu clã. Dado que na região há muitos poços de petróleo e empresas de mineração e processamento, Poltava pode declarar-se como "primeiro" alimentador do país. 

Óleo de oliva

Um dos componentes mais importantes de exportação agrícola é o óleo de girassol. Durante os anos 2011 - 2016 a participação desses produtos nas exportações de bens e serviços na Ukraina aumentou de 4,6% para 10,2%.

Líderes no cultivo de girassol - Kharkiv, Dnipropetrovsk, Kirovograd e região de Mykolaev. Aqui, em 2016 cresceu quase 40% de girassol ukrainiano.
Não admira que seja a empresa "Kernel", para a qual a exportação de óleo é um negócio chave, era a primeira empresa ukrainiana que desde o início da guerra soube colocar Eurobonds - para 500 milhões de dólares.

Quem alimenta Ukraina com hortaliças.

O ano de 2016 na colheita de vegetais não se tornou um recorde, colheram nossos agricultores 2,2% mais que no ano anterior. Aqui, o único líder é Kherson. Após a ocupação da Criméia sua participação no cultivo de hortaliças cresceu de 11,8% para 13,6%. O ato de que a sua liderança tem sido amplamente utilizada na produção de tomates.

Terra da batata

"Chega de lamentar-se, pegue uma pá e plante batatas, repolho..." 
Esta famosa frase pertence ao grande "clássico" o ex-primeiro-ministro Mykola Azarov. Então na primavera de 2011, quando a sua estada na Ukraina nada ameaçava, ele contava aos jornalistas, como com a esposa cultivava batatas na horta. Posteriormente os jornalistas do Forbes. ua descobriram que a família Azarov tem interesses no negócio da batata, e na aldeia Semypolok, em Chernihiv o ex-primeiro-ministro tem possibilidades para armazenar 10 mil toneladas de batatas.

Na colheita de batatas, que tanto gostava de "cavar" Azarov ( Para quem não lembra, Azarov, era o primeiro-ministro do governo ladrão, de Yanukovych. - OK). Líderes de cultivo de batatas - regiões de Vinnytsia, Kyiv e Lviv. Nestas regiões em 2016 foi colhido próximo de 23% de batatas ukrainianas. No entanto, não se esqueça que na Ukraina é amplamente generalizado o cultivo profissional de batatas.

Líderes de açúcar

Novamente Vinnitsia e Poltava na vanguarda. Aqui foi colhido 34% da safra de beterraba de açúcar em 2016. A colheita da beterraba de açúcar, em 2016, aumentou, em relação a outras culturas bem mais - 34,3%.

2016 foi um ano recorde em muitos aspectos. Para exportação recorde de óleos de sementes e óleo de girassol adicionou-se, a maior em toda história a cifra de exportação de açúcar - quase 466 mil toneladas.

Ukraina continua aumentar o potencial de exportação. E quando lembrar que a produção agrícola é o principal produto de exportação, verifica-se que "alimentam" Ukraina as regiões de Vinnytsia e Poltava - com receitas de divisas, também com o pão e óleo.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Heróis entre nós: ukrainiano de Kyiv perdeu no Donbas as mãos e os pés, mas não a força espiritual.
Ukraina Moloda (Ukraina Jovem), 26.01.2017
Mykola Patsera




Vadym Svyredenko com ajuda de próteses modernas aprendeu fazer muitas coisas. Até trabalha no computador.

No caldeirão do Debaltseve. 

Na guerra do Donbas Vadym Svydorenko recebeu a convocação do serviço militar durante a terceira onda de mobilização, no verão de 2014.

Como possuía diploma de médico e "um ano inteiro" de experiência como enfermeiro técnico pela Faculdade de Prospecção, ele foi designado para a mesma posição da rota médica 128, brigada de infantaria Transcarpathian, das Forças Armadas da Ukraina.

Aqui ele viu pela primeira vez os horrores da guerra, que aleijava rapazes jovens, ajudava os feridos, salvando-os da morte. E encontrou-se com ela cara a cara em fevereiro de 2015 sob Debaltseve...

Então nossos soldados do posto de controle "Balu" foram cercados, e a eles em socorro veio BTR (transporte blindado) com seis lutadores, entre os quais estava Vadym com seu comandante de 23 anos, Denys Chabanchuk. 

Eles, mal tiveram tempo para colocar-se na defensiva, quando o inimigo iniciou o ataque. O projétil do tanque russo explodiu a poucos metros deles, e ambos foram feridos - ao enfermeiro quebrou o antebraço direito e atravessou a coxa.

Conseguiram levá-los, num veículo blindado, à sede da brigada, onde o cirurgião Alexander Danyliuk "costurou" as feridas. À tardinha deviam ser enviados ao hospital em Artemivsk, mas não aconteceu... BMP (veículo blindado de transporte de tropas) no qual viajavam Vadym e Denys, de repente explodiu na mina e pegou fogo.

O enfermeiro desmaiou, mas o comandante não desnorteou-se e puxou-o através da portinha lateral, praticamente salvando-lhe a ida.

Ao redor desenrolava-se a batalha, e como ferro morto estava a técnica avariada, na qual transportavam os feridos.  Eles morriam devido a perda de sangue, e para salvá-los não havia ninguém.

Os vivos foram colocados no ainda inteiro "Ural", mas quando ele avançou alguns metros, na proximidade explodiu mina inimiga, e, a onda explosiva jogou Vadym que bateu com as costas em alguma padiola e prejudicou os ossos da bacia e coluna, depois disso não conseguia andar - dificilmente fazia alguns passos. 

Noite de fevereiro com 25 graus de geada, ele com Denis, decidiram sentar-se na cabine com janelas quebradas. Os soldados feridos, que eram uns dez, simplesmente congelavam até a morte, mas Vadym sacudia o comandante e gritava em seu ouvido: "Não dormir!". No entanto, não conseguiu salvá-lo...

Assim, de todos os feridos restou apenas o paramédico. Tentou chegar à mata próxima, mas não conseguia mover-se nem nos joelhos. Decidiu esperar por socorro no carro com o motor ligado.

A fome combatia roendo a congelada carne enlatada, que encontrou sob o assento, em vez de água sugava neve. O mais difícil era lutar com o sono, e ele, afinal, derrotou Vadym na terceira noite.

Acordou quando o motor silenciou, e, de repente, disparou o alarme.

O inimigo ativou o lançador de granadas e metralhadoras, fragmentos açoitavam "Ural", e o lutador começou a rezar, apesar que isto nunca fazia. Surpreendentemente, o tiroteio cessou...

De manhã ele viu, como se aproximava um veículo blindado, e na esperança de salvação, acenou. Mas, eram inimigos. Mandaram ir até o BTR, mas Vadym disse que não conseguia, forçaram a rastejar. Ele foi jogado num compartimento e perdeu a consciência.

Retornou à vida em Donetsk, onde sobre ele - ferido e com queimaduras - literalmente voaram os jornalistas de "Live Nyuz" com a pergunta: "Por que você veio para cá?"

Depois houve um interrogatório dos separatistas, que terminou com duas costelas quebradas, e primeira ajuda médica - a enfermeira Lucy colocava gotejamento e tratava os ferimentos. Até alimentou Vadym - deu mingau de trigo mourisco e chá.

Posteriormente um atirador disse, que à noite o entregarão ao lado ukrainiano, em troca de seus. E realmente, para Vadym veio uma ambulância e ele foi levado a Dnipropetrovsk, ao hospital Mechnikov.

Logo veio o amigo Ruslan, de Kyiv, o qual por telefone "colocou todos em pé", para encontrá-lo, e sua esposa com a irmã. O encontro foi muito emocionante.

Após dois dias de tratamento do paramédico e mais alguns soldados gravemente feridos, levaram de avião para capital, ao centro de cirurgia plástica e cirurgia terminal.

Por alguns dias os médicos davam-lhe ajuda e examinavam a difícil situação de seu organismo. Finalmente, chegaram à conclusão, que era necessária a amputação de mãos e pés, porque eles foram severamente queimados pelo frio e começou crescer, rapidamente, a necrose-morte de tecidos biológicos, gangrena.

Este veredicto Vadym recebeu com coragem, apesar de compreender, em que condições terá que viver, mas não havia escolha.

Um mês inteiro ele ficou sob cuidados intensivos, depois foi transferido para enfermaria.

Todo este tempo ele sofreu dor física e mental mas, ao mesmo tempo sentia grande apoio de todos os profissionais de saúde, familiares amigos e até estranhos, o que adicionava vitalidade e não deixava cair em desespero.

Embora a sepse, diariamente, esgotava seu organismo, o lutador não perdia o ânimo. "Incutia" em si, que a sua doença - não era sentença, apenas um sério desafio, que ele devia vencer, para ser uma pessoa normal, não um aleijado fraco.

Então ainda em reanimação, superando insuportável dor, ele tentava balançar a prensa, porque, como um médico sabia, que o principal em seu estado - manter o tônus muscular.

Começou fazer exercícios para braços e pernas. Certa vez os voluntários trouxeram-lhe um livro sobre os paraolímpicos, então precisou aprender a virar as páginas sem as mãos. Em seguida dominou a prancheta, na qual pode até escrever. Vadym definiu sua meta: ser independente o quanto for possível, então fez tudo para conseguir isto.

A sua maior conquista no centro de queimaduras, que ele conseguiu ficar de pé, sobre as próteses e começar a andar. Quando fez isto pela primeira vez, para ele olhavam como a um herói os médicos e os doentes, para os quais ele tornou-se um exemplo de coragem e determinação.

Proezas americanas do paramédico ukrainiano.

Uma nova etapa na vida de Vadym Svydorenko foi o seu "período americano". Durante a sua permanência no hospital, a ele, como a herói famoso, vinham muitas pessoas diferentes, entre as quais houve um grupo de americanos, que descreveram um programa especial do Pentágono para o tratamento, próteses e reabilitação dos participantes da operação antiterrorista no Donbas.

Eles propuseram a Vadym passar este curso nos EUA,  para o qual selecionaram 24 dos nossos guerreiros. No entanto concordaram participar apenas 11, inclusive Svydorenko. E foram levados com avião militar para o Centro Médico Militar Nacional Walter Reed em Washington.

Aqui, além da instalação médica, foram criadas as condições para reabilitação ativa de soldados - para isto há um estádio especialmente equipado, e ao redor - uma floresta real com animais, onde podem passear. Imediatamente após a chegada a todos  os lutadores fizeram um exame completo. 

Depois, por um mês foram colocados em quarentena, durante a qual era proibido sair até da enfermaria. Os médicos americanos, perplexos, olhavam para as próteses nacionais de Vadym e diziam, que já não se lembravam, como eram feitas. Então substituíram pelas atuais, mais confortáveis e mais funcionais.

Com elas o nosso lutador treinava todos os dias, logo aprendeu a comer sozinho, usar utensílios domésticos, cozinhar e até mesmo costurar. 

Também realizavam-se treinamentos intensivos físicos, especialmente corrida. Para isto havia uma faixa especial, equipada com um dispositivo incomum - uma cúpula, que é usada no corpo, e o mantém, inflada com ar, que gradualmente sai da cúpula, aumentando a carga sobre as pernas.

Foi justamente com este dispositivo que Vadym aprendeu correr, passando em seguida ao treinamento no estúdio, com o uso de próteses especiais. Embora, é claro, foi muito doloroso - precisou usar medicamentos, e prótese mudaram várias espécies, selecionando as mais adequadas para que não esfregassem as pernas.

Para piscina prepararam especiais prótese-lasty (Tradução do google, única que encontrei, é "flipper" e significa barbatana, membro natatório - OK.

Durante a estadia de oito meses no hospital, nosso lutador travou conhecimento com os militares americanos, que também tiveram ferimentos graves, entre os quais, não havia nenhum sem quatro extremidades, e pôde comunicar-se com eles, através de um intérprete e, até sozinho.  Com eles aprendia muitas "sabedorias"  de reabilitação, eles admiravam a coragem do nosso lutador.

Também ele, frequentemente, era visitado pela diáspora ukrainiana, e voluntários que o apoiavam moralmente, e que lhe traziam diversas guloseimas e lembranças.

Todos ficavam chocados com suas histórias sobre a guerra no Donbas, condenavam Putin e agradeciam ao rapaz pelo heroísmo, pois na América os soldados são muito respeitados.
Nos finais de semana os voluntários levavam nossos lutadores à cidade, realizavam excursões, adaptando-os às condições citadinas. 

Depois dos passeios Vadym contava aos médicos, o que e como ele conseguia fazer, e eles ajustavam as próteses. E, na assim chamada "cozinha inteligente" ele até servia os americanos com bolos de queijo ukrainianos e tomates recheados.

Depois dessa reabilitação Vadym voltou para casa mais adaptado para vida não apenas dentro de casa, mas também na cidade.

No entanto, depois que duas vezes no transporte público lhe pediram para dar lugar a uma avozinha e mulher com criança, começou pedir ajuda aos amigos ou com automóvel "Associação ukrainiana dos inválidos ATO", na qual trabalha hoje. Embora aqui também hajam casos curiosos.
Certa vez, nesse carro, ele esperava um amigo "afegão" (que lutou em Afeganistão -OK) no local de não permitido estacionamento, porque o "afegão" também tem dificuldades de locomoção. Aproximou-se um oficial de polícia e pediu para sair. Vadym explicou a situação. O oficial pediu para ver o certificado de ações da ATO.
Vadym simplesmente virou a mão protética e disse que seus pés também tem próteses. O policial atordoado permitiu estacionamento.

E viajar a Vadym Svydorenko é preciso quase todos os dias, porque ele não é ocioso, não lamenta-se por causa das dificuldades de pessoa com necessidades especiais, mas leva uma vida ativa ajudando aos ATOshnykam resolver os
seus vários problemas na organização social, no serviço ao qual foi  convidado os antigos "afegãos" liderados por Sergey Triskachem.

Frequentemente visita o hospital, onde com próprio exemplo apoia soldados gravemente feridos, diz-lhes o que é preciso fazer para uma recuperação mais rápida.
Além disso,o ex-enfermeiro três meses atrás realizou mais uma proeza. Em 30 de outubro ele participou da 41ª Marine Corps Marathon EUA - percorreu a distância de 10 km em Arlington, subúrbio da capital americana, onde está o edifício principal do Ministério da Defesa.

Nesta corrida extraordinária ele foi convidado pelos americanos, que viram como ele ocupava-se com corrida durante sua reabilitação em seu hospital. O concurso realizou-se pela filial de Washington, do fundo de caridade Allied Forces Foundation, do Fundo fiduciário da OTAN de reabilitação de feridos, da Embaixada da Ukraina nos EUA e organizações de voluntários do Pentágono.
Esta maratona - a maior do mundo, porque envolve milhares de corredores de todo o mundo.

Os feridos da ATO ukrainianos estiveram lá´primeira vez. E Vadym era o único sem os dois pés. e no final foi o melhor entre os feridos - ele correu a distância toda em uma hora e sete minutos quando foram atribuídas duas horas.

Pela participação na maratona recebeu uma medalha especial, que tornou-se um verdadeiro reconhecimento de sua força de vontade e indestrutibilidade do espírito.

Ele foi parabenizado pelos americanos e representantes da diáspora ukrainiana, que o apoiou durante todo o percurso com bandeiras azul-amarelas.

No aeroporto "Borispol" nossa delegação de quatro feridos e quatro atendentes, que também participaram da maratona, foram recebidos como verdadeiros heróis - com flores, cumprimentos e dezenas de câmeras.

O presidente da Ukraina Petro Poroshenko organizou uma recepção em honra dos participantes da maratona, e premiou nossos patriotas com relógios nominais.

Com estas insígnias americanas e ukrainianas agora podia-se orgulhar não apenas Vadym, mas também suas duas filhinhas, uma das quais ainda é pequenina e muito quer que o pai leve-a nos braços.

Tradução: O. Kowaltschuk