terça-feira, 19 de setembro de 2017

Uma decisão importante.
O senado aprovou a provisão de armas letais para Ukraina e US $ 500, milhões em ajuda militar.
Gazeta Denh (Gazeta Dia)19.09.2017
Natália Pushkaruk

A visita do presidente da Ukraina Petro Poroshenko aos EUA continua, e uma boa notícia para o nosso país apareceu no primeiro dia da viagem. Na noite de terça-feira o chefe de Estado disse ao Facebook que o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei "Sobre o orçamento dos EUA para as necessidades de defesa nacional em 2018". Segundo ele, os gastos militares dos EUA serão de US ​$ 692 bilhões no próximo ano. Além disso, espera-se que forneçam US $ 500 milhões para apoiar Ukraina no campo da segurança e da defesa. "Pela primeira vez, a nível legislativo, propõe-se fornecer à Ukraina meios decisivos: defesa aérea, baseada em radar e vigilância da superfície, contra medidas navais, navios costeiros e guarda costeira", escreveu ele. 

Note-se que o documento autoriza o fornecimento a Ukraina, de armas letais de natureza defensiva, permite o uso de fundos do orçamento estadunidense para as necessidades de reabilitação nas instituições médicas do país, das forças armadas ukrainianas do país dos militares ukrainianos feridos e o fortalecimento das capacidades das forças aéreas e navais do país.

O primeiro evento do presidente da Ukraina nos Estados Unidos foi um encontro com os líderes da comunidade ukrainiana e representantes de organizações Tatar da Criméia neste país. Petro Poroshenko destacou a ajuda e o apoio da diáspora,inclusive a criação de um novo exército ukrainiano, informa a Administração Presidência.


Durante a visita à mais antiga academia militar dos EUA, "West Point", Poroshenko enfatizou, que as armas americanas "aumentarão o preço da agressão russa". "Em face de uma contenção tão severa, Moscou pode pensar duas vezes antes de permitir uma nova ofensiva, disse ele.

O presidente também reuniu-se com os representantes de instituições internacionais de investimento. Ele felicitou os investidores estrangeiros pela conclusão do processo de colocação de títulos soberanos ukrainianos em US $ 3 bilhões e agradeceu pela confiança à Ukraina. "Cada um dos investidores com seu dólar vota pelo sucesso de nossas reformas", - disse o chefe de Estado.

Como se sabe, durante sua visita aos Estados Unidos, o presidente participará de uma série de eventos, o mais importante dos quais é o encontro com o presidente dos E.U., Donald Tramp, agendado para 21 de setembro, e sua apresentação com discurso durante os debates gerais da Assembléia Geral da ONU, que se realizará no dia 20 de setembro.

O "Dia" apelou para os especialistas para comentar a decisão do Senado americano quanto ao fornecimento à Ukraina  de meio bilhão de dólares em apoio à segurança e à defesa e explicar se tal passo de Washington é capaz de parar a agressão da Rússia.

" A SITUAÇÃO SOBRE A CONCESSÃO DE ARMAS LETAIS PERMANECE NÃO DETERMINADA".

"Hryhoriy PEREPELYTSIA, Doutor em Ciências Políticas, Conflictólogo, Professor da Universidade Nacional Taras Shevchenko de Kyiv:
- Esta é a maior ajuda ajuda financeira que nosso país conheceu após o plano Nanna - Lugara sobre  desarmamento nuclear da Ukraina. É praticamente meio bilhão de dólares com o propósito de realizar reformas militares e apoio à capacidade de combate das Forças Armadas. Isto irá, obviamente, incluir a venda de equipamentos militares para Ukraina, a melhoria da infra-estrutura militar na Ukraina, etc. Ou seja, é uma grande ajuda significativa.

Quanto às armas letais, o Congresso, no passado, recomendou ao presidente fornecê-las. Mas, a decisão final é do presidente. Até agora, a situação em relação à provisão de armas letais permaneceu incerta.

Em geral, esta questão é bastante controversa. Não apenas porque Rússia é extremamente histérica sobre quaisquer  conversas de fornecimento de armas letais à Ukraina, mas também porque nós próprios não temos um plano claro de condução da guerra e a retirada dela.  Afinal, a política do presidente rejeita completamente o uso de meios militares nesta guerra, que ainda não é reconhecida. O governo oficial não reconhece legalmente que estamos em estado de guerra com Rússia.

Além disso, de acordo com o armistício, introduzido pelo processo de Minsk, o Presidente percebeu o uso de armas. Então, qual é o senso em obter armas letais americanas, quando nossos lutadores nem sequer podem usar as domésticas? Isto, de fato, pode influenciar como dissuasão de transição da guerra, de baixo nível de intensidade à escalada de ações hostis e uma ofensiva em ampla escala de tropas russas. Mas isso não pode aumentar significativamente nossas ações militares, pois sua condução é proibida pelo presidente.

Seria compreensível,  à comunidade internacional se nós reconhecêssemos, que estamos em guerra internacional que Rússia conduz, a guerra contra Ukraina. Mas aqui, em todos os níveis do nosso país está fixado um conflito interno, os Acordos de Minsk - são um modelo para resolução de conflitos internos e não intergovernamentais. Então, se nós temos conflito interno, então por que vocês querem armas letais, vocês vão usá-las contra seus próprios cidadãos?

Isto não é apenas falta de vontade de Tramp, mas a posição controversa na qual Ukraina sozinha entrou, confundindo a todos com a abreviatura ATO e fixando isto como um conflito interno. Se nós reconhecêssemos o conflito interestatal, penso que não haveria objeções especiais da Casa Branca. E assim há, não apenas apoiantes para fornecer armas letais para Ukraina, mas também oponentes. Sob o presidente Obama, eles diziam que isso apenas aumentaria o conflito, e agora a situação é bastante incerta.

A situação desenvolve-se para, e isto indicam até os mais recentes treinamentos em escala global "West-2017" na Bielorrússia. Mostram que Rússia prepara-se para uma guerra ofensiva. Como resultado, isso aumenta a necessidade de uma arma letal para, no caso de uma operação ofensiva em grande escala, poder conter o inimigo. (Este treinamento da Rússia, que realizou-se há alguns dias na Bielorrússia, quando apareceu o anúncio, houve vários artigos preocupados nos jornais ukrainianos. Muitos temiam a invasão da Ukraina. Depois apareceram artigos descrevendo tais treinamentos russos já realizados em outras localidades. As pessoas da Ukraina cansaram ou acalmaram-se um pouco - OK).

"UKRAINA PRECISA CONTINUAR DEMONSTRANDO PREPARAÇÃO PARA PROMOVER REFORMAS NO SETOR DE SEGURANÇA".  
Anna Gopko, deputado do povo, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Parlamento.

- Ukraina sempre teve apoio de dois partidos no Senado, republicanos e democratas, e este é um apoio muito forte. A administração anterior não apresentou nenhuma decisão, o presidente Obama não queria dar armas.

Agora vemos que há vontade política, o Senado envia um sinal a Tramp, de que está pronto para fornecer a Ukraina armas letais, e continuar o apoio a Ukraina no campo da defesa, na prestação de assistência médica aos nossos militares para reabilitação, sistemas de radar. Isto sugere que Ukraina deve continuar as reformas no setor da segurança e defesa, combate à corrupção e controle civil parlamentar. 

Esta é uma decisão particularmente importante na véspera do encontro entre Tramp e Poroshenko, e depois das visitas a Kyiv de: Rex Tillerson em julho, Kurt Volker, que já esteve na Ukraina 4 (quatro) vezes, e o Secretário da Defesa dos EUA, James Matheus. Esses são esforços diplomáticos que devem crescer para fortalecer a capacidade do exército ukrainiano de nos proteger da hostilidade das ações militares da Federação Russa no leste da Ukraina.

Muito falaram sobre a possível redução da quantidade de assistência militar. Claro, nós gostaríamos de obter mais ajuda. Mas agora é bom que ela não seja reduzida em relação aos últimos anos.

Rússia viola, constantemente, os acordos de Minsk, não as realizava desde a invasão da Ukraina e ações militares no leste da Ukraina. Nós não temos garantias, que Rússia, num dia qualquer não começará a nova escalada de conflitos no leste, tendo já uma base bastante boa: mais de 1.200 tipos diferentes de artilharia pesada, tanques. Portanto, Ukraina, obviamente, usará essas armas para sua defesa.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O caso de Paulo Grib
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 18.09.2017

O pai de Paulo Grib falou sobre o estado de saúde de seu filho na prisão russa.
O pai referiu-se ao cônsul, que conseguiu visitar o rapaz. Ele relatou que Paulo está com úlceras no rosto, pescoço e corpo.



O estado de saúde de Paulo piora porque não lhe dão os remédios.O cônsul ukrainiano que conseguiu visitar o rapaz, disse que não permitiram falar em ukrainiano e também não permitiram ao cônsul fazer perguntas. E, também, não há nenhuma notícia sobre a saúde de Paulo.  A próxima reunião entre eles está prevista para 27 de setembro, para afinal receber os resultados do exame médico de Paulo. 

Segundo o cônsul, há manchas cobre o rosto, pescoço e o corpo. Isto sugere que o fígado não consegue lidar com a carga. Ele precisa de medicação diária, mas não a recebe a quase um mês, segundo o pai.

Os médicos ukrainianos não obtém permissão para visitar o rapaz. O Ministério das Relações Exteriores insiste na visita de médicos ukrainianos.

Igor Grib, pai de Paulo, observou que não há detalhes sobre a saúde de Paulo. "Nós nada sabemos sobre seu estado de saúde. Sabemos que na sexta-feira levaram-no para uma instalação médica, mas o que eles fizeram lá, infelizmente não sabemos.  Perguntado sobre o que Paulo está sendo suspeito, o pai respondeu que também não sabe, não conhece as acusações. Quanto a o que pode ameaçar seu filho é o Artigo 205, Parte 1 do Código Penal (ato de terrorismo), 12 a 15 anos de prisão - mas não há tais motivos, é tudo fabricado com certos serviços especiais da Federação Russa.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 17 de setembro de 2017


Crianças do Estado: a história dos imigrantes desde o nada para lugar
nenhum.

Tyzhden.ua (Semana Ukrainiana), 12.09.2017
Elizabeth Goncharova

Crianças do Estado: desde o nada para lugar algum

Agora, já ninguém se surpreende, quando pela ajuda aos órgãos estatais pedem não pessoas comuns, mas o contrário, os serviços estatais que precisam ajudar e proteger - aos voluntários. Tais chamadas urgentes desde o início da guerra, nas cidades próximas à frente, são muitas: transportar, encontrar moradia, vestir e de modo elementar, alimentar. O pesado volante do sistema estatal não suporta tal ritmo, especialmente nos casos de força maior. Os voluntários estão lá, então sua ajuda é sempre necessária, "para ontem" - sempre apropriada.

Meninas, sabem: uma mulher dá à luz. Ela vem do "CISO"! (Isolamento investigativo). Ela não tem ninguém aqui, porque vem do território ocupado. Mas ela não tem mesmo ninguém - ela vem do internato. Podem ajudar? - na linha direta dos voluntários telefonaram do centro de detenção investigativa.

E quem esperamos - um menino ou uma menina? De que cor escolher a roupa? a pessoa que telefonou, confessa que ficou chocada com a resposta. Dizem, frequentemente esperamos qualquer coisa: da insatisfação com a pessoa gravida à moral sobre "que educação ela dará à criança". E ainda pergunta sobre documentos - no momento em que a criança estava prestes a nascer. Porque com isto já acostumaram.  Mas sobre a cor...

Então os voluntários transferiram o "dote" para o novo habitante do planeta Terra, que nasceu, infelizmente, já na prisão... Mas entre aqueles, que viram no centro de voluntariado, a porcentagem de crianças "de ninguém", que procuram ajudar já para seus filhos, é muito grande. No meio do inverno Oksana foi mandada por alguém para os voluntários: ela já tem 20 anos, mas na aparência uns 15.
Pela neve profunda ela caminhava de tênis e jaqueta, da qual apareciam magras e quase azuis mãos. Porque sob a jaqueta havia apenas uma velha camiseta, na qual um olho feminino podia perceber as trilhas - caminhos do leite. Porque Oksana, recentemente, deu à luz.  Mas o menininho, ruivinho como a mãe, levaram ao hospital. Um mês vinham os médicos e os serviços sociais, vinham para casa do "Tio Seryozhi" onde a moça foi registrada. Tentavam organizar algum tipo de permanência da mãe e do bebê: mostravam como alimentar e dar banho, traziam fraldas, a enfermeira do distrito trazia até a balança, para ver se a criança alimentava-se suficientemente, se ganhava peso. Mas, certa vez não encontraram Oksana em casa, com o azulado de choro menininho estava aquele tio que deu abrigo. Que planos tinha ele para o futuro, não se sabe, mas receber um bebê de um mês - certamente não estava incluído. Portanto, o bebê foi
levado ao hospital, e os serviços começaram procurar sua mãe.

- Eu conheci Igor, ele é tão normal. Diz, quando encontrar um emprego, então sua mãe permitirá nos levar. Nós nos amamos.Eu lhe darei um bebê. Anteriormente eu tinha muito medo, como é - ser gravida, o parto... As moças no orfanato nos assustavam... Mas quando dava à luz Yaroslavchek - tudo foi bem, sem injeções ou operação.

- E quanto a Yaroslavchek? Primeiro você deve criá-lo. Por que você já fala sobre outra criança? - Pergunta Natália que nas prateleiras procura no que vestir Oksana.

- Mas eu vou levá-lo também. Assim que Igor encontrar trabalho, vamos viver juntos como pessoas - vou ao hospital, me entregarão Yaroslavchek. Porque propuseram-me assinar a recusa, mas não, eu não quero. As crianças - são a alegria - sorri Oksana vestindo calças quentes sobre pés molhados e congelados.

Os voluntários a vestem direto na loja: meias quentes e botas, suéteres e jeans, um gorro com penugem grossa, que parece casa sobre a frágil Oksana. 

Com pele! Veja é pelo verdadeiro! ela faz pose, abrindo os braços .

Em separado juntaram um pacote para criança. Mas ela não pegou, diz que, por enquanto não tem lugar para manter, porque ainda não sabe, aonde vai viver. Algures, em Yenakiyevo ela tem a casa dos pais, mas a casa, diz ela, já caiu a muito tempo, quando os pais morreram por causa da cachaça.  E, o pai de Yaroslavchek  desapareceu em algum lugar então ela não o procurará, já que ele é tão irresponsável. Sim, o amor já é outro. Mas quando for ao hospital buscar Yaroslavchek, do hospital nos telefonará e levará suas coisas. Os voluntários balançam a cabeça, embora já saibam:  Oksana não tem telefone. E aquele pacote ficou, com a inscrição: "Para Yaroslavchek", na prateleira do armazém do voluntariado. Depois eles o levaram ao hospital, com fraldas para todos, cujos pais lá deixaram. Então ainda decidia-se o status da criança, porque surgiram interessados em adotá-la. Mas Oksana já não conseguiram encontrar: ela continuava sua jornada em busca de casa e amor. Procurar isto junto ao seu filho, ela não aprendeu, poque sabe bem que isto é divertido com presentes, feriados e convidados, mas não é sobre o amor...

"Às, vezes acontecem milagres, quando o instinto maternal natural luta contra os desafios das instituições do estado que lutam para apagar isso para sempre. Embora, se você olhar do lado comum, como gostam de dizer - normais - isto é vida, é indecoroso: sem habitação: sem habitação, com homens diferentes, tantas crianças! Mas como é para aqueles, que nunca souberam, como é - ser mãe, filha, criar sua própria família, aonde se amam - isso já é uma façanha. E ainda não está claro, como em tais situações, mantinham-se os comuns, isto é - normais...

Vitória já tem cinco filhos. Quando a guerra começou, ela simplesmente ficou porque conhecia a aldeia, aonde estudou e viveu num internato especial. Sim, Vika - pessoa especial, porque tudo o que aconteceu com ela, não parece estranho. Agora ela já tem cinco filhos, mas quando a guerra começou eram três. Dois meninos receberam o mesmo nome: quando  no Cartório perguntaram, como o menino se chama, Vika pensou que interessavam-se pelo maior. E respondeu. Sim, ela tem dois Kostya, mas não faz mal: apenas que seja saudável! Um ano antes da guerra o marido morreu, de doença, e ela ficou sem moradia. O apartamento do pai em Gorlivka, com verdades e inverdades apoderou-se seu irmão, que saiu da prisão. Mas, para ela deu dinheiro, pelo qual ela comprou uma pequena casa. Bem, como comprou , o mais rápido mudou-se. De alguma forma os empregadores tomaram seu passaporte (esta é uma prática muito difundida, especialmente, quando diz respeito às pessoas que ninguém protege), e sumiram.

E quando ela já o restaurou, já não havia ninguém para pôr o carimbo de autorização para residência. Gorlivka foi ocupada. Na aldeia, na qual ela conhecia apenas o nome, encontrou-se uma velha casa, na qual foram morar. Mas receber pelo menos algum dinheiro estatal com um passaporte cristalino - todos compreendem... As pessoas da aldeia alimentavam as crianças.  Certa vez levaram para um abrigo, por um mês, tipo sanatório - porque estavam muito magras. Mas depois encontrou-se aquele que deu amor à Vitória, mas por pouco tempo. Deu também uma menininha. O dinheiro com o nascimento da criança ela também não recebeu, porque se há uma criança, também é indispensável certo carimbo. Trabalhar não havia onde. Mas ela corria de uma aldeia para outra, tentando trabalhar nas hortas, pequenas plantações. Diz, que em nenhum momento pensou em dar seus filhos ao estado, porque eles são a coisa mais importante que ela tem. O que é surpreendente: apesar da desesperança e miséria, as crianças da Vitória sempre obedientes e limpas, ensinadas não exigir, mas agradecer pela ajuda. E eles gostam um do outro e a mãe também. Portanto, os Serviços Especiais também observaram isto - apesar da provação com a guerra e do destino, a família permaneceu junto. Embora muitos exigissem: tirem dela as crianças: ela está doente, desempregada, sem habitação! Embora adotar sozinho, por exemplo, ninguém se propôs.

Posteriormente, apesar de grandes esforços, mas lhe restauraram todos os pagamentos, aos quais tinha direito de acordo com a lei. Aliás, agora Vitória já tem uma família completa: encontrou-se um marido. Vitória deu à luz mais um menino (que ela já não chamou Kostya), e os pais do novo marido compraram-lhes uma casa.

Claro, eu não sei se Vitória ganhará luta com o mundo todo, pela felicidade de sua família, se a nova casa será realmente sua, se o destino das crianças será melhor que o destino da mãe.  Mas nisto eu quero muito acreditar, porque o sistema começam destruir com exclusão.

Tradução: O. Kowaltschuk

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Notícias diversas - Imprensa ukrainiana
Internet - 14.09.2017

Nos EUA reagiram à sentença de prisão política de Chyyhoz.
O Departamento de Estado dos Assuntos dos EUA expressou sua preocupação com a condenação do vice-presidente do Mejilis, do povo tártaro da Criméia, a oito anos de prisão, devido a acusações infundadas de envolvimento nas manifestações que tiveram lugar antes da ocupação russa.





















Os residentes de Chelyabinsk (Rússia) têm certeza de que nos anos 30 do século XX nas minas de Zolota Hirka (hirka - pequeno morro: Morro de Ouro foram fuzilados, aproximadamente, 37 mil pessoas. Mas, oficialmente, este crime não é reconhecido pelo governo. Os resultados da escavação das minas são mantidos em segredo e o monumento aos mortos as autoridades recusam-se colocar afirmando que não sabem para quem.


Zarema Umerova, à qual o tribunal da Criméia ocupada impôs uma multa de 300 mil rublos (Cerca de 136 mil "hryvnias" ou UAH.

 (Não tenho o valor do salário na Criméia, na Ukraina, chega a 10 mil "hryvnias", não é para simples mortais.  1 USD = 26,1847 UAH,  1 UAH = 0,0381903 USD.  Na Rússia:  1 RUB = 0,01739 USD,  1 USD = 57,4994 RUB - Pesquisa OK)

A multa de Zarema Umerova é por não reconhecer a anexação da península. Ela pagou-a com moedas de 10 rublos, cujo peso era de aproximadamente 140 quilogramas. 



"Pelo quê você me castiga? Quantos anos eu vou contar isto?", perguntou a Zarema o funcionário do tribunal.

Depois disso, ele tenta negociar com o banco para fazer a contagem na máquina especial, mas lhe informam, pelo telefone, que esse serviço custará 600 rublos.

Ele propõe a Zarema uma "sobre-taxa", mas ela se recusa, argumentando que não pagará nada extra, principalmente, porque sua conta no banco está liquidada.

No final, o oficial, com a ajuda de seus colegas, recontou, manualmente, e emitiu um recibo para Zarema Umerova.

xxx

O advogado Feygin falou sobre o rapto de Paulo Grib, um jovem de 19 anos, doente. 

Ele disse​ que o rapaz foi sequestrado por pessoas desconhecidas no território da Bielorrússia e levado para a região de Smolensk.
Os funcionários do FSB da Rússia são acusados de atividades terroristas. Este rapto já ocorreu a vários dias. O rapaz tem 19 anos e tem problemas de saúde. Usa medicação diariamente. 

Paulo Grib, reside na Ukraina, iniciou uma correspondência com uma garota da Rússia, pensando que era da Bielorrússia. Ela convidou-o para se conhecerem. Ele avisou o pai que voltaria no mesmo dia e viajou.
Como não voltou, o pai começou procurá-lo, não sabia o que aconteceu com o filho e estava preocupado pelo fato do filho não tomar os remédios. 
 Conseguiu descobri-lo preso na Rússia. A moça acabou contando que convidou o rapaz para Bielorrússia devido a chantagem do FSB.

De acordo com o observador político Vitaly Portnikov, aos olhos de um cidadão ukrainiano comum, que não entende muito das complexidades e dos acordos políticos, Bielorrússia não é Rússia, mas outro país.
(Bielorrússia não é Rússia, mas outro país, ainda considerado país independente, mas quem manda no presidente  bielorrusso é Putin -OK).

Descobriu-se que contra a moça, na Rússia também abriram uma questão no âmbito "Terrorismo" e obrigaram-na a assinar um documento sobre a não divulgação de informações.

O pai preocupa-se bastante porque o rapaz ainda está preso na Rússia.

Mesmo depois que encontraram Paulo , ele ainda não podia receber visita de um advogado. Somente permitiram depois que os funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ukraina expressaram seu protesto, o caso mudou pouco.

"A negligência grosseira do direito à defesa na Rússia indica claramente que Paulo foi submetido a pressão psicológica", - disse o porta voz do Ministério das Relações Exteriores da Ukraina Mariana Bets.

De acordo com o advogado russo Mark Feigin (Ele trabalha na Ukraina já a um bom tempo -OK) os oficiais do FSB russos sequestram deliberadamente os cidadãos ukrainianos para trocar pelos lutadores da zona ATO no Donbas.

"FSB agora apreende todos que consegue, para reunir um bom número e trocar no Donbas, disse Mark Feigin. Em particular, uma grande ressonância surgiu com o caso de Viktor Ageev, que foi capturado no leste da Ukraina. Ele é suspeito na criação de um grupo terrorista, ele é ameaçado com até 15 anos na prisão. O próprio Ageev confirmou que serve no exército da Federação Russa e está na região de Lugansk desde março. Mas, no Ministério da Defesa da Rússia, suas palavras refutaram.

De acordo com os ativistas de direitos humanos é a negociação política em torno de prisioneiros de guerra que faz os oficiais de inteligência russos a sequestrar cidadãos da Ukraina.

O Tribunal Europeu dos direitos da pessoa aceitou o caso do sequestro.

Entre todas as outras infrações cometidas pelos oficiais do FSB russo, em relação ao cidadão da Ukraina ilegalmente detido pela Rússia, Paulo Grib, de 19 anos de idade será incluído o fato de que ele tem deficiência e precisa tomar remédios diariamente, mas durante mais de 18 dias não teve acesso à ajuda médica.

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Últimas notícias sobre o retorno de Saakashvili para Ukraina
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 12.09.2017

Saakashvili com o filho no trem.

Petro Poroshenko, que recentemente se vangloriava por ter realizado 144 reformas, pode ser felicitado pela 145ª "conquista".

A vergonha que no domingo aprontaram na fronteira ukraino-polonesa, não permitindo a passagem de Michael Saakashvili para Ukraina, terá consequências negativas para Ukraina.

Saakashvili foi presidente da Geórgia. Candidato  para segundo mandato perdeu as eleições para um candidato pró-Rússia perdeu as eleições. Então veio para Ukraina e recebeu o cargo de governador do qual foi dispensado depois de pouco tempo


Saakashvili entrando na Ukraina

E, se o predecessor de Poroshenko - Viktor Yanukovych - imediatamente enterrou as perspectivas  de integração européia da Ukraina, então Petro Poroshenko faz isso gradualmente, mas com persistência.
A julgar pela imprensa estrangeira (em particular, polonesa), os europeus não gostaram do "Show" de ontem Esta notícia no jornal do dia 11 de setembro), o qual, em sua opinião, contradiz os compromissos assumidos pela Ukraina.

Lembrando os acontecimentos.

Em 26 de julho Petro Poroshenko privou o líder georgiano da cidadania ukrainiana - neste dia Saakashvili encontrava-se nos Estados Unidos. Saakashvili prometeu voltar e, em 10 de setembro tentou o retorno para Ukraina de trem, atravessando a fronteira polonesa-ukrainiana.
No entanto o trem fez uma longa parada. Então Saakashvili passou para ônibus e conseguiu passar para o lado ukrainiano, com ajuda de seus apoiadores. No entanto, o trem fez uma longa parada. Então Saakashvili passou para ônibus e conseguiu passar para o lado ukrainiano. Seus simpatizantes protegeram-no dos guardas mas vários guardas receberam ferimentos durante a tentativa de impedir Saakashvili.

Anteriormente, ainda em Rzeszow (Polônia), seu grupo de apoio foi ao ponto de passagem "Krakivets", próximo ao qual, polícia parou cerca de 40, e depois 100 pessoas camufladas, com objetos metálicos nas mãos, que dirigiam-se à fronteira. Nesta cidade, em 9 de setembro - entre apoiadores que, praticamente romperam a fronteira, estavam Yulia Tymoshenko, Valentim Nalyvaichenko e outros deputados da "Pátria" e "Auto-Ajuda".

Então, o ex-presidente da Geórgia foi para Lviv, onde já se encontrou com o prefeito da cidade Andriy Sadovyi. (Por todas as notícias sobre a cidade de Lviv, cujo prefeito é Andriy Sadovyi já pela terceira vez, ele deve ser um excelente prefeito e uma boa pessoa.  O seu mal foi querer lançar-se candidato à presidência do país. Aí começaram os problemas com o lixo, aonde era descartado não podia mais. A mais de um ano, o lixão existente pegou fogo, inclusive morreram algumas pessoas, foi proibido o descarte de lixo neste lixão. Às vezes eu penso que este incêndio já pode ter sido provocado, mas não houve esta acusação., nada assim apareceu nos jornais. O prefeito iniciou conversações com empresa francesa para construir uma moderníssima usina para transformação do lixo. Inclusive o pessoal francês veio para estudar as condições, mas com tudo o que houve em seguida, não apareceram mais notícias neste sentido. Aproximava-se o verão e aumentava o problema. Nos lixões de municípios vizinhos, onde o lixo era descartado ultimamente, os prefeitos começaram fazer objeções. Lviv vivia com montanhas de lixo, eram poucos os municípios que ainda aceitavam um ou dois caminhões. O presidente começou acusar o prefeito pela sua incapacidade de encontrar a solução e acabou dando ordem para que o problema do lixo fosse resolvido pelo governador. Pronto. O lixo não ficava mais amontoado na cidade, outros municípios passaram a aceitar. O governador administra, a prefeitura paga a despesa com o pagamento dos caminhões que retiram o lixo, etc. Sadovyi foi tachado como ineficiente. E ele, que nunca vi participar de manifestações, passeatas de rua, etc., juntou-se a Tymoshenko no presente problema com Saakashvili. Espero que isto não lhe traga mais aborrecimentos. - OK). 

Na Polônia estão convencidos: para barrar a entrada de Saakashvili não havia motivos. Enquanto isso, Geórgia apelou novamente às autoridades ukrainianas para extraditar Mikheil Saakashvili. O Ministro da Justiça da Ukraina e a Procuradoria Geral analisam este apelo.

Reação do mundo - Polônia.

O eurodeputado Jacek Sariusz-Wolski veio a Przemysl para expressar seu apoio a Saakashvili.

"Polônia, em momentos difíceis esteve com o presidente Saakashvili, e o presidente Saakashvili esteve com a Polônia,  por exemplo, em 2008, quando Rússia atacou Georgia. Por estas razões, estamos hoje também com ele, porque ele tem o direito de recorrer contra a decisão ilegal das autoridades da Ukraina sobre a privação de sua cidadania. Desejo-lhe sucesso ao atravessar a fronteira".
"Nós acreditamos que isto é contrário a todos os padrões europeus, que Ukraina assumiu em relação ao Acordo de Associação UE-Ukraina".
"O eurodeputado disse que isto não é civilizado e prometeu levantar esta questão na próxima sessão do Parlamento Europeu".

Os acontecimentos com Saakashvili, na fronteira ukrainiana - polonesa foram amplamente divulgados nos meios de comunicação estrangeiros. O jornalista Khristopher Miller, da Rádio Free Europe publicou o apoio ao ex-presidente demonstrado pelos seus ex-colegas. Eles declararam que: Saakashvili pode dar conhecimento que ele necessita asilo em seus países, mas o ex-líder georgiano disse, que ele não tem planos e desejos de pedir exilio em outro país e recusar-se de seu regresso à Ukraina", - disse Miller

Saakashvili também disse que, quando voltar para Ukraina, não pretende organizar nenhuma revolução, não tem planos para derrubar ninguém, não planeja organizar nenhum Maidan. Apenas quer vir e proteger seus direitos.

"Voice of América" reuniu as opiniões de observadores internacionais, Alexander Clarson, professor do Royal College de Londres, disse: Saakashvili considera sua situação atual com seu retorno dramático à política ukrainiana, onde ele simplesmente se transforma em uma bola para tênis de mesa para forças políticas ukrainianas'.
E acrescentou: "A classificação de Saakashvili é inferior a 5%, ele não tem redes nas regiões ukrainianas, e as pessoas que o ajudam usam-no em seus interesses. Saakashvili representa a mesma ameaça a Poroshenko como quaisquer showman desempregado. Aos reformadores é melhor procurar outro líder". 
(E há mais opiniões, mas vou ao final - OK)

Interessante, que sob o artigo criminal que agora ameaça Saakashvili, entra Yulia Tymoshenko - uma das pessoas que atravessou a fronteira ilegalmente. Involuntariamente surge o pensamento que os excessos de domingo foram criados para eliminar Yulia, principal concorrente de Poroshenko na próxima eleição presidencial.

Este jornal já escreveu como o governo de Poroshenko pode resolver este problema. O registro criminal da Yulia Tymoshenko bloqueará seu caminho para o poder, o que o Presidente Petro Poroshenko vem tentando alcançar recentemente.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 10 de setembro de 2017

Novela Saakashvili - Retorno para Ukraina
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 09.09.2017

Lembrando fatos anteriores: Saakashvili foi presidente da Georgia,mas perdeu as eleições para candidato de Moscou, segundo os jornais. A imprensa ukrainiana trazia reportagens sobre o trabalho dele como presidente do país. Não lembro, exatamente, qual dos jornais ukrainianos sempre publicava reportagens elogiosas, escrita por jornalista ukrainiano. Eu gostava ler essas reportagens. Devido ao governo Saakashvili, Georgia dava a impressão de estar bem organizada e com bom desenvolvimento. Eu pensava, por que Ukraina não tem um presidente assim? Mas, como vocês verão na sequência, nem tudo era verdade.  Na Ukraina era o governo do pró-russo Yanukovych.

Porém Saakashvili não foi reeleito presidente, eu não compreendi. Geórgia elegeu um candidato pró-russo. Saakashvili perdeu a cidadania na Geórgia e veio para Ukraina, adquiriu a cidadania ukrainiana e foi nomeado, por Poroshenko, governador de Odessa. Depois de pouco tempo começaram os atritos, Saakashvili foi destituído do cargo pelo presidente ukrainiano. Ele iniciou a fundação de seu partido político na Ukraina, não lembro se isto começou ainda durante o desempenho  de seu cargo em Odessa, ou logo depois. Recentemente ele passou um curto período nos Estados Unidos.

O presidente Poroshenko destituiu Saakashvili de cidadania ukrainiana. Agora, Saakashvili não tem pátria, porque também perdeu, anteriormente, a cidadania georgiana.

Isto é o que eu lembro das reportagens anteriores. Agora vamos ao presente, segundo Radio Svoboda.

Saakashvili, que ainda tem em mãos o passaporte ukrainiano, e que, segundo ele, estava sendo aceito nos países europeus, planejou voltar para Ukraina no dia 10 de setembro. Na mídia não faltaram avisos que, se ele tentasse voltar para Ukraina, seria detido na fronteira. Mas Saakashvili vinha. (Não li nada sobre sua expulsão dos Estados Unidos, não deve ter havido.Também Saakashvili dizia que estava entrando em outros países com passaporte ukrainiano). e, vinha com esposa e filho menor. (O filho maior estudava nos Estados Unidos, Não sei se ainda estuda ou já trabalha, mas parece que ainda está por lá - OK).

No ponto "Krakovets" na fronteira polonesa-ukrainiana, do lado ukrainiano os guardas de fronteira esperavam. Seus simpatizantes também avisaram que, próximo da fronteira parecia que estavam reunindo "titushok" pagos. (pessoas para alguma finalidade.não muito honrosa -OK)

O presidente da Ukraina, Petro Poroshenko, que deu a cidadania a Saakashvili e depois retirou-a, está sendo criticado. Ele é acusado de inconsistência e tentativa de ultrapassar seus poderes.

"Eu estarei amanhã, em Krakovets e não porque vejo em "Mikho" (diminuitivo do nome de Saakashvili, Mikhail) "messias ukrainiano" ou político promissor. Mas, para lembrar a Poroshenko, que ele não é rei da Ukraina, mas pessoa eleita, presidente", - disse o advogado internacional Gennady Druzenko.

Genady Druzenko observou, que desde o início se opôs à concessão da cidadania ukrainiana ao ex-presidente da Geórgia. Desde o início eu acreditei e argumentava publicamente, que o "convite ao "variague" (варяги - nome bizantino, antigo, de escandinavos, que no século IX atacavam o leste e o oeste europeu - pesquisa O. K.), é um erro e um insulto à cidadania ukrainiana. (Acredito que ele se referia a pouco tempo de permanência de Saakashvili na Ukraina, logo após o término do período final de sua presidência na Georgia. Especialmente considerando o fato, que dezenas de patriotas da Ukraina com passaportes estrangeiros, derramam sangue e suor generosamente nesta terra, protegendo-a da agressão russa, até agora não receberam um passaporte ukrainiano).

Porque amanhã estarei em Krakovets?

Se responder ligeiramente, não quero viver em um país, onde "aos amigos (do presidente) - tudo, aos inimigos (do presidente) - a lei". E a lei, como entende o presidente, e não como claramente diz a Constituição: "Artigo 25. Cidadão da Ukraina não pode ser privado da cidadania e do direito de mudar a cidadania".
Mas, o excepcional ultraje à instituição da cidadania da Ukraina é secreto (porque ficamos sabendo, não do site do presidente, mas do Facebook dos radicais "suspensão" da cidadania da Ukraina a oponentes políticos e críticos públicos do chefe de Estado. Sustação em desrespeito à norma inequívoca da Constituição.
Encerramento sem julgamento e debate público. Encerramento sem punição daqueles, que supostamente não prestaram atenção em "falsas informações" nos documentos de Saakashvili, embora os casos criminais contra ele na Geórgia, não sabiam apenas aqueles que não leem internet.

Sim, eu estarei amanhã em Krakovtsi. E não porque eu vejo em Mikho um "messias ukrainiano" ou um político promissor. Mas, para lembrar a Poroshenko, que ele não é o rei de toda Ukraina, mas pessoa eleita, presidente, eleito devido à coincidência de circunstâncias num momento crítico do país. Eleito, para (como ele solenemente jurava, ingressando no cargo) "com todas as suas forças defender a soberania e independência da Ukraina, cuidar do bem da Pátria e do bem-estar da nação ukrainiana, defender os direitos e liberdades dos cidadãos, observar a Constituição e as leis da Ukraina, cumprir seus deveres no interesse de todos os compatriotas, elevar a autoridade da Ukraina no mundo". Mas, como resultado, ele se concentra na proteção de seu poder, sua riqueza e seus interesses pessoais.

O presidente, que no quarto ano de sua cadência não cumpriu a maioria absoluta de suas promessas eleitorais. O presidente que fala lindamente de uma maneira nova, mas na maioria de seus cidadãos até a dor esta familiarizado o velho sabor - sabor de um estado policial, de fariseus no poder, crimes na rua e na TV, projetado para criar um caos nas cabeças.

Certa vez eu estive no mesmo palanque com Poroshenko, um co-fundador do Partido das Regiões (partido ao qual pertencia o ex-presidente Yanukovych -OK) e um recente ministro da economia no governo de Azarov,(também governo de Yanukovych -OK) na rua Bankova. Também estive com Yatseniuk e outros pseudo-revolucionários, os quais, pela manhã, falavam sobre a bala na testa, e à tarde iam ao Mezhhiria (residência do ex-presidente Yanukovych) fazer acordos. Participei porque então era necessário descartar a pura sujeira e nos unir para derrubar o usurpador Yanukovych e evitar a usurpação da Ukraina pelos seus anfitriões de Moscou.

Amanhã também, avaliando sobriamente os talentos políticos de Mikho, eu estarei ao lado, protegendo ele e a minha liberdade e direitos fundamentais para viver numa verdadeira república, e não no reinado do monarquista Poroshenko, - direitos e liberdades pelos quais nós já pagamos, e isto até hoje pagamos tão alto preço.

Bem, e costumeiramente, quero pessoalmente tomar conhecimento, se deram aos ukrainianos, que estão concentrados na fronteira ocidental, as mesmas ordens, que agem no leste: "em nenhum caso não ceder às provocações" e "é proibido construir novas fortificações."

Quero entender pessoalmente, quem é o principal agressor para o atual presidente.

(E possível que a próxima tradução demore um pouco porque o computador precisa de reparos -OK)

Tradução: O. Kowaltschuk

sábado, 9 de setembro de 2017

Absurdo, quando um país agressor quer vir como um soldado da paz - especialista militar sobre declarações de Putin.
Radio Svoboda ( Rádio Liberdade), 07.07.2017
Michael Shtekel

Політична карикатура Олексія Кустовського
     Caricatura política de Alexei Kustovsky.
     
      "Irena Gerashchenko: Cenários do Kremlin não passam! Pacificadores da ONU devem estar em todo o território ocupado pela Rússia".

Ukraina rejeita a iniciativa do presidente russo, Vladimir Putin, de colocar as forças de paz na linha de demarcação e exortam as forças internacionais a assumirem o controle das áreas da fronteira ukrainiana. Os especialistas dizem, que Putin faz pressão sobre o Ocidente porque os Estados Unidos podem começar fornecer armas letais para Ukraina. 

Os pacificadores devem ser colocados não apenas na linha de demarcação, mas em todas as regiões de Donbas. Assim reagiu à proposta russa de Vladimir Putin o Parlamento ukrainiano. Especialmente, isto foi afirmado pela representante da Ukraina em Minsk Irena Gerashchenko, e pelo chefe do Mejlis da nação tártara da Criméia, Refat Chubarov.

Anteriormente, Putin, no Conselho de Segurança da ONU, introduziu a resolução para ser discutida, sobre a localização das forças de paz somente na linha de demarcação. 


(Irena Gerashchenko - na terça-feira: Putin, nas melhores tradições da guerra hibrida, tenta distorcer a idéia da liderança ukrainiana em relação às forças de paz no Donbas, virando tudo de cabeça para baixo. Ele instruiu seu leal ministro Lavrou para apresentar uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU sobre as forças de paz na linha de colisão. Um minutinho: a linha de colisão, tornou-se linha de colisão devido à agressão russa. Para nós, esta é uma linha de toque, toque com temporariamente ocupados territórios, os quais, definitivamente recuperaremos. Esta linha, deve desaparecer para sempre das terras ukrainianas, no dia do retorno do controle da fronteira. Esta não é a fronteira ukrainiana, então não pode haver nenhuma conversa sobre pacificadores ao longo desta linha. Os cenários do Kremlin e a tentativa de substituição de conceitos, deturpação da idéia das forças de paz não passará. Os pacificadores devem ser introduzidos em todo o território ocupado pelos russos, para monitorar  a situação de segurança e a desmilitarização, o seu mandado deve terminar na fronteira ukrainiana russa. E isto é Izvarino e outros pontos de cruzamento da ESTADO da Ukraina, mas não Stanytsia Luganska ou Mariinka, o que é muito desejável pelo líder do Kremlin."

Como declarou Oleksiy Goncharenko, vice-chefe do Bloco Petro Poroshenko, em um comentário à Rádio Liberty, Ukraina há muito tenta conseguir a introdução de forças da paz no território ocupado, e a declaração recente de Putin é "sucesso de diplomacia": o presidente russo segundo Gerashchenko, agora tenta apoderar-se, e torcer a iniciativa ukrainiana em seus próprios interesses.

"Eles, em primeiro lugar, devem estar na fronteira entre Ukraina e Rússia, a qual, infelizmente, Ukraina não controla no momento. Se eles não estiverem lá, o que darão as forças de paz na linha de separação? Nós poderemos obter um cessar-fogo permanente, mas nós queremos a completa retirada dos exércitos russos do Donbas, cessação de fornecimento de armas lá", afirmou Goncharenko. 

Segundo o chefe da delegação ukrainiana à PACE, Volodymyr Aryev, a introdução das forças da paz segundo cenário russo, pode levar à repetição do cenário com a Transnístria, aonde sob aparência de pacificadores introduziram tropas russas.

Ainda, há dois anos atrás, os militantes estavam contra as forças da paz.

Ukraina, ao contrário, há muito falou sobre a necessidade de introduzir um contingente internacional. Se em setembro de 2014, o presidente Petro Poroshenko ainda rejeitava essa possibilidade, então em uma entrevista em 2015 ele já declarava que era necessário introduzir um contingente de manutenção da paz não apenas na linha de demarcação, mas em toda a fronteira com a Rússia. O presidente também falou com a Secretaria de Defesa dos EUA, James Mattison sobre este problema.

Segundo Oleksii Melnyk, um especialista militar do Centro Razumkov disse à Rádio Liberty que há possibilidade da vinda de pacificadores, mas Rússia é guiada pela lógica da guerra e pelo alcance da vitória, e não está interessada na solução do conflito, diz ele. Por outro lado, Ukraina não formalizou, completamente, as ações da Rússia como agressão, então Putin pode falar hoje sobre pacificadores.

"Atualmente, o status formal da Rússia neste conflito - é de intermediário. Nós, com muita alegria, percebemos a narrativa da guerra hibrida, e esse absurdo, o ATO e a não declaração de guerra permite que Rússia, com todo o direito pretenda participar da operação de manutenção da paz. É um absurdo quando o país - agressor participa como pacificador", diz Melnyk.

- De acordo com este especialista, Ukraina pode encontrar-se numa 
situação complicada, se Putin apoiar a iniciativa de Poroshenko que é apoiada por parceiros europeus. Portanto, de acordo Melnyk, agora Ukraina precisa, rapidamente, preparar o plano de ações e argumentos contra diplomatas russos. A missão de paz no Donbas pode compor-se de representantes de vários países, mas existe o risco, que Rússia pode, até certo ponto dirigir seus esforços, considera o especialista, principalmente porque ela tem direito ao veto no Conselho de Segurança da ONU.

Declarações de Putin sobre pacificadores - é pressão sobre Estados Unidos.

De acordo com o historiador britânico Timothy Esch, a qual ele descreveu no artigo para edição ukrainiana "Kyiv-Post". a proposição de Putin é uma ameaça à possibilidade de os Estados Unidos fornecerem armas letais à Ukraina. 

Putin diz claramente: primeiro, as armas letais americanas não afetarão as hostilidades, e, segundo, os "rebeldes" vão atacar de todas as áreas da frente no Donbas", - diz o historiador.

A localização das forças da paz reduzirá os gastos da Rússia com armas para os militantes no Donbas, mas deixará a possibilidade de uma escalada de hostilidades, em qualquer parte da frente, escreve também Esch. Vladimir Putin insinuou a possível extensão da zona de conflito, no caso da entrega de armas letais, numa conferência de imprensa na China.

Tradução: O. Kowaltschuk