Manifestação no Maidan: esta pode ser a última manifestação pacífica
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) 29.06.2014
Na quinta manifestação (após Yanukovych), no Maidan reuniram-se alguns milhares de pessoas. Elas apelam ao Presidente Poroshenko para acabar com a trégua.
| Manifestação no Maidan |
Os ativistas, do palco, leram as exigências e as entregaram à Administração do Presidente. Além de pedir o término da trégua, eles querem a introdução da lei marcial e o fornecimento aos militares do armamento indispensável para destruição dos terroristas, e exigências a EUA e países europeus para introdução da 3ª etapa de sanções a Rússia (o que já prometeram, inclusive alguns países já estariam preparando).
Posteriormente acrescentaram mais um pedido - retirar das negociações Viktor Medvedchuk, Nestor Shufrych e outros traidores.
Antes da leitura das exigências os ativistas alertaram que o evento deste domingo pode ser a última manifestação pacífica, porque ele, o presidente deve ouvir o verdadeiro poder - a nação ukrainiana.
E, que ele tem chances e argumentos diante da UE para mostrar que não é possível continuar com o plano de paz. Caso o presidente não ouvir as exigências do povo, será considerado traidor do país. E por ele aguarda o destino de Yanukovych.
Além disso, o comandante do batalhão "Donbass" Semen Semenchenko contou que os militares ukrainianos estão em terrível situação, porque os recursos direcionados pelo governo para seu apoio, não chegam ao destino
| Comandante do Batalhão "Donbass" Semen Semenchenko |
"Até agora, o Ministro das Finanças aloca dinheiro destinado a apoiar as empresas que já estão subordinadas aos separatistas. Nas estruturas governamentais há muitos traidores", - disse ele.
Semenchenko disse para não considerar Donbass região problemática e não abandoná-lo. "Donbass é pela Ukraina, embora lá haja pessoas enganadas. Nenhuma Europa nos ajudará. Nós devemos introduzir a ordem sozinhos. Nós podemos parar o agressor..." - concluiu o comandante.
No próximo domingo marcaram nova manifestação e, para terça-feira pediram para vir sob o Parlamento e exigir dos deputados a aprovação da nova lei eleitoral.
Como foi anunciado, dia 27 de junho o presidente Poroshenko decidiu prorrogar a trégua por mais 72 horas (a trégua que os combatentes pró-Rússia não estavam respeitando desde o início).
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Em Sloviansk, na rua Urytskyi, os terroristas colocaram artilharia, que realiza , o maior bombardeio até agora, durante a tal trégua, nas áreas residenciais da cidade, avisou o chefe da investigação político-militar Dmytro Tymchuk. Segundo seus dados morreram não menos de 9 (nove) civis.
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Próximo a 300 combatentes do batalhão "Donbass" e 100 do batalhão "Kyiv" vieram à Administração Presidencial para exigir o restabelecimento da fase ATO (ação antiterrorista).
Neste domingo, os militares ukrainianos rechaçaram o mais cruel bombardeio no morro Karachan. Dois militares gravemente feridos.
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Durante a conversa telefônica dos presidentes da Ukraina, França, Rússia e a chanceler alemã, Putin pediu prorrogar o cessar-fogo (Segundo comentaristas ukrainianos Putin aproveita o cessar- fogo para aumentar os seus combatentes na fronteira, bem como suas armas -OK).
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Japão e Coréia do Sul condenaram as ações da Rússia na Criméia. Japão proibiu a entrada no país a 23 pessoas ligadas a crise na Ukraina e não reconheceu o referendo da Criméia. E, segundo o Ministério do Exterior Japão prevê a suspensão da redução de vistos e o congelamento do início das negociações da possível assinatura de três acordos de cooperação - investimento, exploração do espaço cósmico e prevenção de atividades militares perigosas.
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Do leste da Ukraina desde o início da ATO já reassentaram 24 mil pessoas
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 28.06.2004
Desde o início das operações antiterroristas, dos territórios de Donetsk e Luhansk, até 28 de janeiro, a outras regiões da Ukraina, transferiram e reassentaram mais de 24.378 cidadãos da Ukraina, segundo comunicado do Serviço de Emergência do Estado.
Entre os evacuados: 9 mil crianças, 718 deficientes e 1.969 idosos. A maioria das pessoas evacuadas, no momento, foi alojada em Kyiv, região de Kyiv, e nas regiões de Zaporizhia, Kharkiv, Odessa e Dnipropetrovsk.
Além destes, muitos cidadãos deixaram seu domicílio e, temporariamente acomodaram-se em casas de parentes ou amigos, em outros locais ou províncias.
Tradução: O. Kowaltschuk
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