terça-feira, 29 de julho de 2014

A terceira mobilização parcial será mais abrangente
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 27.07.2014
Omar Uzarashvili

Serão convocados também aqueles que já serviram e aqueles que conseguiram dispensa.
Semana passada teve início a terceira mobilização parcial. Mal foi anunciada pelo presidente Poroshenko, em muitas regiões, as mulheres começaram piquetear os escritórios militares e a afirmar que nem a  seus filhos, nem a seus maridos permitirão ir à guerra. Em Sambir - Lviv, eram umas 300 mulheres.

Na região de Lviv espalhou-se a notícia que a maioria das mobilizações será na Ukraina Ocidental, o que já foi desmentido pelo coronel M. Shcherbyna. Ele declarou que o número de mobilizados será proporcional ao número de habitantes de cada região. Exceto em Luhansk e Donetsk onde a maioria dos comissariados militares praticamente não funciona, serão aceitos apenas os voluntários. Isto também se aplica para Criméia.

Segundo o tenente-coronel Oleksandr Tyshchenko, o número de pessoas que pretendem mobilizar durante a terceira onda, é segredo militar. Porém deverá ser maior que foi nas duas mobilizações anteriores somadas.

Não estão sujeitos a mobilização os pais de três filhos menores de dezoito anos e haverá um esforço para não prejudicar os orçamentos estaduais e municipais, com mobilização de funcionários indispensáveis às empresas.
As primeiras convocações serão de acordo com as especialidades necessárias.

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Hoje, na nona assembléia pública no Maidan (Praça da Independência), reuniram-se aproximadamente mil pessoas. 
Não compareceu nenhum representante do governo atual.
Os ativistas exigem a introdução do estado de guerra e a realização de eleições para o Parlamento. Também propuseram um governo de confiança nacional, que controlará os cidadãos.
"A guerra deve ser chamada guerra, não como operação antiterrorista; introduzir a lei marcial, fechar as fronteiras e restaurar a ordem no país. Na Ukraina devem realizar-se eleições (parlamentares) honestas. Nós apelamos para que não participe do governo nenhum deputado da atual convocação. Nós apelamos para formar o governo de confiança nacional, não nomear pessoas do governo anterior." - disse do palco um dos líderes.

Vários ativistas anunciaram que irão exigir a proibição das atividades da Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou, no território ukrainiano porque ela colabora com os rebeldes no leste. (É realmente incompreensível como a população, não apenas o governo anterior, submetem-se ao Patriarcado de Moscou, já que, na Ukraina funciona a Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Kyiv - OK).

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Os ecos do terrorismo que abalam o leste do país,hoje chegaram à pacífica cidade de Lviv, na Ukraina Ocidental. Uma granada lançada na noite de sexta-feira foi direcionada à residência do prefeito Andriy Sadovyi. A casa é nova. Por sorte ninguém estava em casa, a família viajou em férias para Cárpatos.


A carga cumulativa poderia perfurar a armadura de um tanque. Foi danificado o telhado, vigas e janelas do terceiro andar, inclusive janelas do quarto das crianças (cinco filhos).  Caíram vidraças do prédio vizinho. Este tiro poderia ser disparado de uma distância de 135 metros...

O prefeito Sadovyi vive em perfeita harmonia com a população. É querido e respeitado. Haviam divergências políticas com alguns deputados municipais, mas não tão graves. E é claro, disse o prefeito, ele não deixava roubar...

Também na semana passada mataram o prefeito de Kremenchuk, Oleh Babaev. Babaev e empresários da cidade ativamente combatiam os terroristas.

Segundo o politólogo Taras Vozniak o tiro de um lançador de granadas na casa do prefeito de Lviv é uma forma de espalhar pontos de terror que flui a partir do Donbass. Quase ao mesmo tempo mataram o prefeito de Kremenchuk. Colocam minas em Lviv (na verdade, as minas não foram confirmadas, apenas anunciadas, segundo imprensa da semana passada). Vemos a agonia dos separatistas que tentam intimidar com suas atividades criminosas toda Ukraina...

Em Kyiv, somente na semana de 14 a 20.07 "colocaram" minas mais de 30 vezes. O Canal 5, que pertence ao presidente, foi "minado" nos dias 4 - 15 - 17.

Segundo o procurador de Kyiv, Serhii Iydashev, os anônimos que avisam sobre as "minas" em Kyiv, pretendem criar pânico na capital. Alguns telefonemas vem do leste da Ukraina. Cada alarme falso custa 30 mil hryvnias ao orçamento do país. Caso descubram o autor do telefonema falso, ele custeará todas as despesas e será aprisionado por 8 anos. A questão é que até agora não descobriram o (s) autor (es) da brincadeira.

Notícias do dia 29.-7.2014
Vysokyi Zamok (Castelo Alto)

Os principais meios de comunicação europeus apelam aos políticos parar a "política de apaziguamento" do presidente russo Vladimir Putin.
A chamada foi feita pelo editor-chefe da polonesa Gazeta Wyborcza, Adam Michnik, cuja carta reproduziram 12 principais publicações europeias.

Adam Michnik
Entre outros: El Pais (Espanha), La Stampa (Itália), Le Monde (França), Die Welt (Alemanha), Dennik SME (Eslováquia), Der Standard (Áustria), De Volkskrant (Holanda), Hospoáiské Noviny (República Checa), Diário de Notícias (Portugal), Lietuvos Rytas (Lituânia).
A Carta foi discutida no maior portal Estonian Delfi "Dielli" na Albânia e "Timpul" na Moldávia.

Em sua carta Michnik lembrou as trágicas consequências de "Hipocrisia, estupidez e silêncio da elite intelectual" diante das ações de Adolf Hitler e Joseph Stalin.

A guerra atual da Ukraina, que começou com anexação da Criméia e continuou no leste do país, é também vergonhosa, trágica e perigosa... Política de apaziguamento - é caminho para lugar nenhum" - convence Michnik.

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EUA acusam Rússia de violar o acordo de renúncia dos mísseis de 1897, assinado em Washington por Mikhail Gorbachev e Ronald Reagan. Os participantes se comprometeram a não produzir, testar ou instalar mísseis balísticos e de cruzeiro, de meios terrestres (1.000 a 5.500 km) e de pequeno alcance (de 500 a 1.000 km) de distância.


De acordo com as autoridades dos EUA, Rússia em 2008 começou testar mísseis balísticos. Mo início de 2014 EUA avisaram aos aliados da OTAN sobre uma possível tentativa de Moscou produzir novo míssil cruzeiro.
Acusações formais contra Rússia apresentaram somente agora.

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UE e EUA concordam com novas sanções contra Rússia. Participaram da reunião na segunda -feira os EUA, França, Alemanha, Grã Bretanha e Itália.

O projeto de decisões sobre a primeira fase de sanções setoriais deve ser aprovado no dia 29 de julho. Estas restrições não se aplicam a pessoas isoladas ou empresas, mas a inteiros ramos da economia russa.

Tradução: O. Kowaltschuk

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