quarta-feira, 17 de maio de 2017

Vítimas da agressão russa: como libertar os reféns do Kremlin.
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 15.03.2017
Maria Tomak


Poster do protesto contra a agressão russa. Kyiv, 21.01.2017.
Em 16 de março,  o Parlamento Europeu irá considerar uma resolução que refere-se ao tema da Criméia e aos cidadãos da Ukraina aprisionados pela Rússia por razões políticas. (Apesar de que a data já passou, até agora não surgiu nada novo em relação a este assunto -OK) . Nós apresentamos propostas a este documento e esperamos que ele será apoiado por deputados europeus e empurrará Kremlin para liberar os ilegalmente presos e condenados ukrainianos e tártaros de Criméia.

No entanto, Ukraina não deve esperar um milagre, mas deve procurar, ativamente, caminhos para libertação de seus cidadãos. Ao longo dos últimos meses, as organizações de direitos humanos - a ukrainiana União de Helsinki de Direitos Humanos, o Grupo Direitos Humanos de Kharkiv e a Iniciativa Medianeira para os Direitos Humanos - alcançou possíveis caminhos, e este trabalho faz-se até agora (Obs: a palavra usada "Medianeira" não é a tradução da palavra ukrainiana; não encontrei a tradução correta - OK.) 

Mas nós gostaríamos, agora, incluir os especialistas no aprimoramento de nossas idéias - o que mais deve fazer Ukraina, que instrumentos incluir para retornar os seus cidadãos para casa.

Stanislav Klyh foi detido por agentes russos na cidade Orel, em agosto de 2014. Ele foi acusado de participação na guerra chechena.  Recentemente, já condenado, Stanislav foi levado para colônia, na cidade Verhneuralsk, próximo de Magnitogorsk. Esta colônia é famosa pelo trato cruel aos prisioneiros. Um exame independente do estado mental, da condição psíquica de Stanislav Klyh, apesar dos apelos dos advogados e de prestigiosas organizações internacionais, não foi realizado pela Rússia, hoje sua condição está se deteriorando.

Stanislav Klyh
Com Lyudmila Hlondar nós nos encontramos em uma das reuniões sob embaixada russa em Kyiv, com a exigência de libertar as pessoas detidas ilegalmente. Seu irmão, um soldado do 3º Regimento special encontra-se em cativeiro em território não controlado pela Ukraina, na região de Donetsk. Diariamente Lyudmila conta os dias que Sergei Hlondar passa no cativeiro, participa de todas as possíveis reuniões e medidas de apoio aos prisioneiros.

A esposa de Ali Asanova, Elmara, vive com uma grande família na parte oriental da anexada Criméia. Quatro crianças, o mais novo nasceu depois que Ali Asanova foi levado em custódia, veem o pai somente através das grades  nos  "tribunais" da Criméia.

Elnara Asanova segura no colo seu filho Mustafa
Tais como Stanislav Klyh - aqueles que estão em locais de detenção na Rússia, que são ilegalmente perseguidos, aos quais perseguem ilegalmente, aos quais aplica-se violência física e psicológica - não são menos que 16. Entre eles, como o mundialmente famoso Oleg Sentsov (cineasta ukrainiano) também o desconhecido de todos, além de moradores de sua aldeia, Komyshnya, na região de Lugansk, Sergey Lytvynov. Tais como Sergei Hlondar, segundo informações do SBU (Serviço de Proteção da Ukraina) - não menos de 112. Eles estão, ou na prisão, ou em ITU  nós territórios não controlados (Não consegui  significado da sigla, mas nos territórios não controlados pela Ukraina, os presos são mantidos, geralmente, nos porões e outros lugares inadequados-OK). Entre os detidos, além dos militares, há civis. Por exemplo, o estudioso, acadêmico religioso Igor Kozlovskyi.

Tais como Ali Asanova na Criméia - não menos de 29. Entre eles há tártaros da Criméia  e há ukrainianos. Rússia fabrica questões e joga-os da Criméia para Rússia, e novamente para Criméia. e, ainda há alguns milhares de cidadãos ukrainianos, condenados por questões não políticas que o Serviço Penitenciário Federal move livremente da Criméia para regiões russas.

Todas estas pessoas, apesar do estatuto e das condições de detenções diferentes, são vítimas da agressão russa contra Ukraina.

Sem dúvida, Rússia as usa como reféns políticos, como um meio de pressão sobre Ukraina e Ocidente - no início "materializa" as fabricadas nos limites da ficção, questões criminais, dirigidas contra o Estado da Ukraina (Como foi, por exemplo, com Oleg Sentsov, Sergey Letvenenko, Mykola Karpyuk, Stanislav Klyh, Yuri Yatsenko, pessoas das chamadas "questões de sabotadores"), e depois utiliza-os como sujeitos para chantagem e "moeda de troca". 

Comuns e diferentes categorias de prisioneiros.

A posição de pessoas detidas ilegalmente tem sérias diferenças, e é difícil avaliar, aonde poderia ser "melhor". Por exemplo, se a libertação dos porões da "DNR"/"FSC" pode ser resultado de um acordo político, então para sair da colônia russa tendo sentença russa ou sentença do tribunal de ocupação, é necessário indulto assinado pelo presidente russo Vladimir Putin.

Além disso, no caso dos territórios não controlados há uma estrutura especializada - Centro Comum para a libertação de reféns junto a SBU, cuja competência não se estende aos "prisioneiros do Kremlin". Por outro lado, os detidos na Rússia e Criméia podem ter acesso a advogados independentes, mas no território controlado por "DNR/FSC" onde as pessoas são mantidas nos quadrículos de cachorros não se sabe quem, com que armas conhecidas, e que apoio logístico - técnico recebem, os direitos humanos são impotentes. E, claro, na Criméia, nem nos territórios controlados de Donetsk e Lugansk os detentos podem ser visitados pelos cônsules ukrainianos.

Mas há algo que une todas estas questões e todas estas categorias de reféns: o fato de que eles são vítimas da agressão russa contra Ukraina; a falta de estratégia do Estado da Ukraina para sua libertação; o fato de sua existência para além de qualquer quadro legal (falta de leis sobre o estatuto e o reconhecimento da Ukraina no conflito armado coloca-os em condições de um vácuo legal) dependência de seu destino da remoção ilusória das armas (aqui lembramos o artigo 6º do Acordo de Minsk: garantir a libertação e troca de todos reféns e pessoas detidas ilegalmente com base no princípio "todos por todos"). Este processo deve ser concluído não depois do 5º dia  do desvio.

Por que nós decidimos levantar esta questão?

Nos últimos três anos, pelas pessoas que foram detidas no âmbito dos procedimentos legais da Rússia (ou nas condições de ocupação - no caso da Criméia) travava-se uma luta, inclusive com métodos legais: advogados, petições - ações judiciais. E essa luta continua até hoje - graças às organizações de direitos humanos e também ao corpo de corajosos advogados crimeanos e russos. Os representantes dos direitos humanos, de fato, não interferiram nos processos de negociação, sobriamente avaliavam o impacto de seus recursos de negociadores de alto nível.

No entanto, hoje somos forçados, no nosso nível, levantar a questão das negociações e retorno de cidadãos ukrainianos para casa e propomos nossa visão - devido a alguns fatores, que são atuais principalmente àqueles que denominamos "prisioneiros do Kremlin" (mas não somente).

Primeiro, a escala do problema cresce. O número de pessoas detidas ilegalmente pela Rússia aumenta: o último precedente detido na Rússia - Roman Sushchenko, na Criméia - Volodymyr Balukh. Concomitantemente a libertação, ultimamente não ocorre: o caso similar anterior - e a transferência para Ukraina de Gennady Afanasyev e Yuri Soloshenko, em 14.06.2016, isto é, nove meses atrás. O isolamento da Criméia, entretanto, intensifica-se, cresce o medo dos moradores da península, incluindo parentes dos detidos, que nem sempre estão prontos a entrar em contato e lutar por seus parentes e informar sobre a detenção. A libertação de grupos detidos pela "DNR/FSC" pessoas civis e militares acontece, mas muito lentamente.

Segundo, nenhuma estratégia quanto ao apoio e salvamento daqueles que Rússia detêm, o estado tem.  A estratégia é necessária, porque, enquanto existem territórios ocupados - Rússia terá possibilidade de manter prisões cheias de reféns. É por isso que as famílias dos presos criam sua associação - na esperança de serem ouvidas.

Em terceiro lugar, as negociações permitiriam discutir toda a gama de questões, relacionadas com "prisioneiros do Kremlin", não existem (Em Minsk não discutem nem questões das pessoas detidas, nem as questões da Criméia, sobre o que, honestamente, admitem os próprios negociadores).

Quarto, a questão de todas as categorias de prisioneiros e reféns é extremamente politizada. A questão não é apenas no nível geopolítico e negociações "Ukraina - Rússia - Ocidente", mas também sobre o nível interno-ukrainiano, o que demonstra claramente a reação às atividades de Nadia Savchenko (Savchenko já tem o seu partido político - OK) ou os acontecimentos ao redor do bloqueio (que declara, inclusive, a libertação de reféns). Em todos os processos de negociação o componente puramente humanitário é quase ausente, e se houver - é principalmente decorativo e, atrás dele escondida "pura política". Ukraina deve, pelo menos, tentar quebrar esta cadeia destrutiva de dependência de questões humanitárias da política - em vez de apoiar e incentivar a sua existência, apoiando principalmente a posição desumana da Rússia.

O quinto fator - não é fácil, mas deve ser mencionado. Trata-se sobre a necessidade, já agora garantir a proteção das perseguições aos militares ukrainianos que estiveram no cativeiro, mas depois do regresso correm o risco de se tornarem alvo de processo criminal por suspeita de colaboração com o inimigo, ou até mesmo traição.  O Estatuto
do Tribunal Penal Internacional de Roma, em seu artigo nº 31 fornece proteção para aqueles que cometeram crimes sob pressão, quando o seu dano potencial à vida e à saúde era idêntico ou prevaleceu sobre os danos que o suspeito causou durante o cativeiro.

Obrigações da Ukraina

É claro que Ukraina é colocada em muito difíceis condições militares - geopolíticas - informativas, que são chamadas de "guerra hibrida". Também é claro que estamos limitados, no âmbito dos "Acordos de Minsk" e, apesar do entendimento comum de sua futilidade, quaisquer passos à direita ou à esquerda, são condenados - à abolição de sanções e retomada de hostilidades. Mas esta não é uma razão para inação, especialmente quando se trata de vidas humanas. Ukraina deve proteger os direitos de seus cidadãos, mesmo sob ocupação: tentar inclinar Rússia para conversações sobre o retorno de reféns e prisioneiros, e o cumprimento dos compromissos quanto à observância de direitos humanos.

Com a União Ukraina-Helsinki e do Grupo de Direitos Humanos de Kharkiv nós, por alguns meses trabalhamos na concepção de uma bordagem sistêmica quanto ao retorno de nossos cidadãos, ilegalmente detidos pela Rússia e aliados a ela grupos armados ilegais.

Principais disposições de conceito.

Se você tentar descrever a essência deste documento em uma frase, ela será: colocar os processos relacionados com todos os tipos de reféns e prisioneiros do conflito armado russo-ukrainiano sob a lei internacional, usando todas as possibilidades ainda não exploradas, propostas pela "lei da guerra", e também dividir as questões políticas e humanitárias a fim de despolitizar os últimos e privação de oportunidade da Rússia manipular com eles.

Primeiro de tudo, é necessário separar as questões humanitárias e políticas. Negociações para a libertação de todas essas categorias podem ser realizadas "sob a égide de Minsk", mas em uma plataforma humanitária apolítica, envolvendo direitos humanos e autoridades morais internacionais.

Nós também apoiamos a ideia da lei sobre territórios ocupados. om esta lei Ukraina também pode reconhecer, que "ATO", bem como a agressão na Criméia, é um conflito internacional, o que implicaria um compromisso de certos direitos em relação aos detidos do lado ukrainiano durante o conflito, que permanecem sob o nosso controle, estatuto adequado dessas pessoas, como atitude adequada a elas: de acordo com as convenções de Genebra.

A lei especial da Ukraina deve dar status aos reféns, prisioneiros de guerra e também às pessoas inseridas na Rússia por motivos políticos, o que também implica em atribuir-lhes uma série de garantias e compromissos do Estado ukrainiano.

Além disso, as Convenções de Genebra contém um mecanismo, que Ukraina, por enquanto, ainda não tentou aplicar - Bureau Informativo Nacional. Esta organização deve estabelecer um registro, que consolidaria informações sobre os detidos, tanto Ukraina quanto o país-ocupante e controladas por ele suas unidades subordinadas. Informações provenientes de diversos órgãos, fornecendo-as aos familiares, quando solicitadas. As informações do  Bureau nacional, em nossa opinião, é mais adequado criar na base do Conselho de Segurança Nacional - tendo em conta as funções e competência dessa estrutura.

Medidas adequadas devem ser exigidas também da Rússia. E a perspectiva desta rejeição não deve parar Ukraina.

Outro aspecto diretamente relacionado à proteção dos direitos dos cidadãos ukrainianos e - estrategicamente - questão de de-ocupação da Crimeia e do Leste  ukrainiano. Ukraina deve reunir provas, que poderá usar em cortes internacionais. O órgão para reunir provas, que une os esforços do setor público e privado pode tornar-se o Conselho de Segurança Nacional. Paralelamente, o Conselho de Segurança Nacional deve fazer lobby para introdução de sanções pessoais contra os "autores" dos fabricados casos criminais e aqueles, que usam a tortura e outros crimes contra os cidadãos ukrainianos.

. . . . .

Este é apenas um projeto de conceito. Claro, ele precisa de algum trabalho, detalhação de circunstâncias, "Aterragem na realidade", concordância com a legislação vigente. Compreendemos isto, bem como a situação atual e a atitude da Ukraina aos problemas dos presos - próximo da inatividade, especialmente na parte de "prisioneiros do Kremlin". 

Cada vez que nós queiramos adiar esse problema para amanhã, lembremo-nos que Vladimir Putin tem todas as chances de viver até os 80, e Oleg Sentsov, respectivamente, cumprir a pena de 20 anos.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 14 de maio de 2017

Imortal "ORK": Como o "Mundo Russo" distinguiu o 09 de maio na Ukraina e a o que isto levou.
Ukraina Moloda (Ukraina Jovem), 11.05.2017
Natália Lebid
A vovozinha de cabelos ruivos, ano após ano louva Stalin. Não está claro quando o SBU explicará à companheira a atual  "política  do partido e governo"?











Mil vezes certo Volodymyr V'yatrovych, que insiste na aprovação na Ukraina de um novo calendário de feriados nacionais.

Sem os odiosos de "maio", isto é, sem 1 e 9 de maio. Ao assunto, parece que a rejeição dos "dias vermelhos do calendário" assusta os simpatizantes do "mundo russo" muito mais do que o desmantelamento de monumentos soviéticos.

Não é de graça que no Instituto de Memória Nacional e no seu presidente, tornaram-se mais frequentes os ataques após a atualização da ideia de mudança na lista de feriados nacionais.

Por quê? Porque, nenhuma demolição de Lenin ou Schorsa não dá aos propagandistas russos tão brilhante quadro, como a multidão de insanos com a fita de "St. George, que esganiça sobre opressão, provoca, ataca e ao mesmo tempo se faz de vítima.

Mas, com esta multidão deve-se fazer alguma coisa.

Os feriados "deste ano" em Kyiv mostraram, que mesmo na capital da Ukraina, o "putinismo - cretinismo" floresce com impetuosidade. Sincero ou financeiramente motivado - isso deve procurar saber o Serviço de Segurança. 

Que, aliás, não revelou, atualmente, interesse pelos retratos de Stalin, arrastados por Kyiv pelo chamado "Regimento imortal.

Testemunhos da seita "grande vitória".

Sobre os acontecimentos de 09 de maio relatou somente a polícia. Resultado da "comemoração" dezenas de detidos em todo o país.

Em Kyiv, entre os detidos - representantes da OUN (Organização de Nacionalistas Ukrainianos - por alguma razão, desde o início, não havia dúvida, de que a polícia não iria prender aqueles, do outro lado das barricadas), a eles incriminaram vandalismo.

Em Dnipro - luta séria, agressão de "imortais" nos participantes ATO.

No Zaporizhia - briga também. Vários policiais feridos (um - na capital, outro no Zaporizhia, e os demais em Dnipro).
Sobre tudo isso noticiou o Vice-ministro do Interior, Sergei Yarovyi. 

Então, o que aconteceu? Mas aconteceu aquilo, que muito antes de 09 de maio  o canal "Inter", e com ele bastante duvidosas "organizações veteranas" intensivamente "espalhavam", o tema da marcha, que seria dirigida e encabeçada pelo "Regimento imortal".

A ideia de tal marcha - ainda em 2012 - a Vladimir Putin plantaram os jornalistas de um dos canais de Tomsk.

De acordo com o seu plano, devia ser uma caminhada de parentes mortos na Segunda Guerra Mundial, com retratos nas mãos.

Kremlin gostou do tema.

Ele foi inocentado de quaisquer sofrimento familiar e transformado em uma ação de propaganda puramente política.

Nos territórios pós soviéticos, bem como em algumas diásporas a participação em tal ação confirma a lealdade ao "passado comum" e louva o império que sofreu colapso em 1991.

Em Kyiv o organizador da marcha deste ano, do "Imortal regimento" apresentou-se uma tal de Helena Berezhna, que intitula-se "Diretor do Instituto de Política Legal e Segurança Social."
Anteriormente esta senhora entrou no noticiário com a intenção de abrir uma questão contra Oleg Skrypka, que criticou os ukrainianos russo-falantes.

Além de Helena, na marcha do "Regimento Imortal", esteve também sua amiga Iryna Berezhna - ex-"regional" 
(partido) que encabeçava a coluna.

Em certo lugar, com uma braçada de cravos vermelhos surgiu o seu colega de partido Nestor Shufrych (Foi deputado da Ukraina em 5 legislaturas. Historiador. Pobre Ukraina - OK).

E também - o deputado Vadim Novinskyi do "Bloco de Oposição", conhecido pelos seus sentimentos à Igreja Ortodoxa de Moscou. De fato, na marcha, não faltou sua presença.
Novinskyi, com sua expressão facial acentuada foi ao Parque da Glória com os metropolitas da Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou Onufrii e Anthony.
Os santos padres caminhavam de ambos os lados de Novinskyi como dois guarda-costas. Aliás, no canal já mencionado, "Inter", o deputado tem atitude mediatizada, pois o canal é próximo a seus partidários.

Também na ação "acenderam-se" os representantes da "Escolha ukrainiana" de Medvedchuk, embora o próprio compadre de Putin, por alguma razão não veio. (Possivelmente, Viktor Medvedchuk foi a Moscou - fazer companhia ao presidente da Federação Russa, o qual, este ano, foi ignorado até por Lukashenko e Nazarbaiev, e de todos os líderes mundiais, a Moscou veio apenas o chefe da Moldávia, Igor Dodon).
Para completar o quadro faltou apenas Natália Vitrenko (seu contraparte "vermelho) Petro Symonenko, neste dia, apresentava-se em Zhytomyr, por isso, na caminhada da capital não participou.

A progressiva socialista não teve sorte. Ela foi bloqueada em seu apartamento, e ainda pintaram a sua porta com várias cores.

Não esteve presente na ação (ou não foi visto pelos jornalistas) Eugene Murayev - líder d partido "Pela vida" e proprietário do canal NewsOne.

Na véspera, Murayev formulou seu encantamento por 9 de maio na coluna do autor no site "Strana. ua" (País - ua).

"Para o povo ukrainiano isto sempre será feriado. Ponto. E se algo com Europa nos une - isto é, o status dos vencedores, único para todas as antigas repúblicas soviéticas," - disse ao mundo o deputado de 40 anos.

OUN virá - colocará ordem?

(OUN - Organização de Nacionalistas Ukrainianos). Com a palavra, contingente dos "celebrantes" clara e inequívocamente sinalizava, quem foi o primeiro beneficiário do vermelho-regional sabat em Kyiv.

O último, aliás, foi nomeado pelo presidente Petro Poroshenko "modelo requintado de especulação política sobre os sentimentos das pessoas".

Mas, apesar de tudo, o presidente participou das celebrações como no dia 08 (Dia da memória), e dia 09. "As memórias amargas sobre aqueles anos não nos abandonam, elas cuidadosamente são transformados de geração em geração.

O feriado é e será, mas nós não o comemoraremos segundo cenário de Moscou", - disse Poroshenko.

O tradicional meio a meio do nosso presidente não agradou à parte pró-ukrainiana da sociedade e estimulou a pró-russa a um comportamento mais arrogante.

E, portanto, não surpreende, que em Kyiv aos oponentes do "Regimento Imortal" não agiu o poder (através de suas agências de aplicação da lei), mas a Organização dos Nacionalistas Ukrainianos (OUN).

No entanto mostrar-se plenamente a OUN não permitiram (talvez até tenha sido melhor, porque do contrário, não conseguiriam evitar derramamento de sangue).

O escritório da Organização, na rua Mazepa, de manhã, 09 de maio cercou a polícia, os nacionalistas foram bloqueados para que não pudessem abandonar o local até o final da caminhada.

À OUN jogavam das janelas as chamas, gritavam os slogans "Revolução", "Liberdade ou Morte", "Komunyake na hillyaku. (Comunistas no galho - o que significa forca - OK) e cantavam canções patrióticas.

No entanto, não se pode afirmar, que a polícia nos arredores do parque Glória não agia nem um pouco. Os policiais suavemente exortavam os cidadãos para retirar as fitas de St. George.

Também tentavam reeducar aqueles que tinham foices e martelos , que traziam pendurados em si mesmos.

A atitude muito cautelosa aos infratores seria engraçada, se tudo isso não fosse muito triste.

Ao mesmo tempo, os policiais cercaram alguns rapazes com a bandeira ukrainiana, da organização "CIЧ", que gritavam "Glória a Ukraina!".

No geral os incidentes não eram duradouros, porém, isto foi suficiente para ilustrar certas tendências negativas.
Quando o cortejo chegou ao Parque da Glória e começou a depositar flores na Chama Eterna houve brigas - uma das quais foi devido a uma tentativa de tomar dos ativistas pró-ukrainianos a bandeira vermelho-preta. As partes começaram a atirar cravos, uns aos outros, mas esta guerra de flores terminou logo.

Causou grande controvérsia a presença de símbolos proibidos: um padre da igreja de Moscou na Ukraina (UOC-MP) fixava "fitas de St. George" nos retratos dos participantes que morreram na Segunda Guerra Mundial, e no meio da multidão foram vistos retratos de Stalin e Zhukov.

Outras consequências dramáticas aconteceram em Dnipro. Nós terminamos com a palavra do diretor do Instituto da Memória Nacional Volodymyr V'yatrovych.

"8 e 9 de maio impressionou mais a diferença das comemorações. No primeiro dia - paz, respeito mútuo, atenção a todos os veteranos. Segundo dia - tensão, intolerância mútua, politização. Isto porque 9 de maio até hoje acontece no formato especificado por Moscou. Porque, ao governo russo este dia é necessário para demonstrar ao mundo todo a força de sua influência no espaço pós soviético.

A força do império repousa no antigo - divide e impera. Para separar-se dos efeitos nocivos, prevenir manipulações, impedir manipulações externas e aproveitamento para fins políticos, a memória dos mortos na última guerra, a liderança da Ukraina deve dar mais um passo corajoso - mover todos os eventos públicos para 8 de maio". 

Isto já foi proposto dor Volodymyr V'yatrovych a um ano atrás, no entanto, a carroça está no mesmo lugar. O que impede a liderança da Ukraina movê-lo do lugar - a questão parece retórica.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Rússia aproveita "Regimento imortal" e UOC-MP (Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou) para ocupação ideológica. (Entrevistado Alexandre Donii, político e ativista social, historiador).
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 09.05.2017
Inna Kuznetsova

Ukraina comemora o Dia da Vitória sobre o nazismo. De manhã do dia 9 de maio, em todo o país realizaram-se cerimônias em memória das vítimas por ocasião do 72º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial.
Especificamente a solene procissão liderada pelo presidente da Ukraina passou pela Alameda da Glória Militar ao túmulo do Soldado Desconhecido. Em muitas cidades e aldeias também realizaram-se ações do chamado "Regimento Imortal". Elas foram organizadas pelos políticos do "Opobloco" (Bloco de Oposição), ativistas de organizações pró-russas. Durante a realização das ações, no Memorial da glória eterna no centro de Kyiv, houve empurra, empurra e uma briga verbal entre os representantes de organizações nacionalistas e participantes da ação"Imortal Regimento". Confrontos também houve em Dnipro (ex Dnipropetrovsk, cidade) e Zaporizhia. 
Segundo a polícia, no total das ações no país, por ocasião do Dia da Vitória participaram no país mais de 50 mil pessoas.

Inna Kuznetsova: Sr. Donii, para você, o que significa o dia de hoje?

- Hoje eu e mamãe estivemos no cemitério, no túmulo do avô. Meu avô era oficial de artilharia, de carreira. Ele participou das batalhas ao redor de Kaliningrado. Ele perdeu a esposa e filha. Para ele, este dia foi decisivo. Ele não falava sobre a guerra, apenas mencionava ocasionalmente. 
Os meus dois avôs lutaram , e também, a vovozinha, e ainda, a outra vovozinha cavava trincheiras, como muitas pessoas jovens. Portanto, para minha família, a Segunda mundial passou diretamente através da família.

Alexander Donii
Ao mesmo tempo 09 de maio é símbolo para União Soviética e, consequentemente, para Federação Russa em sua luta ideológica. E aqui, na Ukraina é um problema. De um lado a memória sobre enormes quantidades de vítimas da Ukraina, do outro - utilização deste símbolo e desta guerra com a finalidade de restauração do império russo. Ukraina precisa encontrar seu caminho, para lembrar a guerra e honrar suas vítimas, tolerar as vítimas dos outros e, por outro lado resistir à luta ideológica e propaganda russa.

- Em Donetsk, já teve lugar a ação "Regimento Imortal", na qual carregavam fotos de militantes mortos, até mesmo carregavam o retrato do czar Nicolau II.

- "Regimento Imortal" - é extremamente talentosa ideia do lado da Rússia para realização de sua missão usando a ideologia e 9 de Maio, e da Segunda Mundial sob o nome "Grande Patriótica", com a finalidade ideológica no início, e depois a ocupação territorial de estados independentes, que localizam-se no perímetro da Rússia. Em continuação, como torna-se visível, esta ideia pode ser aproveitada com a finalidade de aproveitamento da diáspora russa no mundo todo.

O assim chamado "Regimento Imortal" vemos claramente, quando as forças pró-russas concentram-se em uma única coluna

E em Kyiv, no Podoli, na rua Sahaidachnyi funciona até agora o Centro Cultural russo, aonde diariamente vai um caudal de cidadãos ukrainianos, incluindo escolares, sempre com pacotes - com presentes, com doutrinação ideológica.

Poroshenko diz coisas certas sobre "Imortal regimento", mas na verdade conduz à cooperação humanitária, econômica e política com Putin. E a questão não é apenas sobre a fábrica de Lepetsk (É a tal fábrica de doces de Poroshenko na Rússia. Acabo de fazer pesquisa no Google, porque Poroshenko fala, desde o início de sua presidência que vai vendê-la. Pois bem, segundo artigo do dia 26.04.2017, no dia  lº de abril a produção parou. Todos os trabalhadores, (são aproximadamente 700, começaram dispensar, de 80 a 100 por dia. Hoje já é o 3º dia (26 de abril). Ainda restam 400. É, também diz, na mesma página do Google, que Roshen venderá a fábrica de Donetsk - OK).

Até agora não se atreveram a romper relações diplomáticas, nem mesmo introduzir o regime de vistos. Os agentes russos, como por um quintal transitável, passa pela fronteira russo-ukrainiana e pode aqui aprontar o que quiser.

- Hoje, aliás, acidentalmente fizeram um vídeo em Kyiv-Pechersk Lavra, onde as vovozinhas, com banners da igreja cantavam canções russas, incluindo "E à Rússia para casa quero - eu, a muito tempo não vejo a mãe." Isto soa com muita crueldade no momento em que os ukrainianos morrem no Donbas!

 - Para o governo ukrainiano, que não cancela nem a ligação de transporte com a Rússia, não soa cruelmente. Quase em todas enormes estruturas religiosas, que pertencem à Igreja Ortodoxa Ukrainiana (Patriarcado de Moscou), há os tais chamados "passeios de peregrinação". Em Feofania, no parque Golosiivskyi, anúncios em todos os locais - Petersburgo, e outras cidades russas. Durante os "tours" estupeficam as pessoas que acreditam, que os ukrainianos, bielorrussos e russos - são a única nação.

Pergunta: de onde surgiram os colaboradores no leste e na Criméia? Nós devemos compreender, que a geração mais velha já é muito difícil convencer. É necessário dar cultura à geração mais jovem, para que eles não se submetam às provocações. Isto não deve ser feito à força, mas pelo caminho educacional.

- Quando se trata de reconciliação - como regra, falam daqueles que lutaram há 70 anos no exército soviético, e aqueles que lutaram nas fileiras do UPA... (UPA - Exército Insurgente Ukrainiano - OK).

- Ainda mais. Na realidade hoje não são muitos. Memória também sujeita-se a reconciliação. A questão não é apenas, em que exércitos lutaram os ukrainianos. Parte lutou nas unidades alemãs. Em Putevli,  em Chernihiv houve o destacamento de Kovpak, principalmente de pessoas, que foram enviados através da fronteira russo - ukrainiana. Mas a cidade vizinha, Burin, deu o batalhão policial que serviu os alemães. Burin - mais etnicamente ukrainiano, onde houve Holodomor (morte pela fome) muito maior. Havia a ilusão em grande parte dos ukrainianos, que os alemães podem ser aliados, como em 1948 - enquanto não viram, como é, verdadeiramente o regime alemão. Falar sobre a reconciliação dos ukrainianos, que se encontraram nos diversos lados das barricadas, mas com o pensamento sobre tudo o que é bom para Ukraina, para a nação, para as terras ukrainianas é indispensável. Porque os ukrainianos também estiveram no Partido Comunista.

Estamos agora confrontados com a questão da prescrição de uma nova ideia nacional. Temos a ilusão que já foi traçada no 19 - início do século 20. Ukraina está diante de novos desafios, incluindo a necessidade da nação, mas com seu próprio projeto.

Há o respeito à cultura ukrainiana, mas há as questões de tolerância ao outro, coexistência de diversos grupos étnicos, religiosos, se eles não contradizem à própria existência do Estado ukrainiano, como, por exemplo, Igreja Ortodoxa Ukrainiana (Patriarcado de Moscou), que nem sequer reconhece a existência da igreja autocefálica no território da Ukraina. Ainda mais, não quer traduzir a Bíblia para o idioma ukrainiano. Nós precisamos aprender a viver juntos, tolerar uns aos outros, ser melhor um com o outro. E aqui não é apenas sobre a reconciliação de 8 e 9 de maio.

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 9 de maio de 2017

Erva daninha.
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 09.05.2017

Acontecimentos em Kyiv:

 "Fita de São Jorge" símbolo russo, muito difundido também na Ukraina pelas  pessoas russificadas.  Simboliza a Grande Vitória na Segunda Guerra Mundial.
A fita é distribuída por voluntários, antes de 9 de maio, principalmente pelos sobreviventes da II Guerra Mundial.
Nos policiais jogavam ovos e  "chachka" (pedra, petardo fumígeno).
Foram detidas duas pessoas que tentavam oferecer as "Fitas de S. George".
As pessoas idosas usavam as Fitas, que foram requisitadas pelos policiais.                                                 
Uma pessoas que segurava um cartaz com as "Fitas de São George" foi levada à polícia para explicações.
Um pequeno grupo de jovens, com o símbolo da "OUN" (Organização Nacional da Ukraina), com bandeiras, convocava as pessoas contra as ações das forças pró-russas. Outras seguravam placas com dizeres: "Não permitiremos a marcha dos comunistas".
Mas, a polícia acabou com as provocações. Segundo dados, os participantes da ação: "Ninguém foi esquecido, nada foi esquecido", conta aproximadamente 3 mil pessoas.

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 09.05.2017

Senadores dos Estados Unidos, do Partido Republicano e Democrático, pedem a Tramp encontrar-se com os líderes ukrainianos e Petro Poroshenko antes das conversações com Putin. Eles consideram que o encontro com os representantes da Ukraina, escolhidos democraticamente, será um bom sinal que USA continuam dar prioridade aos antigos aliados e que Washington deve aumentar o apoio aos institutos e governos que ajudam conservar a existente ordem internacional.

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 28.04.2017

Gerashchenko, representante de subgrupo humanitário, em reunião com o Embaixador da Alemanha para Ukraina, disse que há 127 reféns ukrainianos, nos territórios ocupados da Donetsk e Luhansk.

A Cruz Vermelha opera com um terço a mais que o SBU (Serviço de Proteção da Ukraina), de desaparecidos, sem notícia, na ATO. Exatamente, quantos soldados ukrainianos desapareceram não se sabe.

O Serviço de Segurança da Ukraina contou, que faltam na área ATO 411 pessoas. Cruz Vermelha lançou um programa para familiares de desaparecidos.
Desde junho de 2014 procuram Vitali Komissarov, que à noite voltava do trabalho no restaurante de Slov'iansk. Ele estudava e trabalhava. Com política não ocupava-se - diz a avó. 

Em maio, , também do ano de 2014 não conseguem encontrar Vasily Nesterenko. Ele desapareceu em Kramatorsk, na repartição da milícia quando foi dar queixa sobre a apropriação do carro pelos militantes. 

Na Cruz Vermelha confirmam que em 2014 houve o maior número de pessoas desaparecidas - tanto militares quanto civis.
A missão procura em ambos os lados da linha de frente. O programa de pesquisa tem 607 casos de pessoas desaparecidas, cujos parentes apelaram para a organização. A quantidade de pessoas desaparecidas ninguém sabe, dizem os peritos.  As principais direções da procura - hospitais no território ocupado, reféns, tropas de combates e mortos não identificados. Os últimos identificam pelos testes de DNA dos parentes, mas ainda 214 sepulturas são de vítimas não identificadas.

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 27.04.2017

A união das mães de soldados da Federação Russa: No Donbas morreram cerca de 1.500 soldados russos. No mínimo. (Putin nega a presença de russos no conflito - OK).
Assim considera a chefe da União dos Comitês de Mães de Soldados Russos Valentina Melnikova (Neste número não entram os combatentes pagos pela Rússia, cujo número é muito superior, de acordo com outras publicações).

Segundo Melnikova, a preocupação não é com os números, uma vítima nesta situação já é ruim. Segundo história do Comitê, esta já é, sexta guerra, e dados nunca houve. Anteriormente havia documentos para seguro.

No caso da guerra com Ukraina, tudo é ilegal - "nossos amigos" decidiram criar, no final de 2014, uma unidade especial, através da qual passam os documentos dos militares russos para registro do seguro. E isto é tudo.

"A repartição que sabia, quem e onde morreu, também fechou no início de 2015. Portanto, nenhuma informação", - disse ela.

"Eu não acredito em sites que publicam algumas fotos e cifras de russos mortos na Ukraina. Imagino que é pura ficção" - acrescentou.

De acordo com Melnikova "os únicos que podem citar quaisquer perdas, mais ou menos corretas - são médicos militares. Nos hospitais de Rostov, de Volgogrado e Novocherkask" - disse ela. 

"Eu acredito que as perdas da Rússia na Ukraina não são menos que a metade das perdas do exército ukrainiano. Quantos ukrainianos morreram em três anos? Cerca de três mil (Segundo dados oficiais do Ministério da Defesa da Ukraina - 2652 mortos ukrainianos em 3 anos de guerra, - "Verdade Ukrainiana").

Então 1.500 mortos do lado russo - é o mínimo, e quase 5 mil feridos, e talvez mais", - acrescentou Melnikova.
No entanto, ela acrescentou que saber "o número exato não é possível." 
"Tudo começará depois, quando a guerra terminar, quando o sobrevivente começará exigir compensação. As famílias das vítimas também vão exigir. Então tudo ficará claro.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 7 de maio de 2017

Estranhos não há: Como morador de Kherson sozinho educa dez filhos adotivos.
Ukraina Moloda (Ukraina Jovem), 12.01.2017
Irena Karpa

Desde que Roman Voloshchuk, 47 anos, e seu pai criaram um lar do tipo família, o Novo Ano e Natal tornaram-se feriados favoritos de toda a grande família, aonde existe um verdadeiro "reino dos homens".

As crianças reconhecem, que o pai adotivo é o melhor professor, que em hora difícil resolve seus problemas melhor, que em seu tempo faziam suas mães.

Dez dedos de uma mão.

Criar uma casa incomum, tipo-orfanato, Roman Petrovych foi obrigado pelo destino. Aconteceu em sua vida, que a mais de dez anos atrás, seu próprio filho afogou-se, não atingindo três anos de vida.
Depois Roman divorciou-se, e outros relacionamentos sérios não realizavam-se. Mas, ele logo saiu da depressão, recebendo os primeiros filhos adotivos.

Quando se olha para os rostos felizes dos membros mais jovens da família, é difícil acreditar que todos eles passaram pelo inferno, em sentido literal desta palavra.

Cada um deles veio a Roman Petrovych no momento de grande crise em sua vida: a alguns já deviam legalizar a deficiência, e alguns foram forçados a fugir de seus pais, já que eles amavam mais o álcool que a seus próprios filhos.

Mas o próprio Roman Voloshchuk admite: estas crianças deram-lhe asas - a alma do homem floresceu, quando compreendeu que as crianças deram sentido à sua vida.

Enquanto isso surgiu para ele uma mulher: jovem vizinha Tatiana, que também assumiu três crianças, e já por um bom tempo mantém um bom relacionamento com a família Voloshchuk.

- Nós, por enquanto somos apenas amigos com Tatiana - diz o pai Roman Voloshchuk. - Não arriscamos viver juntos, porque nós dois temos bastante filhos, mas as férias e os feriados passamos todos juntos!

Soube-se, que anteriormente Tatiana trabalhou como carteiro na aldeia, e sempre olhava para Roman, porque ele - um homem bonito, no auge da vida.
Olhava - olhava, e levou para sua casa, para cuidar, duas criancinhas. A mulher logo compreendeu que consegue cria-las não pior que outras pessoas. Com o tempo, sua família adotiva começou crescer lentamente.

- Tatiana consegue lidar bem com a situação porque ela, por natureza - uma pessoa muito boa, - diz Roman Voloshchuk. - E essas crianças precisam do calor dos nossos corações. Eles, por isso mudam para melhor, mesmo quando no início, vem até nós em condições que os médicos chamam de "negligência educacional".

- No início Tatiana pensou um ano, depois decidiu-se e escreveu a declaração para criação de casa da família, tipo minha. Nós juntos passamos por todas as instâncias, meu apoio e experiência a ajudaram na solução rápida do problema. Agra vivem na casa de Tatiana sete filhos adotivos, quatro meninos e três meninas.

- Distinguimos, que o estado paga por cada filho adotivo dois mínimos de sobrevivência por mês. Esperamos, que no ano novo, a nós também aumentarão um pouco os "infantis", e então nós nos permitiremos um descanso nos Cárpatos.

Felicidade nos olhos das crianças.

Em apenas na região de Boryslav, na região de Kherson, já criaram 13 casas de família, do tipo familiar onde, no início, há 71 crianças.

Graças ao entusiasmo de Roman Voloshchuk todos eles se comunicam, comemoram os feriados e trocam experiências. De acordo com o pai de muitos filhos, o estado está interessado no fato, de que as pessoas boas levem as crianças e as eduquem. 
Afinal, os internatos não recebem financiamento total. E muito melhor compõe-se o destino das crianças que crescem nas famílias, onde são realmente queridos.

 - Quando nós conversamos na última vez com você, você tinha apenas seis filhos, aonde pegou mais quatro?

- O mais novinho Petryk eu peguei de uma família disfuncional, assim que criei a casa do tipo familiar - lembra Roman Voloshchuk, - Depois vieram Sasha, Mykhailyk e Vitalik. Os funcionários do serviço nas questões de menores me pediram para pegar estas crianças . Petryk já havia passado por duas famílias anteriores: o menino não conseguiu adaptar-se com famílias anteriores, mas conosco já vive três anos, tudo com ele esta bem, graças a Deus. 
- Os dois irmãozinhos, Sasha e Mykhailyk, anteriormente viviam com uma família, mas algo não deu certo com a mãe e, como resultado, as crianças estão aqui.
O último menino, Vitali, recebeu de seus pais um grande trauma psicológico, porque diante de seus olhos o pai matou sua mãe. A criança, por um longo tempo precisou comunicar-se com os funcionários de órgãos de proteção: dar testemunhos e ir para o lugar do crime.
- Depois do choque vivido, até planejaram entregar a criança para um hospital psiquiátrico. Mas, no último momento, os assistentes sociais decidiram pedir ajuda para mim. Disseram diretamente: "Leve-o para si, porque você sempre consegue encontrar um diálogo comum com as crianças!"
- Fazer o que, tive que trazê-lo, e realmente, depois de algum tempo, o médico constatou que a criança começou falar normalmente e comportar-se com mais equilíbrio.  Agora o jovem sonha com uma boa profissão no futuro, por isso estuda muito na escola. A glória encontrou o herói do nosso tempo.

Roman Voloshchuk, não frequentemente torna-se herói de prêmios populares, mas a alguns anos atrás, no show "Ukraina Fala" ele foi galardoado com o prêmio de 75 mil "hryvnias", como pessoa que foi capaz em realizar seu sonho.

O dinheiro, o pai de muitos filhos investiu na construção e uma parte gastou na compra de equipamentos de informática para as crianças. Afinal, eles não devem sentir-se em desvantagem.

Agora todos os membros dessa grande família sonham juntos comprar ou receber de presente um micro-ônibus, para ser possível a toda a família sair de férias para o Mar Negro ou os Cárpatos.

- Nós nos esforçamos para ganhar mais, criando frangos que vendemos e o dinheiro guardamos, é claro, queremos viajar um pouco, - reconhece Roman Voloshchuk. - Por enquanto viajamos várias vezes para o Mar Negro, para Sywash e para Strilka Arabatska. Também as crianças gostaram muito do Zoo Mykolaiv e do Shoping Center em Kherson.

Receitas de celebração de Roman Voloshchuk

Nesta grande família cozinhar nos feriados sempre lembra um mágico ritual culinário. Normalmente, preparam um grande lúcio recheado, (peixe, que pode chegar a 1,5 m e cuja carne é muito apreciada, por toda a família. Comum nos rios europeus - OK) muitas verduras com frango, abacaxis e legumes de sua horta. As crianças, com prazer, ajudam retirar a casca das batatas e cortar as verduras. Mas o serviço principal no fogão executa Roman Petrovych. 

- Nós temos nossa tradição de família - lembrar os desejos no Ano Novo, para que aconteça - diz Roman Voloshchuk. - Fazemos assim: em 31 de dezembro, até às 23:00 acompanhamos o ano velho sob comida normal, mas com o primeiro segundo do ano novo servimos bolo e doces, para que o próximo ano também seja favorável a nós e que as crianças tenham uma "vida doce".

- E assim, os meninos durante o mês inteiro recolhem voluntariamente e separam todas as balas e doces, que recebem nos concertos e festas. Depois, em pedaços de papel escrevem seus desejos e guardam com a embalagem de cada doce ou bala. Depois, todos estes doces nós derramamos na mesa do Ano Novo e remexemos. As crianças escolhem os doces com os desejos e observam o que cada um recebe.

- Os meus olhos enchem-se de lágrimas, quando vejo que os meninos, muitas vezes, pedem saúde ao pai. Muitos também pedem um telefone celular, alguém pede uma viagem até o mar e alguém deseja que o micro-ônibus apareça logo nesta família. Eu estou certo de que todos estes desejos das crianças, obrigatoriamente, se realizarão posteriormente.

- O ano 2017 apenas começou, o que você espera dele?

- Tenho forte esperança, de que o nosso país virá a paz e a prosperidade, - continua a sua história o pai de muitos filhos Roman Voloshchuk, - Mas também penso, que não está longe o final do Ano Escolar das crianças. Pedro termina a 9ª série, e Vasyl a 11ª. Pelos rapazes espera o estudo em Faculdades, e para mim é muito importante que eles façam escolhas certas na vida. Vaselko planeja entrar numa escola médica, para depois ter a possibilidade estudar medicina. Mas Pedrinho está propenso ir para escola técnica de eletricidade. Já o mais velho, Vitalik de 18 anos, estuda para torneiro. Assim, neste verão, nossa família terá três estudantes. (Os alunos do 1º grau recebem o nome de "shkoliari" (escolares)

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Verdade Ukrainiana, 03 de abril de 2017
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu Viktor Yanukovych sobre seu apetite por Donbas e Criméia.
Sobre isto, Gennady Moskal, chefe da Administração Regional de Transcarpathia, referindo-se às suas fontes, disse: 
"Quando iam assinar o acordo (Acordo sobre o empréstimo de três (3) bilhões a Yanukovych, no apagar das luzes de seu governo). Empréstimo que Ukraina não reconhece, mas Putin está cobrando na justiça. Nesta ocasião Putin teria dito: Jamais as fronteiras da Rússia estarão junto às fronteiras da UE e OTAN. "Você precisa de dinheiro, tá, pegue 3 (três) bilhões, vá e dirija, mas, apenas você experimentar assinar algo, (assinar a entrada da Ukraina
na União Européia) eu pego Criméia, Donetsk, Lugansk, Kharkiv, Mykolaiv, Odessa e Zaporozhe"! - comentou o governador.
Depois disso, Yanukovych reuniu algumas pessoas para discutir o assunto. E, uma dessas pessoas contou a Moskal.
Moskal pensa, que Ukraina não recuperará nem Criméia, nem Donbas. (Moskal não é um político que fala bastante, portanto... OK).

Putin entrou na justiça para recuperar estes três bilhões. O tribunal inglês não apoiou a posição da Ukraina, mas permitiu recurso, segundo o Ministério das Finanças. O juiz descreveu, claramente, os atos de agressão econômica, política e militar causados contra Ukraina, de modo a causar "grande preocupação". E reconheceu, que "... Ukraina pode apresentar forte argumento no sentido de que, o impacto econômico de ações militares da Rússia na Criméia e leste da Ukraina, consiste em que, a possibilidade do Estado para cumprir as suas obrigações sobre os títulos é severamente limitada. No entanto, ele observou que a questão é complexa. (Os políticos ukrainianos dizem que este dinheiro Yanukovych não gastou para Ukraina, e  realmente, não houve tempo para gastar, mas o empréstimo foi feito para Ukraina).
O juiz deferiu o pedido de recurso da Ukraina e encaminhou a apelação, suspendendo, temporariamente, a execução da decisão.

Tradução: O. Kowaltschuk

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Reunião de "reservistas" do grupo "DNR" - explosão da patrulha da OSCE
Rádio Svoboda (Rádio Liberdade), 01.05.2017
Andrew Diktiarenko e Daniel Bogachev

Funcionário especial da OSCE da missão de monitoramento morreu na Ukraina apos a explosão do carro, próximo à aldeia Pryshyb - Luhansk








Funcionário especial da OSCE, (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) na missão de monitoramento da OSCE na Ukraina morreu após a explosão do carro, próximo à aldeia Pryshyb - Luhansk.

No início de abril os lutadores do agrupamento "DNR" reuniram a chamada "reserva" para "treinamento militar", Após algumas semanas o carro da "OSCE tornou-se vítima da guerra hibrida no Donbas. Os especialistas supõem  que os militantes puderam minar o carro da OSCE para cessar a atividade da missão e trazer o proibido armamento para a frente.

https://www.youtube.com/watch?v=VDpnrFTIDLw&feature=youtu.be

Em 06 de abril, na região do morro Saur-Mohyla (Saur - Túmulo), situado no território controlado pelos militantes, na região de Donetsk, realizaram-se "treinamentos militares". Participaram dezenas de milhares, incluindo as moças. Não faltaram os obrigados atributos militares: alinhamento, fileiras e autômatos Kalashnikov. São as chamadas "reuniões de reservistas" - sobre eles anunciou Alexander Zakharchenko, líder do grupo "DNR", que é considerado na Ukraina como terrorista.

"No Donbas luta não somente o nosso "exército". No Donbas luta todo o nosso povo", - declarou o líder dos militantes Alexander Zakharchenko durante o "encontro".

Jornalistas do programa "Donbas Realidades" decidiram verificar, se realmente "todo nosso povo", sobre o qual disse o líder dos militantes, voluntariamente participou nas assim chamadas "reuniões dos reservistas".

O morador de Makiivka, que é controlada pelo agrupamento "DNR", contou aos jornalistas do programa, que pessoalmente observava, como na Saur - Mohyla, voluntariamente - obrigatoriamente "dirigiam" seus conhecidos.

As chamadas "reuniões dos reservistas" "DNR" na região de Saur-Mohyla. Vídeo Youtube pró-russo "Primeiro Canal Republicano".
"Eram, em sua maioria, estudantes. A eles, anteriormente enviaram formulários, que tais reuniões serão realizadas. Eles precisavam preencher alguns questionários e fornecer dados do tamanho de roupas e sapatos". Todas estas pessoas foram avisadas que a rejeição a estas reuniões será considerada como "deserção", - disse o morador de Makiivka aos jornalistas de "Donbas Realidades".

"Eu tive a possibilidade da recusa" - participante da reunião.

No enanto, no Donbas, nem todos acreditam em tal "obrigação".

"Isso é um absurdo, claro. Como você pode, a força, reunir as pessoas? Bobagem", - diz o morador de Donetsk..

Um dos participantes diretos da chamada "reunião de reservistas", do agrupamento "DNR" disse que eles foram parcialmente voluntários.

Participante da chamada "reunião dos reservistas agrupamento "DNR"

Parte veio numa base voluntária... Eu fui convidado pessoalmente, por assim dizer. Isto é, eu tive a chance para recusar, mas eu concordei", - disse o participante da reunião.

Mas nem todos concordavam. Aqueles, que se recusavam da participação na reunião nas minas do não controlado Donbas "convidavam para conversar", diz ativo sindicalista Nicholas Volynko.

"Chamaram para briga, publicamente fendiam e humilhavam.  E dispensavam do trabalho porque eles não foram à Saur - Mohyla, quando reuniam esses "reservistas" - diz o presidente do Independente Sindicato dos Mineiros do Donbas Nicholas Volynko.  
A patrulha da missão da OSCE explodiram, para parar sua atividade - diz o especialista.

Que com a ação na Saur - Mohyla nem tudo é simples, confirmou a missão da OSCE. Observar a reunião dos "reservistas" não lhes deram os combatentes.

Primeiro vice-chefe da CMM OSCE na Ukraina Alexander Hug. (CMM - abreviatura do inglês "Social Media Marketing").
"Neste dia,nós observamos grande quantidade de carros em Donetsk e outros comboios próximos da cidade. No local dos acontecimentos, próximo Ternovey, o trabalho da missão bloquearam pessoas da chamada "DNR". A nós negaram acesso", - disse Hug. Já depois de algumas semanas a própria OSCE tornou-se vítima da guerra hibrida no Donbas. No território não controlado, o veículo - patrulha rebentou devido a um arranjo explosivo. Morreu um observador dos EUA, e houve dois feridos.

A explosão da patrulha da OSCE, possivelmente foi projetada, para suspensão, por algum tempo, de sua atividade. Cessaram o patrulhamento para, à frente pudessem trazer veículos blindados, proibidos por Minsk II diz, do grupo de peritos militares, "Resistência Informativa "Yuri Karin. 

"À noite, aqui transitam veículos blindados" - diz o residente de Makiivka.

Que a reunião na Saur - Mohyla também podia ser cobertura de informações, dizem os moradores locais. Em particular, que a qualquer momento, sob a aparência da chamada "reserva", na dianteira poderão enviar tropas regulares. 
"Disfarçar os soldados russos em uniforme local, na prática não apresenta nenhuma dificuldade. À noite aqui, inclusive através de Makiivka e Donetsk passam veículos blindados - para a linha da frente, não para desfile de 9 de maio", - diz um residente de Makiivka.

Talvez, Kremlin prepara-se para uma guerra em grande escala e mascara seus militares na zona do conflito. Sobre isso falou nestes dias o chefe da Segurança Nacional e Defesa da Ukraina Alexander Turchenov.

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 2 de maio de 2017


NOTÍCIAS DA UKRAINA:
Jornais ukrainianos, 02.05.2017

Primeiros ensaios da Eurovisão: impressionaram o palco e a qualidade do som.
O Festival Eurovisão da Canção, este ano acontece na Ukraina (a vencedora do ano passado foi uma ukrainiana - OK)).
A principal arena já abriu suas portas às primeiras delegações dos países-participantes e aos meios de comunicação ukrainianos e estrangeiros. 
Já se encontram na Ukraina e realizam ensaios os representantes da Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Geórgia, Portugal, Finlândia, Suíça e Montenegro. Os competidores já realizam ensaios e estão impressionados com as capacidades técnicas e qualidade do som.
O centro de imprensa tem capacidade para até 2.000 pessoas. Os organizadores cumpriram todas as exigências Europeias de Rádio-difusão , então atende aos mais altos padrões. Eles são confortáveis e seguros. O representante da delegação da Finlândia, Ancci  Aytia disse que está impressionado e, especialmente, elogiou a anfitriã Julia que ajuda e é muito amável. Ele espera que sua equipe chegue ao final e então, todos estarão muito satisfeito com a competição e com permanência em Kyiv. Porque a capital da Ukraina é uma cidade maravilhosa, onde você pode, lindamente, passar o tempo", finalizou ele. 


                                                                     XXX

Atualmente, não há necessidade de um novo acordo para estabelecer a paz na Ukraina, - disse Ângela Merkel numa conferência de Imprensa após conversar com o presidente da Federação Russa Vladimir Putin.









"Eu não considero adequado estabelecer um novo acordo", -disse ela. Segundo suas palavras, ela não está satisfeita com a tendência de separação das regiões orientais da Ukraina.
"A expropriação de empresas, bloqueio de transporte e outras questões é necessário estudar com cuidado e fazer todo o possível, para voltar tudo para Ukraina", - acrescentou ela.

"Nós, certamente, queremos garantir que Ukraina receba a possibilidade de acesso à sua fronteira - isto faz parte dos Acordos de Minsk - e, em seguida garantir uma solução pacífica, direcionada às eleições locais. Isto ainda não conseguimos, mas isto não significa, que nós podemos esquecer o acordo existente e passar para construção de um novo acordo", - disse Merkel.

"Meu pedido para o presidente russo consiste em fazer todo o possível para garantir a sua aplicação". - e também Merkel acrescentou, que gostaria remover as sanções anti-russas após a execução dos Acordos de Minsk.

Ela também declarou que não há necessidade de substituir a missão da OSCE na Ukraina (Há poucos dias o carro em que a missão viajava na Ukraina, sofreu uma explosão - um de seus participantes morreu) pela missão da ONU, porque outro formato não trará maior benefício.

"Nós acreditamos que o trabalho da OSCE é muito importante", - acrescentou Merkel.

Tradução-resumo: O. Kowaltschuk