terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Últimas notícias - 17.02.2015

Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 17.02.2015
Rússia transferiu para Ukraina 12 BMP e 54 caminhões com munição. Isto entrou pela cidade Izvaryne, Luhansk, segundo o porta-voz Andrii Lysenko. Ele também avisou que o inimigo continuou o reconhecimento aéreo usando veículos aéreos não tripulados BPLA (Aparelho letal não tripulado) e que foi visto a 40 metros da margem na região de Yalta em Donetsk, e foi abatido.

Foto de um BMP
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 17.02.2015
O adido do Ministério das Relações Exteriores da Lituânia Kyastutis Vashkelyavichyus respondeu a Moscou, sobre o comentário, que a Lituânia, com ajuda militar a Ukraina ameaça a paz:
 "A maior ameaça à paz da Ukraina representa a Rússia que fornece armas, com as quais destroem as cidades e matam militares e cidadãos pacíficos, - disse o lituano.

Ukrainska Pravda, (Verdade Ukrainiana), 17.02.2015
Em Paris ainda acreditam que a trégua na Ukraina funciona. "No geral, neste momento, podemos dizer que o cessar fogo é respeitado. Pelo acordo no papel, e a situação local, há algumas diferenças", - escreveu no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros Laurent Fabius.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 16.02.2015
Durante o último dia, com a realização da operação anti-terrorista morreram 5 militares e 25 foram feridos.

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 16.02.2015
No primeiro dia de "silêncio" houve 112 bombardeios do lado dos militantes: do sistema reativo de foguetes simultâneos (MRLS), dos tanques, da artilharia e morteiros. Debaltseve foi o mais visado recebendo 88 ataques. Em Debaltseve e arredores usaram, praticamente, todos os tipos de armas. Outras vilas atingidas: Popasna, Sanjarivka, Zolote, Kamianka, Sheroquine. 
Os combatentes apresentaram novas condições para Ukraina, condições que não foram apresentadas a Ukraina no Acordo de Minsk.
Os soldados ukrainianos abriram fogo apenas em resposta.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) 17.02.2015
O conflito no Donbas destruiu 20% do potencial econômico da Ukraina, segundo o primeiro ministro Daniel Lubkivskyi.
Ao orçamento não entrou cerca de 23 bilhões de UAH devido a ocupação do Donbas e Criméia.
Os militantes destruíram 1,4 mil objetos de infra-estrutura ferroviária e 1500 quilômetros de rodovias.
Foram destruídos mais de 9.000 residências. O montante total dos danos é de 1 (um) bilhão de UAH.
Segundo dados anteriores a agressão russa, Ukraina não receberá, anualmente, 3% do PIB, da agricultura.

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 17.02.2015
Os terroristas conquistaram parte de Debaltsevo avisou o porta-voz Andrii Lysenko.
"Os terroristas não respeitaram o cessar-fogo, bombardearam a cidade e arredores durante as últimas 24 horas com morteiros e MLRS. Foram 40 bombardeios sobre as posições das forças ukrainianas. 
Grupos de militantes acabaram entrando na cidade e atacavam com o apoio da artilharia e veículos blindados. 
O jornalista ukrainiano Andrii Tsapenko informou que os terroristas tomaram a Delegacia e a estação ferroviária. Mais tarde, o Estado-Maior confirmou que em Debaltseve já acontecem combates de rua.
Um grupo que protegia o suporte de tecnologia ukrainiana, caiu em emboscada e foi feito prisioneiro. O grupo lutou , mas com a perda dos carros de transporte blindados, os militares foram capturados e levados para cativeiro. Um dos militares ukrainianos encontra-se gravemente ferido.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Próximo a Debaltseve atiram sobre as posições ukrainianas. Zakharchenko dá ultimato.
Tyzhden. ua (Semana Ukrainiana), 16.02.2015

Sob Debaltseve os militantes, dos tanques, bombardeiam as posições da ATO, do batalhão "Kryvbas", segundo porta-voz das Forças Armadas Vladislav Seleznev.

"Vieram, com bandeira branca os chamados "kazachky" e propuseram rendição aos soldados.
 Mas nós temos uma posição clara. Nossos soldados tomaram as nossas posições anteriores. Para os que avançarem, trabalha nossa artilharia. Há avanço de lutadores, e há reação adequada..." - explicou Seleznev.

Enquanto isso "DNR" declara que o ultimato para os combatentes ukrainianos é abandonar Debaltseve sem armas e técnica, avisa o "cabeça" da "DNR" Alexander Zakharchenko. (Nada disso consta  do Acordo de Minsk - 2 - OK). E, isto também aplica-se a Debaltseve, onde, de acordo com Zakharchenko está bloqueado grupo de milhares de soldados ukrainianos. Ele exige que todos os militares saíam da cidade, sem armas e sem técnica. O ultimato foi dado ao 40º batalhão às 23 horas do dia 15 de fevereiro.

Segundo os militares, a única saída é a vinda da missão da OSCE, que deveria ter vindo ainda pela manhã, mas não veio.

Anteriormente, o representante do "Ministério da Defesa" da "DNR" Eduard Basurin declarou que os militantes não vão observar a trégua em Debaltseve.

"É claro, nós podemos abrir fogo (sobre Debaltseve). Este território é nosso", - declarou Basurin. (Estabelecer trégua com quem não mantém acordos é perda de tempo - OK).

. . .
ATO: Após as 15 horas, (do dia 15 de fevereiro) a intensidade dos ataques aumentou no Donbas. O lugar mais quente no leste da Ukraina permanece na direção de Debaltseve. Até às 19 horas as forças ATO foram bombardeadas 32 vezes. Os ataques realizaram-se de vários tipos de armas. Aumentou a frequência de ataques aos soldados ukrainianos com Grad (sistema múltiplo de lançamento de foguetes - MLRS) e aos pontos habitados das cidades: 
15:02 - Com Grad bombardearam a periferia oeste de Debaltseve...
15:05 - Tanque infligiu golpes na borda ocidental de Debaltseve...
15:15 - Sul de Debaltseve sofreu ataques de morteiros...
15:30 - Ataques de artilharia no sul de Maloorlivka...
15:50 - MLRS cobriram com fogo periferia sul de Debaltseve...
15:50 - BM - 21 novamente bateu sobre Debaltseve...
15:58 - Tiroteio com armas portáteis , das posições  de militares próximo a Maloorlivka
A relação de ataques continua até às 17:35, completando o número de 32 vezes, e ainda, além de Debaltseve abriram fogo, por duas vezes, na localidade chamada Novotoshkivsk e duas vezes em Piskov. E, em Sherokyno foram feridos 9 militares ukrainianos.

Notícias mais recentes:

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 16.02.2015
Blog de Oleksiy Goncharenko - deputado ukrainiano.

Estou na área de Debaltseve. De trégua aqui, infelizmente, não há nem cheiro. Agora acompanho o relator da PACE sobre Ukraina, deputado do Parlamento checo, senhora Zelenkova. Já nós nos reunimos com refugiados, governador de Donetsk, voluntários e feridos em resultado do último ataque a Kramatorsk. Avaliamos a observância dos acordos de Minsk. Última informação quanto a situação ao redor de Debaltseve relatamos ao presidente da PACE Anne Brasser.

Em Debaltseve e Chornukha amadurece catástrofe humanitária - lá encontram-se aproximadamente 5 mil pessoas. Já por várias semanas na cidade não há luz, nem gás, nem água. Hoje há um enorme problema com comida e medicamentos. Precisa, terminantemente, organizar um novo corredor humanitário de Debaltseve. Em tempo, números ilustrativos: Em 06 de fevereiro, durante um corredor de urgência, de lá saíram 766 pessoas para o controlado pela Ukraina Kramatorsk, e para Donetsk 42 pessoas. As pessoas ainda compreendem - alguns para "república popular" - alguns para "junta", de Kyiv (Os separatistas chamam o governo de Kyiv de "junta" a serviço dos americanos - OK)

De um modo geral, a delegação da PACE viu com os próprios olhos como Putin cumpre suas, assumidas obrigações.

Reunião da delegação da PACE com o governador Kikhtenko
Tradução, resumo - O. Kowaltschuk

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Poroshenko sobre negociações: retirada dos exércitos, controle de fronteiras, nenhuma autonomia.
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 12.02.2015


Durante as conversações em Minsk, ontem, 11 de fevereiro, os líderes europeus, Merkel -  da Alemanha e Hollande - da França, - Petro Poroshenko - da Ukraina e Vladimir Putin - da Rússia chegaram a um acordo sobre a retirada de todas as tropas estrangeiras da Ukraina.

No documento há um compromisso claro sobre a retirada de todas as tropas estrangeiras do território da Ukraina. Todos os mercenários devem ser retirados da Ukraina, brevemente - declarou Poroshenko.
Além disso, segundo suas palavras, os guardas fronteiriços ukrainianos, até o final de 2015 devem recuperar, completamente, o controle sobre a fronteira com a Rússia.
 "Claramente sublinhado, que após o término da regulação política do primeiro dias após as eleições locais deve ser transferido o controle (sobre a fronteira do estado) sob a proteção conjunta dos representantes da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) e fronteiriços ukrainianos e, na segunda etapa, até o final deste ano, os guardas de fronteira ukrainianos devem recuperar totalmente a soberania ukrainiana, o controle da fronteira do Estado ukrainiano" - disse Poroshenko.
 Ele também esclareceu, que não houve nenhuma resolução sobre autonomia ou federalização. E, acrescentou que nas negociações foram apresentadas condições inaceitáveis e ultimatos a Ukraina, mas ela não cedeu.

"Isto foi complicado e, na verdade, nos foram expostos todos os tipos de condições inaceitáveis, recuos, rendições. Mas nós não aceitamos nenhum ultimato e claramente expressamos nossa posição, que o cessar-fogo deve ocorrer sem pré-condições", - declarou Poroshenko."A partir de 15 de fevereiro deve ocorrer o cessar-fogo, e no prazo de 19 dias devem ser liberados todos os reféns e, ainda, são dados 14 dias para retirada da artilharia pesada e 5 dias - para a retirada definitiva de todos os reféns", - acrescentou o presidente.

Anteriormente, sobre os acordos alcançados também falou Vladimir Putin. Segundo ele, também foi alcançado acordo sobre realização da Constituição da Ukraina, "no qual devem ser considerados os legítimos direitos das pessoas que vivem no território de Donbass".

Savchenko será libertada
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 12.02.2015

O presidente da Ukraina anunciou o acordo sobre a libertação de Nadia Savchenko.
No entanto, o serviço de imprensa do presidente disse apenas que Poroshenko, em Minsk, levantou a questão da libertação da Savchenko.
"Eu fui informado, que isto deverá ser feito em breve, após a perícia médica e investigação preliminar. Eu pedi para que isto fosse feito rapidamente, e isto foi apoiado pela chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da França François Hollande", disse Poroshenko.
Como sabemos, Nadia Savchenko, que está na prisão de Moskovo, está em greve de fome já por 62 dias, em protesto contra as autoridades russas.

Os resultados de Minsk - no acordo perigos para Ukraina
Europeiska Pravda (Verdade Européia), 12.02.2015
Sergei Sydorenko

Em primeiro lugar permanece sem resposta, se Ukraina venceu em Minsk?
Mas, o fato de que os russos e seus satélites, até o final esforçavam-se frustrar a assinatura - é muito eloquente: para Federação Russa este documento não era desejável. Para os europeus, o único culpado pela não assinatura seria Putin, segundo lhe foi explicado.

Então, agora todas as partes, incluindo a ukrainiana, publicamente afirmaram, que estão satisfeitas com os arranjos. Afinal, eles incluem um cessar-fogo completo, retirada das armas pesadas (16 dias), troca de reféns (3 semanas), restauração do controle ukrainiano sobre a fronteira ukrainiana com a Rússia.
Nós tentaremos explicar, onde se escondem os maiores problemas do "novo documento de Minsk".
Mas, primeiro, é necessário enfatizar, que os acordos assinados em 12 de fevereiro não alteram o acordo de setembro em Minsk. Os Acordos velhos - ainda são válidos.
O fato de que o lado ukrainiano sustentou este acordo - é uma vitória incondicional. Pois várias fontes da "Verdade Européia" ainda desde janeiro afirmavam, que o lado russo (incluindo os seus satélites "DNR" e "FSC") insistia na substituição do documento de setembro. Isto destruiria, completamente, a linha internacional de defesa de Kyiv, porque todas as decisões dos países da UE e USA - que exigiam da Rússia o cumprimento das obrigações de Minsk - seriam automaticamente anuladas.

Mas, infelizmente, muitos outros pontos importantes não são vitórias de Kyiv. Antes, aqui pode-se falar sobre problemas ou até mesmo perdidas, para Kyiv, soluções. Entre eles - fixada ou potencial perda de territórios, controlados pelo governo central, garantias de imunidade aos terroristas e, até mesmo seu reconhecimento oficial como um poder legítimo no território de Donbas controlado por eles.
Infelizmente, em alguns desses pontoso Kyiv não recebeu o apoio desejado dos negociadores europeus.

"Inadiável, mas apenas em três dias".
No entanto, esta vitória deu-se pelo caminho de complicadas concessões de Kyiv. As surpresas estão já no primeiro parágrafo do documento, sob o nome "Conjunto de medidas quanto a implementação dos acordos de Minsk".
Partes (Ukraina, Rússia, "DNR" e "FSC") concordaram em "cessar-fogo imediato e completo em regiões de Donetsk e Luhansk e de sua aplicação rigorosa de 00 horas 00 minutos (Horário de Kyiv), em 15 de fevereiro de 2015".
Uma estranha combinação de palavras - "imediato" e "15 de fevereiro", certo?
As fontes da "Verdade Européia" mostram, que desde o início, no projeto havia outra data - a trégua deveria começar à meia-noite do dia 14 de fevereiro. Mas Rússia e seus satélites insistiam para empurrar essa data - digamos, as negociações, que iniciaram em 11 de fevereiro, também passaram para o dia seguinte. Parecia, por que protelar a trégua, se ela já foi acordada? Mas aos terroristas pró-russos são extremamente necessários mais dois dias e meio.

A razão é simples, e seu nome - Debaltseve.
Vladimir Putin, durante a conferência de imprensa, particularmente concentrou-se na questão da caldeira de Debaltseve, garantindo que ele sabe melhor sobre a situação que o governo ukrainiano.
"Lá (os representantes dos separatistas) cercaram um considerável agrupamento do exército ukrainiano, de 6 a 8 mil pessoas, e eles supõem que este agrupamento vai depor as armas. A direção na Ukraina considera, que não há cerco. Mas eu, desde o início tive dúvidas sobre isto", disse Putin, expressando a certeza que os ukrainianos, agora, precisarão romper o cerco. "Nós esperamos, que agora os ataques se intensificarão. Os russos farão qualquer coisa, para em dois dias e meio conquistar Debaltseve", - compartilhou um dos interlocutores.
Já após algumas horas após o encontro em Minsk a declaração à imprensa ATO confirmou estes pressupostos.

Caminho para a perda de Debaltseve?
Debaltseve realmente é muito necessário aos separatistas. 
Para compreender isto, basta olhar para os mapas de transporte da região.
Debaltseve - centro de transporte chace de Donbas. Por Debaltseve passam todos os ramos eletrificados da ferrovia, que unem Donetsk e Luhansk. O principal corredor rodoviário entre os centros regionais - estrada M04 - também passa por Debaltseve.
Em condições reais, quando a FR sistematicamente fornece suprimentos militares a Donetsk e Luhansk, para ela é indispensável ter sob controle um rápido corredor da transporte entre eles.
Alem disso, Debaltseve é necessário aos militantes do comércio de carvão das minas, que agora encontram-se nos controlados territórios por eles. Atualmente, o carvão da "DNR" e "FSC" transportam com caminhões. Se os militantes obtiverem o controle do entroncamento ferroviário, eles terão alavancagem adicional, para ditar suas condições de fornecimento de carvão das minas controladas, por exemplo, do DITEK de Rinat Akhmetov (maior ricaço da Ukraina - OK).

Mas, mesmo se hoje os separatistas não obtiverem êxito, nestes três dias eles tem uma boa chance de recapturar Debaltseve logo depois. Isto é afirmado no nº 1 do Acordo de 12 de fevereiro. Segundo o qual, Ukraina obriga-se a retirar as armas pesadas a uma distância de 50 km ou mais, a partir da linha de contato atual. 
Isto quer dizer, que o território que leva a Debaltseve, torna-se presa fácil.
E o fato de que os militantes, a qualquer momento, estarão prontos para quebrar o novo acordo de Minsk, é óbvio, talvez, para todos.
E, encontrar uma razão, para acusar Kyiv em violação do acordo (e o violar "em resposta") para a máquina da propaganda russa será fácil.

"Aos terroristas - a liberdade".
Quantas vezes nós ouvimos declarações do presidente Poroshenko que o perdão, ou anistia, não se aplicará aos terroristas que cometeram crimes graves (mortes, torturas, sequestro)? Eu não consigo contar todas as vezes que falaram sobre isto.
A próxima tal declaração permitirá a "DNR" culpar Kyiv de violar o acordo. Afinal, o número 5 do acordo de 12 de fevereiro não prevê quaisquer exceções a anistia. Segundo este acordo "é proibida perseguição e punição das pessoas em relação aos acontecimentos, que tiveram lugar em partes de Donetsk e Luhansk, províncias da Ukraina.
Sem quaisquer condições adicionais.

Áreas cinzentas
Muitos observaram, que nos acordos de 12 de fevereiro há duas linhas divisórias. A primeira - a chamada "linha de 19 de setembro", isto é, aquela que é fixada na primeira versão do acordo do grupo trilateral de contato. Dela exclui-se a remoção da técnica  dos militantes. Segunda - "linha de colisão real", da qual deve desistir de armas pesadas, o exército ukrainiano. Mas - e isto é importante compreender - a regra aplica-se apenas à remoção de artilharia pesada. Remover a infantaria ninguém, é obrigado. Então, na verdade, os militantes preservarão o controle do território, que eles capturaram.
"Pelo acordo, o controle operacional sobre esta zona, por enquanto fica com eles" - admitiu um dos interlocutores da edição, que está informado sobre detalhes dos acordos de Minsk. E o ponto sobre a trégua proibiu Kyiv devolvê-lo sob seu controle.
Ao mesmo tempo, com o acordo aprovado, estes territórios não se juntam á "DNR" e "FSC", Isto é - clássica "zona" cinzenta", cujo status ainda não foi definido.
O fato é que a cláusula 4 do novo acordo obriga Kyiv aprovar uma lei sobre o estatuto especial apenas sobre o território delimitado pela linha de 19 de setembro. Qual deve ser o status de outros territórios conquistados por militantes, mas não incluídos formalmente no "regime especial" é difícil prever.

E com a fronteira?
A questão do estabelecimento de controle na fronteira durante as conversações da noite, permaneceu um dos mais difíceis. Segundo fontes, o lado russo insistiu que - pelo menos, por algum tempo e, em algumas partes da fronteira - o controle deve continuar com os separatistas.
Ukraina, é claro, insistia em pleno controle de Kyiv pelo controle internacional.
Porque fronteira não controlada - principal causa de fornecimento contínuo no Donbas de armas russas, militares e mercenários.
Infelizmente, o acordo final ficou mais parecido com a proposta russa.
Restauração de controle total de Kyiv na fronteira russo-ukrainiana é possível apenas no final de 2015 (se os acordos alcançados forem realizados ao longo do ano, o que em si é duvidoso) e apenas através de acordos importantes. Para isso Kyiv deve garantir:
- Aprovação da lei sobre estatuto especial de certos territórios.
- Realização de eleições locais nos territórios da "DNR" e "FSC", em conformidade com a referida lei.
- Realizar reforma constitucional, dentro da qual será constitucionalmente atribuído estatuto especial das "repúblicas populares". A nova constituição não deverá ser apenas aprovada - ela também deve entrar em vigor até o final do ano. Admitimos honestamente, cronograma - mais do que apertado. Mas, a sua não observância será mais uma razão, para que os separatistas declarem violação do acordo pela Ukraina.

"Respeitados separatistas".
Uma das condições da renovação do controle estrangeiro é a realização de eleições locais no território controlado de Donbas pelos militantes.
E isto - não é pouco.
Infelizmente, nesta questão a posição das forças pró-russas, apoiou nossos parceiros europeus. A Verdade Ukrainiana já mencionou que o elemento-chave das propostas Merkel e Hollande, com o qual eles, na semana passada, visitaram Kyiv e Moscou, foi a realização de eleições em Donetsk e Luhansk. "Como resultado vocês terão governo - daqueles que podem falar em nome da região... Nós poderemos conduzir negociações diretas e, possivelmente, não teremos necessidade do grupo de contato tripartite", - explicava esta necessidade Merkel. As fontes do corpo diplomático francês confirmam estes dados. O interlocutor da Verdade Ukrainiana, alto funcionário francês, recentemente, em conversa particular ativamente exortava os jornalistas na necessidade de tal passo, francamente não entendendo as preocupações que expressavam os seus interlocutores. Portanto, faz sentido esclarecer detalhadamente.  O que garante o novo acordo de Minsk aos "lideres políticos" das "repúblicas"?

1) Após a realização das eleições locais nos territórios especiais Kyiv será obrigado reconhecer a legitimidade de Zakharchenko / Plotnytskyi e outros. Tendo em conta que a equidade de tais eleições e a correta contagem ficará fora da competência central do governo central. O fato de que muitos deles, de fato e de jure são terroristas, Ukraina comprometeu-se a esquecer.
É claro, que no Acordo de Minsk está escrito, que as eleições devem ser honestas e devem ocorrer segundo padrões da OSCE. Mas, olhemos nos olhos da verdade. Será possível garantir uma campanha pré-eleitoral competitiva e concorrência política real nas militarizadas "DNR" e "FSC" ?

2) Nos "destacamentos da DNR" e "destacamentos da FSC" após os resultados das eleições espera a legalização que Kyiv é obrigado reconhecer, Naturalmente, no acordo a redação é diferente, mas a essência é a mesma.
"A criação de unidades da milícia nacional dos conselhos locais, com a finalidade de manter a ordem pública em regiões de Donetsk e Luhansk". Ressaltamos: a participação do governo central neste processo ou controle de seu lado não está previsto.

3) Quaisquer que sejam os resultados de tais ações do "novo governo de Donbass", Kyiv não tem influência em suas atividades. No Donbas são diretamente proibidas as eleições antecipadas pela decisão do governo central - o que é possível em todas as outras regiões do país. "Poderes de deputados dos conselhos locais e funcionários eleitos em eleições antecipadas, designados pelo Parlamento da Ukraina com esta lei, não podem ser cessados antecipadamente", - diz o novo acordo de Minsk

4)Todos estes caprichos de Donbas deverá financiar Kyiv. Ukraina é obrigada encontrar caminho para financiamento de pagamentos sociais..
É claro que o acordo prevê financiamento mútuo - "pleno restabelecimento das relações sócio-econômicas, incluindo as transferências sociais, como pensões e benefícios (receitas e lucros , pagamentos em dia de todas as contas de serviços públicos, de recuperação fiscal, no quadro jurídico da Ukraina)".
Mas, suspeita-se que, pelo menos no período inicial, as receitas fiscais da economia em ruínas de Donbas, que opera fora do controle do governo central - serão pouquíssimas.

Balanço total
O novo acordo de Minsk, de modo algum é vitória de Kyiv. Infelizmente, foi preciso abrir mão de muita coisa, e grande parte da culpa - da dupla franco-alemã.
E, mesmo estes acordos alcançados - não é fato que serão implementados. Talvez, o melhor resultado do "novo Minsk" descreveu o presidente da Lituânia Dalia Grubauskaite:
"A decisão é absolutamente pobre", - disse ela. "A principal parte da solução (conflito - Red.) é controle de fronteiras. Isto não foi aprovado e não foi resolvido", - destacou Grubauskaite.
No entanto, esses acordos não são derrota da Ukraina. O controle operacional pelo Donbas atualmente está mesmo perdido. As lutas ativas cada dia ceifam a vida de nossos soldados e dessangram a economia ukrainiana.
Portanto isto - antes - apenas chance, apenas tentativa de agarrar-se ao mínimo. Se será ela bem sucedida e quão rápido ela será violada - saberemos.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O mundo não confia em Putin e Rússia - sociólogos americanos.
Radio Svoboda ( Rádio Liberdade), 11.02.2015

Seis em cada 10 cidadãos da Polônia, Alemanha, Itália, Espanha, França e Reino Unido desaprovam Rússia.

Cartaz no poste numa rua da capital checa, foto de arquivo.
Voz da América - 10.02.2015.

Rússia e Putin pessoalmente tornam-se cada vez menos populares no mundo, especialmente na Europa e nos EUA. Isso é de acordo com um estudo publicado pelo centro sociológico "Pew" nos Estados Unidos.

" A maioria relativa e absoluta em 25 dos 44 países, em que se realizou a pesquisa, declararam, que não acreditam, que Putin conduz uma política internacional correta", - diz o estudo.

"Em 44 países que participaram do Estudo, em média 43% dos representantes vêem Rússia negativamente e 34% - de forma positiva.

Rússia é especialmente mal vista na UE. Hoje 6 dos 10 cidadãos da Polônia, Alemanha, Itália, Espanha, França e Grã-Bretanha a reprovam.

Rússia também tem uma consistente reprovação no Oriente Médio. Mais da metade dos entrevistados dessa região têm opinião negativa sobre ela. Na Jordânia, Turquia e Egito, 7 de 10 cidadãos não a aprovam.



Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Melnychuk assumiu o "crime" atribuído a Savchenko
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 10.02.2015

O ex-chefe do batalhão "Aydar" Sergei Melnychuk declarou que era ele que dirigia o fogo da artilharia, o qual Rússia tenta atribuir a a Nadia Savchenko.
Esta declaração ele fez numa entrevista a BBC Ukraina.

Nadia Savchenko no tribunal em 10 de fevereiro de 2015.
Mãe de Nadia Savchenko no tribunal em 10 de fevereiro de 2015
Nadia Savchenko no tribunal, em 10 de fevereiro de 2015
Sim, eu estava na vanguarda, os combatentes que tomaram parte na batalha, confirmarão - eu estava na frente dos veículos blindados," - disse Melnychuk.

Segundo suas palavras, os jornalistas russos foram vítimas casuais, e sobre eles ninguém fez pontaria.
Melnychuk disse que o batalhão "Aydar" avançava sobre Luhansk, justamente para livrar Savchenko e soldados ukrainianos que vinham para auxiliar o batalhão, mas se perderam e entraram em Luhansk.

"Nadia, em seguida, chamou-me: "Estamos no prédio 53, resgatem-nós", - disse Melnychuk

"Quando lá entraram nossos veículos blindados, os combatentes pró-Rússia os exterminaram, e depois chamaram os jornalistas para fotografar o resultado. Eles não esperavam que nós viríamos de uma distância de 12 quilômetros, libertar os nossos", - explicou ele.

Savchenko foi levada para Moscou pelos separatistas, e entregue ao serviço secreto russo. Ela está sendo acusada de dirigir a artilharia ukrainiana que, supostamente, conduzia "fogo certeiro" sobre os jornalistas.
Nas últimas eleições parlamentares, Savchenko foi lançada candidata a deputada (já aprisionada) e foi eleita. Ela também é delegado da Ukraina a PACE, a qual exige da Rússia sua libertação.
Ela está em greve de fome já por 60 dias.

Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 10.02.2015

Tribunal de Moscou prolongou a detenção de Savchenko.
A prisão da piloto e deputado da Ukraina foi prolongada até 13 de maio.
Um dos advogados, Mykola Polozov, disse que a defesa vai apelar contra a extensão de sua prisão.
Como comunica o correspondente da Rádio Liberdade, Savchenko se queixou de que o tribunal não lhe deu água, apesar do fato de que ela está em greve de fome. Além disso, ela declarou sobre a atitude indigna da escolta em relação a ela e sua mãe.

Na sessão da corte Savchenko novamente rejeitou todas as acusações e disse que vai continuar a greve de fome, que ela já pratica a 60 dias. 
Ao entrar na sala do tribunal escoltada por guardas armados, com um cão, ela exclamou "Glória a Ukraina."
Um dos advogados, Ilya Novikov, pediu para dispensá-la da custódia. "Ela não está em condições de viver mais três meses, neste estado. "
Segundo a defesa, ela não pode ser cúmplice nas mortes dos jornalistas, já que caiu prisioneira antes de suas mortes. 


De acordo com os advogados, no final de janeiro, os investigadores relataram que contra Savchenko abriram novo processo criminal - de travessia ilegal da fronteira.

Tradução: O. Kowaltschuk

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Rússia exige conversações diretas da Ukraina com os militantes.
Ao mesmo tempo, FR quer integridade territorial do país.
Tyzhden.ua. (Semana Ukrainiana), 08.02.2015

Moscou insiste no início de conversações diretas do governo ukrainiano com os militantes, segundo Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia.

"Rússia continuará buscar a paz. Nós sempre defenderemos a cessação das hostilidades, a retirada das armas pesadas e início de conversações diretas de Kyiv com Donetsk e Luhansk sobre caminhos concretos da restauração da economia geral, espaço social e político dentro da integridade territórial da Ukraina" - disse Lavrov no sábado, durante sua apresentação na Conferência de segurança em Munique.
(Eu não consigo imaginar como é que um político russo, conhecedor dos fatos, pode invertê-los desta maneira. Toda Europa Ocidental, EUA, Canadá e muitos outros analisam a situação de modo completamente diverso - OK).
Também Lavrov declarou que, se Kyiv e os representantes das autoproclamadas repúblicas "DNR" e "FSC" alcançarem acordo, Rússia estará entre aqueles que garantirão esses acordos. Ele acrescentou que Alemanha, França e outros países também estarão dispostos a fornecer tais garantias.

Ukraina nunca entrará em um diálogo direto com os terroristas - Poroshenko.
Ukraina não reconhece nem as "eleições" dos militantes, nem seus líderes. O governo ukrainiano nunca reconhecerá os assim chamados presidentes da "DNR" e "FSC" Alexander Zakharchenko e Igor Plotnytskyi, que foram "eleitos" em eleições falsas, e na verdade são dirigentes de organizações terroristas.
Isto foi afirmado pelo presidente da Ukraina Petró Poroshenko durante a discussão sobre Política de Segurança.

O presidente sublinhou que o diálogo aberto com os terroristas é impossível. Ele ressaltou que a representação da população de Donbass deve ser determinada apenas por meio de eleições locais livres e justas. No entanto, isso deve ser definido depois de uma trégua real.

Anteriormente o presidente declarou, que Ukraina conta com armas para proteção (O presidente pede ajuda, neste sentido, a outros países. Todos declaram que é preciso ajudar Ukraina, mas ninguém ajudou com armas até agora. Houve muita ajuda no tratamento de soldados feridos, diversos bens para militares (armaduras, uniformes, alimentos para moradores deslocados, enfim, tudo o que se faz necessário, menos armas - OK).

Em Munique, onde participou de uma conferência sobre segurança, Poroshenko conversou com o secretário-geral da OTAN Yensom Stoltenberg, chanceler alemã Angela Merkel, e o vice presidente dos Estados Unidos Joe Biden.

Os países europeus devem saber que, se Putin conseguir seu intento na Ukraina, ele, logo logo, vai desejar mais um pedaço da Ukraina, ou de outro país. Os países bálticos já estão preocupados. Foi assim na Geórgia e, anteriormente, na Chechênia, onde, um dos expedientes russos foram os ataques terroristas aos prédios em diversas cidades, incluindo Moscou, pelos quais culparam os chechênos.

Requiém na Praça da Independência pelos mortos na atual guerra.






Tradução: O. Kowaltschuk

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Putin, Hollande e Merkel conversaram durante cinco horas.
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 06.02.2015

A reunião no Kremlin foi apenas entre os três, tete-a tete. Durante o intervalo, saíram para fotos, mas não deram declarações.

No dia anterior, Merkel e Hollande passaram por Kyiv e conversaram com o presidente Poroshenko.

A edição do jornal ZN-UA (Espelho de domingo - Ukraina), publicou no dia de hoje, 07 de fevereiro, o plano de Putin, apresentado aos líderes da Alemanha e França. Tentamos traduzi-lo.


"Putin exigiu autonomia para Donbass e federalização da Ukraina". 
No final de janeiro, Putin propôs, aos líderes da França e Alemanha, o seu plano para resolver o conflito no leste da Ukraina.

Segundo ZN-UA, após comunicação telefônica tripartida entre os presidentes da Rússia, França e chanceler da Alemanha, Putin encaminhou a seus interlocutores o documento intitulado: "Complexo de medidas de realização, segundo Protocolo de Minsk, de 05.09.2014 quanto à regulação do conflito no Sudeste da Ukraina." Este documento prevê as seguintes seções:

1. Medidas inadiáveis.
2. Expansão do "formato de Minsk" e desmilitarização da zona de conflito.
3. Eleições municipais.
4. Reforma Constitucional.

Transmitindo o documento, Putin planejava trazer para seu lado Merkel e Hollande e, acordando as posições na plataforma do Kremlin, os três, sem USA, pressionariam Ukraina.

Os parceiros europeus informaram Kyiv sobre a existência do"plano", mas o documento não enviaram a Poroshenko.

No entanto, de acordo com ZN-UA, a opção proposta por Putin não agradou a A. Merkel e, provavelmente a Hollande, não foi aceita. Eles consideraram indispensável discuti-lo primeiro com Petro Poroshenko, e em seguida com Putin.

Kyiv persistiu no desejo de examinar o documento, que lhe foi enviado, não por embaixador russo ou ukrainiano, mas por Viktor Medvedchuk (Este cidadão ukrainiano é compadre de Vladimir Putin e é a favor da russificação da Ukraina - OK).

Ao familiarizar-se com o texto, Poroshenko avisou Putin sobre a inadmissibilidade da proposta para Ukraina, considerando-a como tentativa de desestabilização da situação no país, com o objetivo de desmoroná-lo.

Pontos-chave do "conjunto de medidas...".

- Status de autonomia dentro dos limites administrativos das regiões Luhansk e Donetsk;
- Garantia de segurança e integridade irrevogável aos eleitos nas eleições municipais, pessoas e entidades governamentais;
- Garantia de execução, pela Ukraina, da lei "Sobre estatuto especial" na íntegra.
- Garantia da reforma constitucional da Ukraina, que prevê a descentralização e a federalização, e também a criação de regiões (ou repúblicas) autônomas de Donetsk e Luhansk. Em relação a Donbass, as transformações constitucionais Putin vê como segue: criação de repúblicas autônomas; outorgar-lhes o estado de zona de livre comércio; aceitação da Constituição das repúblicas autônomas de Donetsk e Luhansk; acordo sobre delimitação de competências entre Ukraina e repúblicas autônomas.

Para implementar tudo isto, o documento prevê o estabelecimento de um diálogo direto entre Kyiv e líderes da "DNR" e "FSC", retirada de todas as unidades militares das Forças Armadas da Ukraina e do Ministério do Interior para além de Luhansk e Donetsk e legalização da "milícia popular" que é como serão chamadas todas as formações militares nos territórios da "DNR" e "FSC", concentração da "milícia popular" na fronteira com a Rússia.

Para Poroshenko, este plano complexo de Putin não é novidade. E aqui não entram, ainda, todos os desejos de Putin. Ele, para o encontro fracassado em Astana, propôs uma clara e simples nota: federalização da Ukraina, neutralidade constitucionalmente consagrada; reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia, e participação da Ukraina na EurAsEC (Comunidade Econômica da Eurásia). 
Além disso, dizem, Putin tentou passar esta sua posição, como acordada por Nazarbayev (presidente de Cazaquistão) e Poroshenko.

Tradução: O. Kowaltschuk