quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Não tenha cem rublos, mas tenha um dólar. 
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 17.12.2014
Ihor Tymots

Devido a Putin salvar empresas de seus amigos - a moeda russa entrou em colapso. No entanto, os pacientes russos ainda não estão prontos aos protestos.


Subida do rublo:
Dia 15.12.2014 - 53 rublos por 1 dólar ou 66 rublos por 1 euro
Dia 16.12.2014 - 81 rublos por 1 dólar ou 100 rublos por 1 euro
Dia 17.12.2014 - 71 rublos por 1 dólar ou 88 rublos por 1 euro
No início do ano - 32,5 rublos por um dólar ou 45 rublos por 1 euro.
Os bancos russos pararam com operações cambiais e a maior instituição financeira "Sberbank" anunciou a suspensão de créditos às pessoas físicas. 
Os russos limpam as prateleiras das lojas antes que os preços subam.

Entre as razões do pico do rublo, além do colapso dos preços do petróleo e da retirada de capital deviso às sanções ocidentais, indicam a salvação da empresa "Rosneft". Seu proprietário, amigo de Putin, pediu ao Estado a ajuda de 44 bilhões de dólares, que "Rosneft" deve a instituições estrangeiras.
"Rosneft" colocou no mercado títulos no valor de 625 bilhões de rublos. Os papéis foram comprados por 4 bancos estatais. Isto é, o Estado lançou no mercado uma enorme massa de rublos, com o que, aumentou combustível ao fogo de rápido colapso do rublo. Além do problema da "Rosneft", estrangeiros vendem ativamente os títulos russos. O dinheiro convertem em títulos, por qualquer preço e transferem para fora do país. Mais um motivo para o colapso - em dezembro as companhias russas devem pagar 180 bilhões de dólares de dívidas. Ninguém no Ocidente lhes emprestará dinheiro, então, de alguma forma, eles vão comprar valores. Também a maioria dos empresários vende tudo, compra dólares e leva para o Ocidente.

Desde o início do ano a FR, para apoiar o rublo, gastou 93 bilhões de dólares. A saída de capitais, em 2014, de acordo com o FMI será de 150 bilhões de dólares, o que é mais que os indicadores da crise de 2008

Para o orçamento da FR para 2015 contavam a 96 dólares o barril de petróleo. O preço agora é 40 dólares menor que o calculado no orçamento. Os lucros da venda do petróleo - mais da metade do orçamento russo. A exportação de petróleo e gás fornece mais de 80% da renda.

Segundo dados oficiais, a FR tem, para manutenção do rublo, reservas para 370 bilhões de rublos. 170 destes 370 bilhões - dois fundos são de bem-estar do país. Um deles é destinado ao pagamento de pensões. Na verdade Kremlin tem 270 bilhões de dólares em moeda forte, que estão disponíveis e podem ser aproveitados sem cortar outros gastos. Isto é menos que o necessário para pagamento de dívidas externas das empresas russas nos próximos anos (500 bilhões de dólares)" - escreve o britânico The Economist.

As formas ativas de protesto a distância são longas.

"Tomaremos leite em pó, a carne substituiremos por salsicha de soja, as chamadas não serão através de Smarphones da Samsung e Apple, mas pelo chinês No name. Na verdade, viajaremos nos carros montados na Rússia. Tais dados de pesquisa dos importadores e especialistas do mercado russo, - escreve sobre as consequências da queda do rublo para russos a edição russa "Gazeta Ru".

"A solução é chocante, mas muitos ainda esperam pela recuperação. Tudo depende de quanto tempo vai durar esta situação. A população ainda não sentiu, nas não é por acaso que os comerciantes pedem permissão (mas não receberam) para indicar os preços em"unidades convencionais". Eles não tem em mente o dólar, mas euro. Quando a nação sentir, a reação será diversa: alguns vão reduzir custos, alguns vão procurar novo emprego, alguns vão beber, e alguns vão emigrar. Será algo próximo de 1990.

Em 1990 houve protestos, mas a maioria da população não participou. Saíam às ruas principalmente os mineiros - não muita gente. Mas, se alguém tentar organizar os protestos agora, a reação será grande. Grandes ações coletivas acontecem, quando ocorrem dois, três fatores negativos. Vai cair o prestígio do presidente e governo. O prestígio de Putin não cairá muito para a maioria dos russos, porque, se não puder acreditar no presidente, então não está claro em quem acreditar, explica o vice-diretor do Centro Russo para tecnologias políticas Alexei Makarkin.

"A queda ao bem estar social dos russos acontecerá depois do Ano Novo, quando as pessoas perceberem os novos preços nas lojas. Primeira reação - choque, segunda - estupor. Para que a crise econômica cresça à social, e esta à política, deve passar não menos de um ano. À formas ativas de protesto a distância é longa. Por enquanto os russos esperam milagres de Putin, reserva de força ele ainda tem", - diz o presidente do grupo de especialistas da política russa Konstantin Kalachov.

Tradução: O. Kowaltschuk

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Trabalhadores ukrainianos serão expulsos da Rússia?
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 15.12.2014
Omar Uzarashvili

Vingar-se, pela derrota militar, e política os russos decidiram sobre os trabalhadores comuns.

"A partir de 1 de janeiro de 2015 os trabalhadores ukrainianos, que constituem o principal número de estrangeiros, trabalho sem patente não obterão. Além disso, nós vamos observar o prazo de permanência em nosso país - 90 dias durante seis meses - mais rigoroso", - ameaçou os trabalhadores ukrainianos em sua entrevista à Gazeta Independente o primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev.

O primeiro ministro russo advertiu, que aos cidadãos da Ukraina os guardas de fronteira, de agora em diante, vão colocar-se "com maior atenção". Ele também observou que a muitos ukrainianos o trabalho na Rússia é - "a única fonte de sustento". De acordo com dados oficiais do Serviço de Migração da Rússia, oficialmente, com patentes de trabalho, na Rússia, atualmente trabalham quase 400 mil ukrainianos mas, no transcorrer deste ano, à Rússia vieram  para trabalhar mais de quatro milhões de trabalhadores comuns da Ukraina.

O quanto estes números correspondem à realidade, é impossível verificar. No entanto, não é segredo que muitas equipes de construção da Ukraina Ocidental (especialmente de Transcarphatia e Bukovyna) trabalham em canteiros de obras na Rússia. Em tempo, na Ukraina apareceram "brigadas" criminosas que exploram os trabalhadores. Exigiam "tributo" nos trens, que traziam os trabalhadores ukrainianos de volta para suas casas na Ukraina. Muito dinheiro dos migrantes foi deixado nos bolsos dos corrompidos guardas de fronteira e aduaneiros ukrainianos.

As ameaças de Medvedev não devem ser consideradas apenas como ameaças. Na véspera da guerra russo-georgiana de 2008, quando na Rússia iniciou-se a história anti-georgiana , dos territórios deste país, começaram deportar à Geórgia não apenas pessoas com passaportes georgianos, mas também cidadãos russos de origem georgiana. Os georgianos, então, eram pegos diretamente nas ruas, pelos policiais russos, e colocados nos aviões de carga e enviados para Geórgia (Este é o procedimento do país que se diz "irmão" - OK).

Muitos empresários russos, envolvidos com negócios de construção, consideram que os trabalhadores ukrainianos são indispensáveis. Os próprios russos não aceitam os baixos salários, como eles consideram, a remuneração do trabalho na construção civil, e os "ostarbaiteres" (Definição adotada pelo Terceiro Reich para se referir às pessoas traficadas da Europa Oriental, que seriam utilizadas como mão de obra gratuita, ou de baixo pagamento (1942 - 1944) dos países que se tornaram soviéticos até setembro de 1939. 
Os trabalhadores da Ásia Central não têm qualificação necessária.

Abster-se da perseguição em massa, de ukrainianos pela Rússia, deve forçar a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, aprovado em julho deste ano, segundo demanda da Geórgia. Analisando esta demanda o Tribunal de Estrasburgo estabeleceu que Rússia, durante a campanha anti-georgiana de 2006 - 2007 violou uma série de artigos da Convenção Européia de Direitos Humanos, e obrigou Rússia ao pagamento de compensação monetária aos cidadãos da Geórgia, que, então, foram forçosamente deportados da Rússia.

Sobre reação de Berlim às ameaças de Lavrov.
Den (Dia) - Kyiv. ua, 12. 12. 2014.
Mykola Siryk

Especialista: muito poucos alemães duvidam que Putin os engana e tem aspirações imperialistas.


Recentemente o chanceler russo, Sergei Lavrov, acusou Berlim na ausência construtiva com Moscou e alertou para as possíveis consequências disto para Europa. "Dia" dirigiu-se ao especialista alemão André Hartelya, do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Gena - Friedrich Schiller, pedindo para dizer-lhe, como na Alemanha receberam as ameaças do ministro russo e como os alemães pensam parar a agressão de Putin a Ukraina.

- O Kremlin está muito preocupado que, num dado momento, a opinião pública e os pontos de vista da elite em relação a Rússia, na Alemanha, ganharão outras tendências, diferentes das anteriores. A principal força aqui é Angela Merkel, que foi muito firme em sua abordagem a Putin e uniu consigo os estados orientais. Anteriormente, isto não encontrava apoio entre as principais elites políticas e comunidade alemã, os quais defendiam uma abordagem mais moderada, baseada no diálogo, no relacionamento com Moscou e recusa de sanções. Aquelas vozes também tinham do seu lado o argumento econômico - perdas de exportadores alemães. No entanto, isto começa a mudar, visto que, o rumo sólido de Merkel influencia a opinião pública - ela é muito bem vista na qualidade de líder, e por isto as pessoas não consideram, que ela não tenha razão nesta questão. Além disto, após a entrevista de Putin no ARD (Primeiro Canal da TV alemã) há algumas semanas, a dúvida, quanto ao papel da Rússia na Ukraina tornou-se cada vez mais dispersa - muito poucos alemães duvidam que Putin os engana e percebem que ele tem aspirações imperialistas. 

- No entanto, para Kremlin a Alemanha é estado-chave para dividir a aliança ocidental. Os russos sabem, que os cidadãos, o espectro político da esquerda e abertamente da direita, estão amigavelmente sintonizados com a Rússia, e que isto limita o espaço para a chanceler manobrar e reforças as sanções.

- Que políticas deveria executar Alemanha, como líder da Europa, para realmente obrigar Putin abandonar a agressão no leste da Ukraina e devolver a ilegalmente ocupada Criméia?

- Eu acho que nós devemos pensar em várias etapas. Na fase atual o Ocidente deve usar medidas rigorosas, inclusive aumentar as sanções, para Rússia reagir aos nossos interesses e objetivos. Rússia, até agora não executa o acordo de cessar-fogo e continua os jogos separatistas. O protocolo de Minsk tornou-se o primeiro sinal, de que a pressão trabalha, mas nós precisamos mais. No entanto, isto deve ser bem calibrado, porque ninguém precisa de situações, quando um cachorro grande, inesperadamente, começa morder, se ele for, demasiadamente, empurrado para um canto. Por isso, assim que nós tivermos claros sinais de cessar-fogo e renovação de pleno apoio à soberania da Ukraina, somente então poderá iniciar-se o diálogo para levantamento das sanções. No entanto, uma vez que a questão da Criméia continua aberta, Rússia deve sentir a nossa frustração e alguns elementos de pressão (em primeiro lugar, claramente não reconhecer a anexação da Criméia no futuro) devem ser preservados e isso deve ser claramente indicado.

APARECEM CADA VEZ MAIS SINAIS DE QUE, RÚSSIA SE SENTE ISOLADA E NÃO ESPERAVA, QUE O OCIDENTE SERÁ TÃO DURO E FIEL A SANÇÕES.

Há evidências crescentes de que Rússia se sente isolada e não esperava, que o Ocidente será tão duro e fiel a sanções. Eu penso, Putin esperava, que depois de Minsk as sanções seriam retiradas, mas Merkel insistiu no seu. Isto irrita Putin, ele, no plano estratégico encontrou-se no canto, até os chineses aproveitaram-se com benefícios econômicos nesta situação e politicamente não apoiaram Putin. Putin sabe que ele deve acabar com isto, antes que isto acabe levando a um desastre econômico e colapso do regime. Devido a isto as perspectivas de Moscou quanto ao futuro de Donbass mudaram - pesando custos e benefícios (e a desorganização que criam esses criminosos no Donbass), parece, que Putin vai exigir apenas aumento da autonomia. No entanto, você nunca sabe, o que ele tem na cabeça - isto pode ser uma tática, a pressão política sobre ele é forte, para manter o compromisso, em qualquer forma, da Nova Rússia. Eu penso, ele vai esperar um pouco e ganhar tempo, para que os separatistas se fortaleçam - então ele poderá declarar que o fato foi consumado e deixar o problema para que o resolva a comunidade internacional. O confronto militar é pouco provável.

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 14 de dezembro de 2014

Sobreviver a qualquer preço.
Ukrainskyi Tyzhden (Tyzhden. ua), 08.12.2014
Roman Malko

Somente em Kharkiv e arredores há cerca de 400 mil deslocados, Assim dizem os voluntários. Para uma cidade de 1,5 milhões de habitantes é muito. Cada quarto, na rua, é refugiado. Todos eles diferenciam-se. Cada um tem sua própria história e assustadora verdade.


Dizer, que eles não são necessários a ninguém, será mentira, mas, na verdade, o estado quase não se ocupa com eles. Estado, como estado, tudo nele já é conhecido, mas, apesar, de tudo, as pessoas não estão abandonadas à sua própria sorte. Elas são ajudadas por todos que podem: voluntários, organizações de caridade, paróquias, apesar de que isto não é suficiente, porque a totalidade de suas possibilidades não é comparável às necessidades.


A questão "o que vem depois" entre os refugiados soa como uma maldição. Às vezes a pessoa simplesmente não encontra palavras, para responder. Normalmente diz "não sei, veremos, como Deus dará... Alguém não quer nem ouvir sobre o retorno, onde precisariam esconder-se com as crianças nos porões, das minas e "Grad" (espécie de armas usadas nos bombardeios) procura, o mais rapidamente, acomodar-se, encontrar moradia, trabalho, se possível trazer os parentes do território ocupado e tudo esquecer o mais rapidamente. Outro, pelo contrário, quer ser útil e procura ajudar aos iguais e ele próprio. As organizações de caridade, com satisfação pegam estes para auxiliares A estes não é preciso explicar minuciosamente, no que consiste a questão. E, há muitos que não sabem o que fazer, e simplesmente esperam. E, de repente, tudo acaba, e será possível voltar para casa. Estes, parece que são maioria.


Qual a porcentagem deles são separatistas, que passam o período perigoso para escapar da morte, é difícil dizer. Talvez haja alguns. Apesar de serem vítimas da propaganda, lhes "lavaram" os cérebros de tal modo, que já não são capazes de perceber a realidade. Ofendem-se com qualquer injustiça, que, infelizmente não falta, e em todos veem um inimigo. Eles não são separatistas, afirmam os voluntários, mas pessoas que tentam sobreviver.


Desde o início do conflito no Donbass Kharkiv tornou-se meca dos refugiados. Aqui é um lugar próximo para fuga e, portanto, conveniente para voltar. Ofertas de emprego são poucas, mas é possível encontrar algo para sobreviver. No início podem beneficiar-se com o apoio e ajuda das instituições de caridade e dos voluntários, porque sem eles é impossível. Você vem com fome à estação e para onde?

Refugiados - voluntários 

"Desde julho eu trabalhei como psicóloga na estação de Kharkiv", - diz Anna, refugiada de Antratset, de Luhansk, - nós temos uma tal organização voluntária. Fornecíamos o primeiro socorro psicológico aos migrantes: financeiro, alimentício e necessidades gerais. Nós encontrávamos os que vinham e os orientávamos. Isto é muito importante. Ajudava o fato que eu também era de lá e podia compartilhar algo que houve comigo. Experiências, impressões... Na verdade, há uma grande barreira quando as pessoas vem das áreas da ATO. Eles não confiam muito nos locais. Os em estado de choque, são imediatamente percebidos: agressão, confusão. As pessoas são diferentes: tem os pró-Rússia, e aqueles que são forçados a fugir da "milícia" (Exército  auxiliar, formado em situações extraordinárias, pelos voluntários), para salvar=se. Psicólogos ajudam a todos, independentemente de suas tendências políticas."


Na estação, desde o início do conflito no Leste, há um posto voluntário. Aos recém-vindos servem sopas, chá e dão objetos indispensáveis. É possível tomar um banho e pernoitar no hotel, diz Anna. "Quando isto começou, eu e minha filha também viemos para cá. Mas, para nós era menos cruel, Kharkiv é quase minha cidade natal. Aqui concluí a universidade, aqui estuda minha filha. "Hoje, Anna conseguiu emprego na fundação beneficente Caritas e ajuda a outros, como ela. O projeto é financiado por doadores alemães. Às pessoas transferem diretamente no cartão a assistência financeira para aluguel, alimentação e roupas.
O próprio destino, cedo ou tarde, deve providenciar a pessoa. Dependendo de expectativas e aspirações dos planos. Sobre os planos - é dito bem acentuado, aqui é simplesmente sobreviver. As pessoas aceitam os trabalhos mais difíceis. Houve o caso, quando a mulher limpava o apartamento por 20 "hryvnias" o que é um quarto do preço de mercado. Agora há um programa estatal de ajuda aos refugiados. Formalizou-se o status de refugiado, e se você é incapaz ao trabalho, você recebe 800 "hryvnias".  Se você é capacitado - 400 "hryvnias". No entanto, nem tudo é simples. A muito complicada burocracia, especialmente nas grandes cidades, fortemente freia. Formalizar o status, renovar as pensões e benefícios das crianças pode demorar o mês todo, e comer é preciso. Naturalmente, os voluntários ajudam com roupas, calçados, alimento. Mas, os voluntários já esgotam-se. Reconhecem, que diminuem os desejosos de partilhar dinheiro, produtos ou roupas. No início, havia muitos produtos alimentícios, mas agora as pessoas já não têm o que compartilhar.


Anatoli, de Sevastopol, anteriormente trabalhava como especialista em eletrotécnica a ajudava o voluntariado junto a paróquia católica. Agora, ao lado de Anna ajuda os refugiados. Assim como ele, é bem mais fácil encontrar trabalho que às pessoas próximas à aposentadoria. No entanto, não sem dificuldades. Criméia, Anatoli abandonou três dias antes do referendum. "Quando anunciaram a verdadeira caçada aos ativistas pró-ukrainianos, eu e amigos não pensamos muito. Esperada ajuda da Ukraina Continental não veio, então era sair terminantemente". Fugimos, praticamente sem nada, para não chamar atenção, - diz o rapaz. Viajamos em diferentes rotas. Seis meses vivi  em Lviv, porque lá encontrei trabalho rapidamente. Mas, quando o contrato acabou, vim para Kharkiv. Quis mudanças. Hoje ele compartilha sua experiência de sobrevivência. "Ajudamos os migrantes na decisão da escolha, porque as pessoas encontram-se em situações estressantes, os aposentados, em geral, não entendem bem os acontecimentos, por isto temos de ajudá-los a entender seus próximos passos para sobreviverem. Porque em Kharkiv a situação é muito precária com o trabalho e moradia. Eu mesmo tive problemas em encontrar um apartamento. Há muitos trapaceadores, que se aproveitam de migrantes. E o fluxo de pessoas, no início, foi muito grande. "Acontecia que, em cinco dias eu, pessoalmente, recebia 200 pessoas - diz o voluntário.


A contadora Vitória neste programa também é refugiada. Sua história, uma das mais tristes. Ela, modestamente sentada no cantinho, de início não quer contar sua história. Mas, com o tempo cria coragem. Tem 55 anos, veio de Makiivka com o filho: "O filho entrou na Universidade Nacional de Kharkiv. Pretendia a Universidade de Donetsk, mas não foi possível.
Dizia a todos que procurava trabalho e, portanto, encontrei aqui. O filho mora no albergue juvenil, procura encontrar apartamento, mas os preços estão muito altos. Por enquanto não posso trazer os familiares.. No início vivi, por um bom tempo, com amigos, mas é preciso ter consciência, passei para outro local. Custa bem caro, água cada segundo dia, é frio. Procuro algo melhor". Em Makiivka ficou a mãe, de 80 anos, e irmão deficiente, paralisia cerebral, 48 anos. Uma vez por mês ela, sob tiroteio, viaja para lá, para levar produtos alimentícios e remédios. Ao irmão são necessários preparados psicotrópicos. Com receitas médicas há problemas.  "Eu não posso falar sobre isto, - diz a mulher, - após tudo o que aconteceu, é difícil olhar para as pessoas. O irmão inválido fica sentado em frente à TV, alimentam-no três vezes ao dia. Usa remédios, e se não recebê-los, haverá problemas. E remédios lá não há. Aqui eu consigo pagando, e de alguma forma tento apoiá-lo. Mamãe também está lá. Meu coração se parte quando ela diz que irá buscar pão. Eu vou até eles - uma vez por mês e procuro levar produtos suficientes. Às vezes os parentes os visitam, mas não podem vir todos os dias. O pão ela deve buscar sozinha, mas já tem 80 anos e muita dificuldade para andar. Quero trazê-los para cá, mas ela não quer. Vocês imaginem, a pessoa tem 80 anos, toda sua vida viveu no mesmo lugar, e na velhice, deve ir para outro. Diz que quer morrer, e eu pergunto, quem cuidará do André, eu preciso trabalhar e quem nos alimentará."
O filho da Vitória estuda matemática aplicada, portanto não pode receber o auxílio de refugiado. Ele precisava de um computador e Vitória fez um empréstimo. Como ela enfrenta todos estes problemas, ninguém entende. Diz, pensava aposentar-se aos 55 anos, mas a vida introduziu suas correções. Precisou fugir e começar tudo novamente. "Havia Ukraina, mas agora não está claro o que... resume a mulher


Zoia Gregorivna de Pervomaisk-Luhansk veio receber  um aquecedor. Além dela, tão preciosos presentes reivindicam quase 400 famílias de refugiados. Ainda inscreveu-se para roupas de cama.  Diz, para os tempos atuais organizou-se bem. "Sou agradecida às pessoas e organizações que ajudam. Porque sozinhos não sobreviveríamos. Eu, com o neto estou na casa de uma sobrinha, para filha com crianças alugamos um apartamento. Custa caro, 2.400 "hryvnias".  Para isto vai todo dinheiro que ela recebe como mãe solteira." (Os aposentados não ganham nem a metade disto . A ajuda do governo para os filhos menores até que é boa - OK). A Kharkiv a família veio em 4 de agosto. "Porque havia tiroteios e é difícil com esta idade, e ainda mais com crianças ficar sob bombardeios... Primeiro veio  a filha dom duas crianças, agora a nora trouxe o neto. Lá ficou outra filha com o genro. Ontem telefonaram, disseram que houve tiroteio no nosso bairro. Novamente recomeçaram as lutas. A filha cuida do meu apartamento, por enquanto não roubaram nada. Quando houve a trégua e não teve tiroteio, eu fui buscar roupas quentes, cheguei bem, mas agora  não tem mais ônibus para lá.


O centro turístico de Chuhyiev, próximo de Kharkiv, ainda no início da tragédia no Donbass foi convertido em abrigo para refugiados.


Quatro grandes salas completamente ocupadas por camas, que ninguém arruma. Entre as camas brincam as crianças, algumas dormem. O número de ocupantes muda constantemente de 30 a 60 pessoas, ou 14 - 18 famílias. Uns vem outros vão. No início havia refugiados de Sloviansk. Quando a situação lá, ficou mais tranquila eles foram embora. Agora estão aqui, principalmente, as pessoas de Stakhanov, Antratsyt, Horlivka.


Em quatro quartos 10 - 15 pessoas, desde crianças de peito até idosos, entre os quais duas mulheres nascidas em 1941.


A notícia sobre a vinda de voluntários causou grande agitação. Aqui gostam das visitas, especialmente estas. No máximo você pode contar com um agrado ou palavra amável. O corredor estreito é preenchido com refugiados, todos vem para cumprimentar, as crianças como pardais derramam-se na rua para entrar no veículo e dar algumas buzinadas, mas na grande mesa da cozinha aparecem vários patos do fumegante "borshch". "Isto é para vocês, sentem-se." ("Borshch" é uma sopa de muito agrado dos ukrainianos. É feita com costelinhas de porco, batatas, tomate, massa de tomate, beterraba, cebola, cenoura, pimenta, repolho, alho, um pouco de toucinho de porco, sal - OK). A criadora do gostoso "borshch" é Toma de Stakhanov - região de Luhansk. Ela está aqui com uma grande família, três filhas e dois netos. Até um papagaio trouxeram. "Nós trouxeram os voluntários, - conta a mulher, - diziam que apagarão Stakhanov da face da terra e nós viemos rapidamente. O que virá depois - não se sabe. Queremos ir para casa. Estamos aqui já por quatro meses. Lá deixamos um apartamento. O que aconteceu com ele não sabemos.  Por enquanto dizem que não podemos voltar." Em Chyhyiev a família registrou-se como deslocada, vive no abrigo e, por enquanto, não pretende procurar apartamento, falta dinheiro. Voluntários ajudam a todos com produtos alimentícios, roupas quentes, cobertores.


"Nós fazemos plantão na cozinha, seguindo os quartos, diz Toma. Os produtos estão na cozinha e nós preparamos." A mulher não se queixa, mas é evidente que a vida de quartel a cansou. "Não faz tempo regina esteve hospitalizada. Julia também também, teve pneumonia. Lilka tem asma, é uma criança diferente", - diz a mulher e abre as mãos.


A mais comunicativa nesta comunidade é Olga de Kirov - Luhansk. Vive aqui já terceiro mês com pai, irmã, sobrinha e filha. Graças a Deus, aqui estamos todos bem, - diz, - mãe e tio permanecem lá. Lá agora tem guerra, tiroteios. Nossa rua sofreu muito. Mamãe disse que na cidade lutaram corpo a corpo. Não há luz e nem água, até agora. Eles ficam no subsolo. A casa é nossa e temos uma adega. Então eles ficam mais na adega. Nós queríamos voltar, mas a mãe disse que não vale a pena. Meu marido ficou em Stakhanov. Graças a Deus ele ainda trabalha lá. Nós temos vaquinhas. Mas não temos dinheiro para comprar-lhes feno. Restam ainda 200 "hryvnias" e não sabemos o que virá.


Quero ir para casa. Desesperadamente, mas luz ainda não vejo. Nos feriados eu fui , pensei que tudo estaria bem, duas semanas não houve tiroteio. Mas mal cheguei, no quarto dia o tiroteio recomeçou... Voltei assustada. A menor somente ouvia os sons quando dormíamos na adega, a maior viu com seus próprios olhos. Agora, lá temos a Guarda Nacional. Os nossos começam atirar e eles revidam, muito mais. Terror. (Os ukrainianos não iniciam disputas, eles mantém a ordem de silencio, de não provocar. São os separatistas que não param com os tiroteios, quando eles começam os ukrainianos se defendem. É o que cansei de ler nos jornais. - OK) Mamãe diz: estamos na rua, e de repente o estrondoso som ocupando todo o espaço, e quatro casas despedaçadas. E nós nem compreendemos de onde veio, e em que direção foi. Todos gritam, tudo queima, casas não existem mais. Cinco vizinhos já morreram. À menininha de 11 anos, que horror, arrebentou a cabeça. Eu não esperei isto para minha vida.Tinha tudo: o apartamento os pais deram, e montaram. Viva e seja feliz. Criavam-se sonhos e esperanças. Adquirimos vacas, nossa situação melhorava, tudo ia bem. Sabíamos que os pais receberiam pensão, eu contava com o auxílio para menores. E, de repente, toda nossa vida arruinou-se. Juntei as crianças e fugi. Hoje já é 4º dia que não consigo comunicar-me com mamãe. Papai está nervoso. Não sabemos o que pode estar acontecendo. Acreditamos que voltaremos, que estaremos em nossa casa. E lá, como Deus prouver."


"Não quero voltar para lá, - diz a vizinha de quarto da Helena, Natália de Luhansk - não posso esquecer tudo o que houve. E não se sabe se não voltará. Não há fé que tudo acabará em paz. Quero que as crianças vivam em paz. Quando nossa povoação bombardeavam, a criança perguntava se viriam matar-nos. Isto é normal? A menininha de cinco anos fica parada e chora. Em meia hora encontramos um carro para remover-nos. Contactamos os voluntários e eles ajudaram. Nos acomodaram aqui, ajudaram o marido com trabalho." Os voluntários ajudam como podem, diz a mulher. Tudo graças a eles. A situação está difícil, mas não passamos fome e não estamos nem na guerra, nem no tiroteio. Natália diz que quer arrumar um emprego, mas é difícil. Não há com quem deixar as crianças: a Alexandra de 5 anos e Eugenia de dois. No inverno ir ao jardim não faz sentido, ficarão doentes. Deixar não há com quem.


No quarto ao lado fica o avô Mykola. Ele é de Kirov. "Lá há bombardeios," - diz o avô - muitos saíram. Recentemente fui para casa, por nove dias. Trabalhei um pouco no quintal, colhi maçãs e voltei para cá. Nossa amiga Nádia esteve aqui com a filha. Combinou com os voluntários sobre nossa chegada. Eles nos buscaram em Alchevsk.

"Sabem onde bombardear."

"Quando bombardeiam, todos fogem, - inclui-se a mulher sentada no canto do quarto. Apresenta-se como Lyudmila Sergeyevna, - quando o exército auxiliar veio e disse que as lutas serão fortes em Pervomaisk, nós viajamos deixando tudo. O apartamento foi bombardeado. A casa da mamãe está inteira, minha também. Nós fomos a pé até Irminka, lá a "milícia" nos trouxe até Stakhanov, de onde nos ajudaram os voluntários. Estamos aqui desde 3 de agosto. Sempre pensamos que no próximo mês voltaremos para casa, mas está ficando cada vez pior. Veja, o neto veio do trabalho e dorme, mas a filha Ira procura trabalho. O neto conseguiu trabalho na iniciativa privada, onde produzem álcool. Fomos para casa por uma semana e voltamos porque começaram os bombardeios. Agora está pior que antes. Do lado da Popasna, da Bakhmutka, de Kalinov, de todos os lados. Tudo já destruíram. Atacaram a maternidade, a escola, a fábrica Karl Marx. E sabem onde atacar. Não é "milícia". É "Guarda Nacional". (Esta pessoa está equivocada, por ignorância ou má fé. "Guarda Nacional" são voluntários ukrainianos que formaram verdadeiras unidades militares e defendem Ukraina, inclusive morrendo muitas vezes. E a maioria desta população do Donbass é, em grande parte culpada pelo que lhe sucede. Esta população, que é de origem ukrainiana, fosse patriota, prezasse seu idioma e seus valores, Putin não poderia dizer que está protegendo os falantes do idioma russo. - OK). 


A milícia veio, deu alguns tiros por entre as casas e foi embora, - incluiu-se outra mulher, que telefonava procurando trabalho."Nesta área não há "milícia", eles estão algures. Mas, por que atirar? Atirem na "milicia" não na maternidade". E no início, quando os mortos enterravam próximo aos trens, continua Lyudmila Sergyevna, - tinham medo. Cobriam as pessoas, pelo menos com terra". Nos expulsaram de nossas terras, precisamos fugir para Kharkiv, novamente revolta-se a que procura emprego, - deixaram-nos desabrigados. Trabalhávamos, vivíamos. Bem, nós queremos alguns direitos. Mas, não nos ouviram. Fascistas, dizem. Nós não queremos pertencer à Rússia, nós nascemos aqui. Eu não estou contra a Europa, mas que eles vivam lá. Nós não vamos viver como vivem na Europa. Para alcançá-los, ainda precisamos 15, talvez 50 anos.


Sasha, da cidadezinha Popasna, revela-se mais pacífico e pede para fotografá-lo, para lembrança. Diz que a maioria de seus vizinhos do prédio, permaneceram, mas lá é perigoso, lá atiram. "Os produtos quem conseguiu, trouxe, quem não conseguiu está sem alimento. Em Chyhyiev vive com a mãe e irmã. A irmã viajou antes. Chegamos a Artemivsk. Lá passamos a noite na estação, depois, de carona, chagamos até Kharkiv. Telefonei para irmã e ela nos disse o endereço. No início nos colocaram num bangaló. Lá é frio. A três semanas estamos aqui. Hoje fui procurar trabalho. Os voluntários ajudam com comida, mas dinheiro não há. Preciso ganhá-lo sozinho, ao menos para os cigarros, sabão e roupas. Mamãe recebe pensão, ela nos dá um pouco. Quero encontrar um trabalho, de acordo com minha saúde. No ano passado tive fratura de quadril, e ainda não estou muito bem. Não posso levantar peso."


Quando nos preparamos para partir chegaram voluntários locais, do grupo de voluntários "Eslavos", que cuidam do abrigo. Na sua conta milhares de vidas salvas, levam ajuda à zona de guerra e evacuam a população do território ocupado. Começaram de Sloviansk. O ativista do grupo Andrii Vasyliev diz que sabe, quantas pessoas conseguiu retirar e evacuar."Somente de Lysychansk, quando nós rompemos o bloqueio, através da linha de frente correram umas dez milhares. Muito. Atrás de nós vinham colunas de carros. Ninguém os contou. A tarefa era ajudar a todos que quisessem. Prioridade: grávidas, crianças, idosos, inválidos, e depois os homens. O Estado não ajudava. Ajudavam pessoas comuns". Diz, que anteriormente precisava negociar com os terroristas e soldados ukrainianos (Outra estória fantástica, muita imaginação - OK). Até no cativeiro esteve, para fuzilamento o preparavam, e hoje todos o conhecem. Eles, como um raio de esperança, trazem alimento e tudo indispensável. Cooperam com organizações internacionais, Fundo Caritas, UNICEF, grupos alemães de direitos humanos e organização de caridade da República Checa "Mão amiga". "Ruim que os nossos não fazem nada - diz Andrii. Os russos estão dispostos a ajudar, mas não estamos dispostos, para não nos culparem por isso." Nos territórios ocupados tentam confiar mais nas igrejas ortodoxas. "Eles são como voluntários nossos". Risos.


Lá, a vida continua, mas não há dinheiro, pouca comida e tudo é muito difícil. As cidades povoaram-se novamente. Carros andam, a vida é visível, não como era dois meses atrás quando, entrando na cidade - o apocalipse. Serviços comunitários funcionam em alguns lugares. Por exemplo, em Alchevsk e Luhansk o sistema foi estabelecido. Mas em Pervomaisk e Stakhanov nem tudo vai bem, e não é apenas porque eles estão na linha de frente. Lá, eles não conseguem entender-se. Lá nós não sabemos como será, - diz o voluntário - porque cada cidade tem sua chefia. No entanto, iremos para lá fazer nosso trabalho. Apesar de tudo.


Olga, de Stakhanov, moradora mais antiga no abrigo - veio com marido e dois filhos ainda em 25 de julho. "Nós saímos, quando atacavam as redondezas. A situação não apresenta saída, nem dinheiro, nem trabalho, tudo fechado. Pequenas rações dão uma vez ao mês. "Não funciona - duas crianças pequenas." Diz, que nas redes sociais encontrou anúncio dos voluntários, combinaram, e eles trouxeram a família para este abrigo. Ajudam como podem. Ao trabalho, a mulher ainda não pode ir porque está em licença pelo filho mais novo, e o maior não pode frequentar escola por proibição do psiquiatra, devido a defeitos de linguagem, somente irá no próximo ano. Se vai voltar para casa não sabe. "É claro que quero. Lá ficou minha avó, tia e irmão. E aqui, de qualquer modo seremos desalojados. E, em casa é sempre melhor, apesar de não haver perspectivas especiais. Ou, talvez, chamarei para cá meus parentes. Ainda não sei.!


Os psicólogos dizem, que não se deve ter pena deles, porque a compaixão os enraivece. Tornam-se agressivos e frequentemente inadequados. As pessoas precisam de apoio e calor humano costumeiro. Eles têm dificuldades. Muitos caem em estado infantil. Não sabem o que fazer, para onde correr, o que desejar. Não acreditam em ninguém. Houve um caso, em que algumas famílias do abrigo temporário voltaram para a área da batalha. Não suportaram a falta de dinheiro, conflitos e desespero. Isto não é por posições cidadãs, mas devido a medo animal. Agora, graças aos psicólogos, estes sentimentos mudaram ligeiramente. O contato, psicólogos estabelecem através das crianças. Os pais, no início, observam com desconfiança, depois aproximam-se para conversar.

Tradução: O. Kowaltschuk

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Fotos da Ukraina e Brasil venceram o concurso "Vicki ama a Terra -  2014" 
Ukrainska Pravda Zhyttia (Verdade Ukrainiana Vida), 12.12.2014

No concurso de fotografia "Vicki ama a Terra" venceu a fotografia "Visão do Parque Nacional dos Cárpatos, de Dmytro Balkhovityn, a partir da montanha Hoverla. O juri ficou especialmente impressionado com a composição da foto e jogo de luz.

O juri internacional consistiu de 7 pessoas, a maioria dos quais têm experiência no campo de fotografia da natureza: Diego Dels (Espanha/Alemanha), Muhammad Mahdi (Tanzânia/Índia), Julian Monhe-Najera (Costa Rica), Suzane Plank (Áustria), Esther Sole (Espanha), Oleg Zharii (Ukraina) e Wikimk (Macedônia), mais dois membros indicados pela Comissão Organizadora Nacional.
Objetivo: criar imagens de alta qualidade e promover a conservação da natureza através da popularização da informação sobre monumentos naturais.  

Primeiro lugar: Vista do Parque Nacional dos Cárpatos a partir de Hoverla (montanha - foto de Dmytro Balkhovityn.

Foto: Dmytro Balkhovitan
Segundo lugar: Retrata o "Dedo de Deus" - formação rochosa mais famosa do Parque Nacional "Serra dos Órgãos" no Rio de Janeiro - Brasil. A fascinante paisagem é completada com perfeita composição. E, segundo um dos jurados, esta foto lembra a pintura chinesa.

Foto: Carlos Peres Couto.

Tradução: O. Kowaltschuk

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Notícias diversas - 8 e 9 de dezembro
Vysokyi Zamok (Castelo Alto)

Os terroristas forçam os trabalhadores das minas e empresas  à mobilização pela Nova Rússia.

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"Os militantes levaram para o monturo, em Donetsk, dois caminhões basculantes com cadáveres de seus asseclas. Isto prova que o trabalho de nossos guerrilheiros é eficaz. Prova também, e não surpreende, que os bandidos já perderam sua forma humana, noção e valores cristãos humanos". - diz o comunicado do centro de imprensa da ATO.
Como relatava Elena Vasileva - ativista social russa "durante a guerra no Donbass mataram cerca de 4 mil russos. Cerca de mil deles são voluntários-mercenários. O restante são militares russos.

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Na Rússia começou uma massiva revolta de Mães de soldados depois da derrota das forças especiais russas em Donetsk. As mães vieram a Rostov (próximo a divisa com Ukraina), de todo país, para procurar seus filhos que desapareceram na alegada "longa missão". Rebelam-se também as mães locais, porque são muitos os "kazak" que morreram no Donbass.
Moscou, escrevem nas redes sociais, bloqueia as comunicações telefônicas e eletrônicas com a região. E, parece, que para lá, imediatamente transferiram unidades internas do exército e também polícia.

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Devido as sanções, os russos não reservam restaurantes e hotéis  para as festas corporativas de Ano Novo. Situação análoga a 1998 e 2008. Muitos restaurantes pretendem trabalhar normalmente, na esperança de que as pessoas venham sem reserva prévia.

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Os advogados de Yanukovych pretendiam retirar do banco 20 milhões de "hryvnias". Não conseguiram, a justiça impediu. 
Já a Interpol recusa-se declarar o ex-presidente, e mais sete comparsas, à captura internacional. Diz que este caso parece ter perseguição política.
Yarema diz que a Procuradoria Geral forneceu todos os materiais necessários para declarar estas pessoas como procuradas internacionalmente.

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A advogada da viúva de Gongadze falou em que condições cumpre pena o matador Pukach. (Gongadze é aquele jornalista assassinado e cujo cadáver encontraram sem a cabeça. Foi reconhecido por um ferimento anterior, na Georgia. Ele denunciava os mal feitos do governo do ex-presidente Kuchma. Foi um crime chocante, que até hoje comove os ukrainianos. Um ministro, na época, teria se suicidado com dois tiros no crânio - provável assassinato, porque sabia de fatos que não desejavam esclarecidos). Depois de muitos anos o matador, isto é, aquele que fez o serviço sujo, foi julgado e está preso.
Há quase dois anos o ex-general Pukach foi condenado à prisão perpétua. Como não houve julgamento da apelação, a sentença ainda não entrou em vigor. Pukach e Alexei Podolsky apelaram para devolver o caso à investigação pré-julgamento.
Segundo Valentina Telychenko, advogada da viúva Gongadze, a apreciação dos recursos é deliberadamente atrasada o que é confortável a Pukach porque ele não está na prisão, mas numa cadeia confortável e comporta-se com insolência durante as audiências judiciais. 


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Este vídeo chocou os ukrainianos. Ele foi postado nas redes sociais. Mostra uma vovozinha, que com auxílio de um balde sobe no trem. O trem Melitopolh - Zaporizhzhia pára em local não adequado, devido às exigências dos moradores da localidade.
No local não há plataforma nem sinalização, não obstante a parada é permitida. As pessoas argumentam que esta parada encontra-se próximo de uma cooperativa da aldeia Novoslobodivka, a 15 km de Saporizhizhia. Os moradores locais já, por vários anos, requerem aqui uma plataforma ferroviária. (Comentar o quê? - OK)


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Poroshenko entrega mais de 100 (cem) unidades de técnicas militares.


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OSCE registou novo comboio de caminhões e veículos militares em Donetsk. São mais de 100 (cem) veículos militares verdes, sem marca, que se dirigem ao sul da cidade de Donetsk.

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Em um dia Ukraina perdeu seis militares.
Em Avdiivka, subúrbio de Donetsk, de tiros dos militantes morreram duas crianças e 13 pessoas foram hospitalizadas, dessas cinco são crianças. Muitos prédios residenciais foram danificados, o prédio do Jardim de Infância e parte do hospital municipal. 
Foram mortos seis moradores e feridos 3 em Horlivka. Os moradores saíram na rua exigindo que os terroristas fossem embora. 

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Nos hospitais estrangeiros estão em tratamento mais de 100 (cem) militares ukrainianos, feridos no Donbass. Destes 73 - na Polônia, 11 - em Israel, 16 - na Alemanha, 8 - na Croácia, 6 - na Lituânia, 5 - nos Emirados Árabes, 4 - nos EUA, 4 - na Eslováquia, 3 - na Estônia, 3 - na Hungria, 2 - na Áustria, 1 - na Letônia.
O tratamento e a reabilitação realiza-se tanto às custas dos governos onde estão os soldados, como da ajuda pública, organizações de caridade, voluntariado e empresas locais.
Tratamento e reabilitação já completaram 36 soldados.

Quanto aos feridos durante a Revolução da Dignidade (Euromaidan), a ajuda médica além fronteira, recebeu 363 ukrainianos. Destes: 144 - na Polônia , 58 - na Eslováquia, 38 - na República Checa, 25 - na Alemanha, 24 - na Itália, 22 - na Lituânia, 11 - na Áustria, 11 - na Romênia, 10 - em Israel, 8 - na Letônia, 6 - na Estônia, 3 - na França, 2 - na Espanha, 1 - na Suécia.
O transporte aéreo era fornecido pelos parceiros estrangeiros. 

Seu capacete deu ao soldado...
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 08.12.2014
Ivan Farion 

Médicos israelenses tentam salvar o Herói da Ukraina Oleksandr Petrakivskyi, que já está em coma quinto mês.


O major Oleksandr Petrakivskyi, 26 anos, graduado pela Academia das Forças Armadas, recebeu o título de "Herói da Ukraina" do presidente Poroshenko, mas seu título não poderá receber em breve. Ele permanece em um dos hospitais de Tel Aviv, onde neurocirurgiões lutam por sua vida já quinto mês...
Oleksandr liderava uma equipe de 13 pessoas, em 20 de julho, que cobria a passagem da técnica ukrainiana e batalhão voluntário "Aidar"  até o aeroporto de Luhansk. Parecia não haver dificuldade mas, inesperadamente, próximo à cidade Shchastia caiu numa emboscada (suspeita-se de venda de informações aos separatistas por algum traidor). O veículo com militares ukrainianos foi bombardeado, dois soldados morreram. Os militantes abriram fogo cerrado, esforçavam-se para matar todos os ukrainianos. Nesta contenda um jovem soldado perdeu seu capacete. Vendo isto, o capitão Petrakivskyi (major, posteriormente) tirou seu capacete e colocou-o na cabeça do soldado. Alguns minutos depois, próximo, explodiu uma mina e um dos fragmentos alojou-se no presente do comandante. O soldado ficou vivo. Mas o capitão não teve a mesma sorte - durante as próximas explosões, alguns estilhaços incandescentes alojaram-se em sua cabeça desprotegida, ao comandante, perfuraram a testa.
Sangrando, Oleksandr continuou a administração da luta, assegurou a passagem da coluna e retirou seus soldados da zona de perigo, trouxe do tiroteio  o sargento ferido...
Quando chegaram ao hospital de campanha, aceitou cuidados médicos somente depois dos outros. Talvez tenha sido tanto sacrifício que lhe causou graves complicações. Oleksandr passou por duas cirurgias pesadas, duas vezes passou por morte clínica. Durante a extração de um estilhaço caiu em coma, do qual não voltou até hoje. Pela sua vida lutaram no hospital de Lviv, sua temperatura chegava a 41 graus - cobriam-no com gelo.
Posteriormente ele foi enviado para Kyiv e durante o próximo exame descobriram mais um estilhaço no pescoço, que anteriormente confundiram com ... escaras. É possível, que aquele fragmento fosse de cerâmica (know-how de militares russos), invisível aos raios X...
Além dos médicos, à luta juntou-se toda sua família: seu pai P. Stanislavovych, coronel, 41 anos de serviço militar; sua mãe Tatiana, tenente-coronel; sua irmã capitã; sua esposa Halia, estudante da Academia do Exército; sua irmã mais nova, que sonha com dragonas militares e sua filhinha Anastácia de cinco anos, a qual não contam toda a verdade sobre seu pai.


Família e amigos iniciaram captação de recursos. Um dia no hospital pátrio custava seis mil "hreyvnias". Para tratamento no exterior era necessária uma soma fantástica: na conta apresentada pelos médicos da Terra Prometida (Israel), constava a quantia "300 mil euros". Para despesas iniciais exigiam 150 mil euros, e aconselharam trazer consigo, para despesas eventuais mais 100 mil. Os ukrainianos aceitaram o desafio porque os esculápios alemães (Esculápio - deus da medicina na mitologia greco-romana - OK) colaboração dos quais prometeu Angela Merkel, ajudar a Oleksandr, recusaram - caso muito difícil.

Um dia em um hospital israelense custa 3,5 mil dólares (Atualmente um dólar, na Ukraina, vale 15 - 16 "Hryvnias - OK). Quantos dias assim Oleksandr precisará, ninguém sabe. Ao oficial, com o qual está de plantão seu pai, esperam, pelo menos, mais duas cirurgias. Esperanças para recuperação há. Mas, constantemente deixam claro: não esqueçam o pagamento - caso contrário, seu filho deixará de ser nosso paciente...

Na Ukraina a família passou por vários calvários - especialmente, devido a burocracias militares e bancárias. Uns demoravam com a documentação, outros recusavam-se converter em moeda estrangeira as coletadas "hryvnias" graças aos mecenas. Para chegar aos necessários euros-dólares, a questão era decidida nos gabinetes da Bankova (governo)...

Mas houve pessoas benevolentes junto desta família sofrida. Segundo o pai do oficial, muito ajudaram: Academia do Exército, a Administração Estatal Regional - ex-presidente de Lviv Irena Sekh, na solução de passaportes e vistos, Consulado Geral da Polônia de Lviv, Cônsul Geral ukrainiano Jaroslaw Drozd, Concerto de caridade de Oleg Skrypka e inúmeros ukrainianos.

- Agora tudo está nas mãos dos médicos e Deus - diz o pai de Oleksandr. Oramos pela saúde de nosso filho e confiamos que Deus ouvirá nossas orações.

O pai de Oleksandr, militar aposentado prometeu: assim que seu filho recuperar a saúde, pegará em armas e irá lutar contra todos que levantaram a mão contra Ukraina.

Seguem ao texto os números dos cartões bancários, onde poderão ser feitos donativos.

(É surpreendente a ajuda que os ukrainianos, quando enfrentam grandes dificuldades, recebem da comunidade em geral. Muitas vezes o pobre doa o pouco que tem.
Surpreendem as doações para os militares e a abnegação dos voluntários na presente guerra.
Há, também, um grande número de traidores, bajuladores de Moscou, ou simplesmente pervertidos por séculos de domínio moscovita, que aproveitam todas as ocasiões para apoderar-se de bens ou situações inacessíveis a quem não quer trabalhar honesta e dedicadamente. - OK).

Tradução: O. Kowaltschuk

domingo, 7 de dezembro de 2014

Merkel: Rússia está de olho nos direitos de soberania da Ukraina, Geórgia e Moldávia
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 07.12.2014


A chanceler alemã, Angela Merkel, acusou a Rússia de interferir nos assuntos internos de países que buscam a aproximação com a UE.
Ela afirmou ao jornal Die Welt que Rússia cria problemas a Moldávia, Geórgia e Ukraina, países que aprovaram o acordo de associação com UE. Merkel indicou os "conflitos congelados" em torno das autoproclamadas Transnistria, Abkházia e Ossétia do Sul, e também as ações russas no leste da Ukraina.

Ela também declarou, que Moscou tenta colocar em sua dependência econômica e política os países ocidentais dos Balcãs. Falando sobre os países bálticos, a chanceler alemã disse que "não se trata de guerra. No entanto, de acordo com o artigo 5 do tratado da OTAN, o ataque a um membro da aliança do Norte do Atlântico é visto como um ataque à organização como um todo. E que, em caso de necessidade do país báltico, será prestada assistência militar.

As relações entre Rússia e o Ocidente deterioram-se significativamente em consequência dos acontecimentos de 2014, quando Moscou anexou a Criméia ukrainiana e, posteriormente, enviou grupos armados, especiais, ao Donbass, para capturar as instituições do Estado, criou armados grupos de combatentes, e introduziu na Ukraina suas unidades militares. Concomitantemente, Rússia nega oficialmente sua participação no conflito armado no Donbass.

A retórica de Angela Merkel quanto as ações da Rússia tornou-se ainda mais dura depois da cimeira do "Grupo dos Vinte" em Brisbane, onde a chanceler alemã teve algumas horas para conversações com o líder russo Vladimir Putin.

Na Rússia pode ocorrer uma insurreição (Imprensa mundial)
Radio Svoboda (Rádio Liberdade), 02.12.2014
Anna Shamanska

Foto de arquivo: Ação de protesto contra o regime de Putin.
A mídia global diz que, do ponto de vista acadêmico, Rússia tem hoje todas as condições para o início da revolta pública no país. Outras publicações comentam a economia russa, para determinar o impacto, como influi a recessão econômica no regime de Putin e suas ações na Ukraina.

O jornal russo de língua inglesa Moscow Times escreve, que a elite dominante em Moscou concluiu, que Washington e Bruxelas têm intenção de obter mudança de regime na Rússia, apesar de que nenhum representante dos EUA ou UE nada parecido reivindicaram. Rússia começou a temer que o Ocidente vai tentar organizar uma revolta pública na Rússia.

Muito provavelmente, os países ocidentais não têm um plano para derrubar o regime do presidente Vladimir Putin. No entanto, se avaliar a situação na Rússia em termos clássicos de investigação de tumultos públicos, que fez Edward Lyuttvak, então o país aproxima-se do estado, em que essas revoltas ocorrem normalmente. Para provocar uma revolta, o crescimento econômico deve parar e ser acompanhado de desemprego e inflação; o país deve guerrear numa longa guerra sem êxito, deve experimentar séria derrota diplomática; a situação política no país deve apresentar-se cronicamente instável.

A fraqueza fatal de regimes autoritários consiste no fato, de que os governantes oprimem a sociedade, enquanto concentram o poder nas mãos de poucas pessoas. Deste modo, uma rebelião é bastante provável. Então, para proteger o país de uma mudança de regime, Kremlin não deve preocupar-se com perigo externo. O governo deve garantir uma forte soberania e promover ativamente o desenvolvimento de uma sociedade civil forte e democrática, e não suprimi-la.

O jornal americano Político escreve, que o colapso do rublo russo pode adicionar forças a Putin, porque então ele poderá apoiar-se em seu favorito "combustível" - xenofobia. Apesar do fato, de que o rublo, e preços do petróleo caem rapidamente, Rússia não aparenta estar em perigo  de caos político ou colapso. Isso diz muito sobre Putin e alternativas de seu regime, ou sua ausência.

Primeiro, escreve a edição, Putin em grande parte reuniu o poder em suas mãos. Ele "empurrou" os adversários, que são obrigados a observar uma posição cautelosa e contida. Segundo, Rússia tem reservas de valores no estrangeiro. E podemos falar em centenas de bilhões de dólares, escreve o jornal. Isto pode ser insuficiente, se os preços do petróleo estiverem baixos durante anos, no entanto, este capital dá a Putin e seus funcionários, espaço para manobras.

Embora a economia russa seja ligada ao petróleo e exportação de bens, nós devemos lembrar, que esta nação experimentou momentos muito piores nos últimos dois séculos. Portanto, os preços mais baixos do petróleo podem levar, em particular, a uma maior xenofobia e nacionalismo, que a maior agressão russa devido a situação na Ukraina ou o fornecimento do gás à Europa, porque Putin encontrará outros caminhos para apoio de seu governo e perspectiva em casa, escreve Político.

No entanto, outro jornal americano, National Review diz o oposto e supõe, que os problemas econômicos podem arruinar os planos de Putin. Segundo o autor do artigo, para parar a agressão do Kremlin a Ukraina. Mesmo antes das sanções, e da queda de preços - a economia russa não se podia considerar "saudável". Alguns especialistas previam o declínio do crescimento econômico antes da crise ukrainiana, mas os preços do petróleo ajudavam a Rússia ficar na superfície.

Além disso, apesar do fato que Putin permanece político popular em casa, é compreensível, que o seu regime e ações da Rússia na Ukraina têm valor econômico real para os cidadãos do país. Por exemplo, Kremlin foi forçado usar o dinheiro do fundo de pensões para financiamento de projetos de infra-estrutura. Não se sabe, como a isto reagirão os funcionários públicos e os pensionistas, pertencentes aos principais blocos de apoio a Putin. Além disso, as companhias russas começam pedir subsídios ao governo, o que não permitira ao Kremlin continuar a construção do exército russo. Isto, por sua vez, o impedirá intervir e influenciar nos países da Europa Oriental, escreve National Review.

Mais notícias ukrainianas

Aos combatentes da ATO entregaram quase 100 tanques, BTR (transporte blindado) e SAU (Instalação de artilharia impulsionada)


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Ao Donbass conduzem "voluntários" da Sibéria.
De Tomsk a Luhansk vem primeiro grupo de "voluntários", composto de 31 pessoas, de 23 a 50 anos de idade. Segundo a mídia, o grupo foi organizado pela União Russa de Veteranos do Afeganistão, com dinheiro de patrocinadores.. 
Muitos deles trabalhavam como motoristas, na construção, massoterapeutas. E vários participaram dos conflitos no Afeganistão e Chechênia.
Segundo foi noticiado, vários grupos de "voluntários" são enviados para Ukraina de toda Sibéria.

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Nas últimas 24 horas (dia 6) os terroristas promoveram disparos 87 vezes aos militares e civis ukrainianos no Donbass.
Aproveitavam armas de pequeno porte: Grad (sistema reativo soviético de descarga simultânea), morteiros e artilharia. Os pontos mais quentes foram Luhansk, Donetsk e Dabal'tsevo. (O texto traz nomes de mais 21 localidades).

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Os terroristas capturados testemunham contra FSB (sucessora da KGB russa) diz Nalyvaichenko - SBU (Serviço de Segurança da Ukraina).
Em Belgorod eles passam pelo treinamento e instrução. Eles sabem os nomes dos instrutores do FSB.
(Ainda Rússia diz que não é ela que envia - OK) Eles recebem instrução, explosivos e promessa de dinheiro.
"É preciso compreender que a segurança do nosso país ameaça todo o país vizinho. Nisto não pode haver dúvidas. No FSB russo decidiram que é necessário liquidar os ukrainianos e para cá enviar todo tipo de criminosos, pagar-lhes dinheiro, ensiná-los. Na verdade, o serviço de segurança do país agressor transformou-se no serviço especial de terroristas. Explosivos - de onde? Formação - de onde? Dinheiro - de onde? A resposta é sempre uma - do país agressor" - declarou o chefe do SBU.

Tradução: O. Kowaltschuk