Anunciadas novas classificações de candidatos para presidência da Ucrânia.
De acordo com duas pesquisas, o showman Zelensky lidera o ranking presidencial.
Zelensky - 23%, Petro Poroshenko - 16,4%, Yulia Tymoshenko - 15,7%, Yuriy Boiko - 9,3%, Anatoly Gritsenko - 8,1%, Oleg Lyashko - 6,7%.
Pesquisa realizada entre os dias 16 - 19 de janeiro. Aproximadamente 23% dos eleitores ainda não se decidiram.
Eleições ucranianas e o plano de Putin.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 31.01.2019
Essa idéia é bem simples - Putin quer que um candidato inexperiente vença a eleição.
Ele escolheria, em primeiro lugar, alguém do ex-Partido das Regiões, francamente pró-russo. Mas, como isto é improvável, o segundo, quase ideal, seria Zelensky.
Vladymyr Zelensky - um candidato que não tem preparo, pode ter laços duvidosos com os oligarcas, mas, em todo caso, sem experiência.
Claro, Ucrânia está diante de uma ameaça existencial, da Rússia. Isso continuará no futuro próximo, então a última coisa que Ucrânia precisa é de um candidato como Zelensky. Portanto, na verdade, ele é a opção ideal para Putin, em primeiro lugar.
Em segundo lugar, quem seria a melhor opção para Ucrânia? Existem apenas dois candidatos sérios: Tymoshenko e Poroshenko. Estes dois lideram as pesquisas. Na verdade, ao contrário de muitos dos meus amigos que consideram Tymoshenko um desastre, estou menos inclinado a pensar assim. Por outro lado, precisa reconhecer o trabalho de Poroshenko - Ucrânia não está nada mal em diferentes direções. Sobre ele sabem no Ocidente, ele tem boas relações com os representantes dos governos ocidentais. Ele teve bom desempenho em diversas categorias.
O que Ucrânia não precisa - quebra de coerência de sucessão. Juntamente Zelensky seria uma grande ruptura, Poroshenko, pelo contrário.
Petro Poroshenko manteve Ucrânia no caminho das reformas - o país mudou (embora algumas pessoas discordem). Ele também tem uma fórmula que mantém Rússia à distância (com sucesso) e assegura o apoio do Ocidente. Isto faz dele um bom candidato. Se será eleito - já é outra questão. Ele, ainda não é muito popular. Por outro lado, ele e Tymoshenko estão no mesmo nível, então Poroshenko pode ter boas chances.
Não consigo imaginar, que algum candidato sério aparecerá no futuro próximo. Se algum candidato secreto realmente existisse, sobre ele haveria comentários, pelo menos na mídia. Tenho certeza de que não haverá surpresas. Honestamente, eu não sei quem poderia ser.
Por que as pessoas estão frustradas? Por razões óbvias - enquanto ocorriam todas essas mudanças, o padrão de vida não crescia tão rápido quanto esperavam de Poroshenko desde 2014. Existem razões subjetivas e objetivas. Lembram-se, de 2014 a 2015, o PIB da Ucrânia caiu em 20 - 25% por causa da guerra no leste - mas isso não tem relação com Poroshenko, Tymoshenko ou qualquer outra pessoa. Isso é culpa de Putin.
A partir de 2016, a economia crescia três e meio por cento, o que é bastante bom de acordo com os padrões mundiais. Mas não é muito bom para Ucrânia - ela deve crescer 7 a 8% - todos entendem isso.
Então houve progresso, o padrão de vida aumentou, os salários aumentaram mas, infelizmente, as expectativas são muito maiores. Os ucranianos queriam viver como na Europa Ocidental em 2014 e, portanto deram o nome de EuroMaidan à revolução.
Por que eu insisto que Ucrânia deu um enorme passo em frente? Primeiro, é absolutamente óbvio. Para todos que vivem ou vêm para o país. Particularmente são visíveis as mudanças para os estrangeiros. As mudanças são visíveis, porque eles visitam Ucrânia algumas vezes por ano e vêem a mudança com seus olhos. Em segundo lugar, deve ser entendido que a maioria das reformas de Petro Poroshenko são institucionais e estruturais, e elas são difíceis de perceber. A abordagem deve ser objetiva, sem inerente maximalismo ter tudo de uma vez.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Cenário de sonhos para Putin
Vysokyi Zamok (Castelo Alto)), 23.01.2019
Alexander Motyl
Sem entender que o país realmente mudou após as eleições. os ucranianos podem cair no pior dos mundos.
A vitória de Zelensky poderá tornar-se um cenário para os sonhos de Putin.
O problema da Ucrânia não é que ela não tenha mudado suficiente. Mas no fato de ter mudado demais e rápido demais, aumentando muitos as esperanças da nação, solapando os padrões de comportamento existentes por um longo tempo, criando incertezas e contribuindo para a popularidade de populistas que acreditam que o retorno aos bons e velhos tempos é obrigatório.
De fato, nos últimos quatro anos, Ucrânia mudou mais que nas duas décadas anteriores, isto é, desde a independência em 1991. Observe as seguintes oito realizações impressionantes:
1. Ucrânia construiu um exército extremamente competitivo, um complexo militar profissional, e parou a agressão da Rússia no sudeste - uma conquista significativa no campo militar, em 2014.
2. Ucrânia voltou-se, firmemente, para integração com o Ocidente e o mundo, uma vez que o comércio com Rússia despencou drasticamente, enquanto o investimento estrangeiro direto, a maioria proveniente da China, aumentou. Ucrânia não é mais uma região interna da Rússia, especialmente porque o preço do gás foi racionalizado. A dependência da Ucrânia, do suprimento direto do gás russo caiu drasticamente.
3. Nos últimos anos, a economia ucraniana cresce cerca de 3,5%. Cresce a agricultura e o setor de TI. Os investimentos em energia alternativa crescem (A previsão é que as fontes de energia renovável serão de 25% de energia alternativa, em 2015), mesmo quando o país encontrou no seu território alguns campos de grande porte de gás, o que pode transformá-lo em exportador por várias décadas.
4. O poder local recebeu mais poderes sérios. Ao mesmo tempo, o ativismo social continua crescer, o que, às vezes, leva à rejeição das ações ilegais de pessoas influentes locais. Uma reforma necessária dos cuidados de saúde reestrutura um sistema dilapidado, mesmo quando os ucranianos queixam-se achando tais ações falsas.
5. A educação foi reformada em todos os níveis. Universidades e faculdades têm autonomia. A língua e a cultura ucraniana estão experimentando um renascimento similar aos anos dourados da década de 1920. As edições de livros crescem rapidamente, a indústria cinematográfica ganhou vida, a arte, música, danças e teatro - tradicional e de vanguarda - são inovadores como nada mais no Ocidente.
6. A Igreja Ortodoxa Ucraniana tornou-se autônoma, consolidando assim o movimento do país, da Rússia. Como os exarcas e paróquias, subordinados a Moscou, estão cada vez mais saltando do navio, o ritmo dessa deserção só aumentará depois que o ponto de virada for alcançado.
7. Passos importantes para combater a corrupção foram implementados. Todos os funcionários devem mostrar seus ativos. O Bureau Anti-Corrupção e o equivalente ucraniano do FBI foi criado. Formação do Tribunal anticorrupção em formação. Empresários afirmam que fazer negócios na Ucrânia se tornou melhor.
Ucrânia conseguiu manter-se vigorosa, embora não ideal, com uma imprensa ativa que reflete todos os pontos de vista, uma sociedade civil forte e instituições democráticas aceitáveis. A extrema esquerda e a extrema direita são fenômenos marginais - elas não tem equivalentes nas democracias da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Áustria ou Holanda. O antissemitismo também é marginal.
Paradoxalmente, apesar dessas mudanças espetaculares e óbvias, a maioria dos ucranianos continua insistindo que "nada mudou" e que o país se move na "direção errada". Tais visões são contraditórias por si mesmas - se "nada mudou" Ucrânia não pode mover-se na direção errada - e elas refletem a ansiedade generalizada dos ucranianos, reforçada pelas expectativas superestimadas após o EuroMaydan em 2014. Na verdade, "tudo mudou", e o país se move na"direção certa".
Compreende-se, que os ucranianos querem viver como os europeus ocidentais, não amanhã ou depois de amanhã, mas hoje. Naturalmente, isso não aconteceu - devido a simples razão de que isso é impossível. No final, a única maneira de Ucrânia se aproximar da Europa Ocidental é continuar a incorporar reformas extremamente dolorosas. E foi isto que fizeram - e foi extremamente doloroso, porque os ucranianos tentam fazer face às despesas, enquanto o aumento dos preços do gás reduz o aumento dos salários. Ao mesmo tempo, parece que os oligarcas são pouco afetados (Na verdade, a guerra com a Rússia reduziu significativamente seus ativos), a corrupção continua a ser um problema, e os políticos responsáveis pelos enormes roubos durante a era Yanukovych, fugiram ou permanecem impunes.
Não surpreende, que os apelos populistas recebam resposta do público e possam afetar o resultado das próximas eleições. O presidente Poroshenko quer vencer a eleição presidencial em março, mas pode não ganhar, porque as pessoas o consideram responsável por sua crença de que "nada mudou" e que Ucrânia está se movendo "na direção errada". Yulia Tymoshenko, ex-primeiro ministro apaixonado, meio arquiteto da Revolução Laranja e preso político pelo regime de Yanukovych, conduz uma retórica populista, prometendo mudanças e reformas à instituição da "justiça social". Ela lidera o ranking. A segunda maior classificação é Vladimir Zelensky, que alcançou fama ao com surgimento na televisão, no papel de Vasily, um cidadão comum que se tornou presidente reformador ucraniano. Algumas avaliações dizem que ele ganhará de Tymoshenko no segundo turno.
A vitória de Poroshenko significaria a continuação das tendências positivas existentes. A vitória de Tymoshenko pode significar desestabilização, especialmente se ela decidir atacar o "estabilishment" e se empenhar em um acordo rápido com a Rússia. A vitória de Zelensky poderia mudar "tudo", especialmente se ele liderar uma política incompetente, que dará aos oligarcas a oportunidade de recuperar o controle da economia, estimular a inflação, elevar salários e aposentadorias e encorajar a invasão russa, ignorando questões de segurança e defesa.
Não surpreende, que o presidente russo, Vladimir Putin espera, e pode estar pronto para fazer o possível para derrotar Poroshenko. Tymoshenko, para Putin, seria melhor, mas sua imprevisibilidade pode tornar-se motivo de preocupação. A vitória de Zelensky poderia se tornar um cenário para os sonhos de Putin.
A ironia é que, sem entender que tudo realmente mudou, os ucranianos podem cair no pior dos mundos possíveis - um retorno ao status quo anterior e abraços da Rússia.
Tradução: O. Kowaltschuk
Vysokyi Zamok (Castelo Alto)), 23.01.2019
Alexander Motyl
Sem entender que o país realmente mudou após as eleições. os ucranianos podem cair no pior dos mundos.
A vitória de Zelensky poderá tornar-se um cenário para os sonhos de Putin.
O problema da Ucrânia não é que ela não tenha mudado suficiente. Mas no fato de ter mudado demais e rápido demais, aumentando muitos as esperanças da nação, solapando os padrões de comportamento existentes por um longo tempo, criando incertezas e contribuindo para a popularidade de populistas que acreditam que o retorno aos bons e velhos tempos é obrigatório.
De fato, nos últimos quatro anos, Ucrânia mudou mais que nas duas décadas anteriores, isto é, desde a independência em 1991. Observe as seguintes oito realizações impressionantes:
1. Ucrânia construiu um exército extremamente competitivo, um complexo militar profissional, e parou a agressão da Rússia no sudeste - uma conquista significativa no campo militar, em 2014.
2. Ucrânia voltou-se, firmemente, para integração com o Ocidente e o mundo, uma vez que o comércio com Rússia despencou drasticamente, enquanto o investimento estrangeiro direto, a maioria proveniente da China, aumentou. Ucrânia não é mais uma região interna da Rússia, especialmente porque o preço do gás foi racionalizado. A dependência da Ucrânia, do suprimento direto do gás russo caiu drasticamente.
3. Nos últimos anos, a economia ucraniana cresce cerca de 3,5%. Cresce a agricultura e o setor de TI. Os investimentos em energia alternativa crescem (A previsão é que as fontes de energia renovável serão de 25% de energia alternativa, em 2015), mesmo quando o país encontrou no seu território alguns campos de grande porte de gás, o que pode transformá-lo em exportador por várias décadas.
4. O poder local recebeu mais poderes sérios. Ao mesmo tempo, o ativismo social continua crescer, o que, às vezes, leva à rejeição das ações ilegais de pessoas influentes locais. Uma reforma necessária dos cuidados de saúde reestrutura um sistema dilapidado, mesmo quando os ucranianos queixam-se achando tais ações falsas.
5. A educação foi reformada em todos os níveis. Universidades e faculdades têm autonomia. A língua e a cultura ucraniana estão experimentando um renascimento similar aos anos dourados da década de 1920. As edições de livros crescem rapidamente, a indústria cinematográfica ganhou vida, a arte, música, danças e teatro - tradicional e de vanguarda - são inovadores como nada mais no Ocidente.
6. A Igreja Ortodoxa Ucraniana tornou-se autônoma, consolidando assim o movimento do país, da Rússia. Como os exarcas e paróquias, subordinados a Moscou, estão cada vez mais saltando do navio, o ritmo dessa deserção só aumentará depois que o ponto de virada for alcançado.
7. Passos importantes para combater a corrupção foram implementados. Todos os funcionários devem mostrar seus ativos. O Bureau Anti-Corrupção e o equivalente ucraniano do FBI foi criado. Formação do Tribunal anticorrupção em formação. Empresários afirmam que fazer negócios na Ucrânia se tornou melhor.
Ucrânia conseguiu manter-se vigorosa, embora não ideal, com uma imprensa ativa que reflete todos os pontos de vista, uma sociedade civil forte e instituições democráticas aceitáveis. A extrema esquerda e a extrema direita são fenômenos marginais - elas não tem equivalentes nas democracias da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Áustria ou Holanda. O antissemitismo também é marginal.
Paradoxalmente, apesar dessas mudanças espetaculares e óbvias, a maioria dos ucranianos continua insistindo que "nada mudou" e que o país se move na "direção errada". Tais visões são contraditórias por si mesmas - se "nada mudou" Ucrânia não pode mover-se na direção errada - e elas refletem a ansiedade generalizada dos ucranianos, reforçada pelas expectativas superestimadas após o EuroMaydan em 2014. Na verdade, "tudo mudou", e o país se move na"direção certa".
Compreende-se, que os ucranianos querem viver como os europeus ocidentais, não amanhã ou depois de amanhã, mas hoje. Naturalmente, isso não aconteceu - devido a simples razão de que isso é impossível. No final, a única maneira de Ucrânia se aproximar da Europa Ocidental é continuar a incorporar reformas extremamente dolorosas. E foi isto que fizeram - e foi extremamente doloroso, porque os ucranianos tentam fazer face às despesas, enquanto o aumento dos preços do gás reduz o aumento dos salários. Ao mesmo tempo, parece que os oligarcas são pouco afetados (Na verdade, a guerra com a Rússia reduziu significativamente seus ativos), a corrupção continua a ser um problema, e os políticos responsáveis pelos enormes roubos durante a era Yanukovych, fugiram ou permanecem impunes.
Não surpreende, que os apelos populistas recebam resposta do público e possam afetar o resultado das próximas eleições. O presidente Poroshenko quer vencer a eleição presidencial em março, mas pode não ganhar, porque as pessoas o consideram responsável por sua crença de que "nada mudou" e que Ucrânia está se movendo "na direção errada". Yulia Tymoshenko, ex-primeiro ministro apaixonado, meio arquiteto da Revolução Laranja e preso político pelo regime de Yanukovych, conduz uma retórica populista, prometendo mudanças e reformas à instituição da "justiça social". Ela lidera o ranking. A segunda maior classificação é Vladimir Zelensky, que alcançou fama ao com surgimento na televisão, no papel de Vasily, um cidadão comum que se tornou presidente reformador ucraniano. Algumas avaliações dizem que ele ganhará de Tymoshenko no segundo turno.
A vitória de Poroshenko significaria a continuação das tendências positivas existentes. A vitória de Tymoshenko pode significar desestabilização, especialmente se ela decidir atacar o "estabilishment" e se empenhar em um acordo rápido com a Rússia. A vitória de Zelensky poderia mudar "tudo", especialmente se ele liderar uma política incompetente, que dará aos oligarcas a oportunidade de recuperar o controle da economia, estimular a inflação, elevar salários e aposentadorias e encorajar a invasão russa, ignorando questões de segurança e defesa.
Não surpreende, que o presidente russo, Vladimir Putin espera, e pode estar pronto para fazer o possível para derrotar Poroshenko. Tymoshenko, para Putin, seria melhor, mas sua imprevisibilidade pode tornar-se motivo de preocupação. A vitória de Zelensky poderia se tornar um cenário para os sonhos de Putin.
A ironia é que, sem entender que tudo realmente mudou, os ucranianos podem cair no pior dos mundos possíveis - um retorno ao status quo anterior e abraços da Rússia.
Tradução: O. Kowaltschuk
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Notícias ucranianas recentes
Jornais do dia 21.01.2019.
O presidente do Parlamento ucraniano. Andriy Parubii, declarou que, atualmente, mais de 40 paroquias, que estavam em união com o Patriarcado de Moscou, passaram para Igreja Ortodoxa da Ucrânia. Isto foi relatado após o término do serviço divino na Catedral de São Jorge, em Istambul, antes da assinatura do Tomos, pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu, sobre provisão de autocefalia à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.
Em 15 de dezembro houve o Conselho da Unidade. Foi eleito presidente da Igreja Ucraniana Unida o Metropolita Epiphanius. Devido à pressão russa no Conselho da Unidade, nem todas as hierarquias
da UOC-MP participaram.
O nome oficial da igreja da Ucrânia, de acordo com o Estatuto, é: Igreja Ortodoxa da Ucrânia, e o título do Primaz: Beatitude Epifânio, Metropolita de Kiev e toda a Ucrânia.
Em 20 de dezembro, Verkhovna Rada (Parlamento), apoiou as alterações da lei "Sobre a Liberdade de Consciência e Organizações religiosas" o que prevê a resolução de questões sobre os nomes das igrejas na Ucrânia. A decisão foi apoiada por 240 deputados. Em 22 de dezembro a lei foi assinada pelo presidente da Ucrânia Petro Poroshenko.
O padre Oleksandr Dedyukhin disse não ter dados exatos mas, aproximadamente, 80 padres do Patriarcado de Moscou já partiram para Rússia. Ele acha que foram à Rússia os padres mais radicais.
*****
Conversaram, o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko, o ministro das Relações Exteriores da Estônia Sven Mikser, o presidente do Ministério do Exterior da Lituânia Linas Linkvicius e o Ministro das Relações Exteriores da Polônia Jacek Chaputovich. Discutiram a necessidade de reforças a pressão internacional sobre Rússia, com exigência de libertar, imediatamente, os marinheiros ucranianos cativos e retornar os navios capturados nas águas ucranianas. Garantir a liberdade de navegação no Azov e no Mar Negro. Bem como, para reforçar a pressão internacional sobre Rússia.
*****
Diplomatas da UE e EUA vieram ao Tribunal de Moscou, onde consideravam o caso dos marinheiros presos perto do Estreito de Kerch. Em particular, vieram os diplomatas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Suécia, República Checa, Polônia, Lituânia, Letônia e Dinamarca (Lembrando: Os marinheiros ucranianos não se encontravam em águas pertencentes à Rússia quando foram aprisionados pelos russos). As reuniões judiciais, referentes aos marinheiros, com a presença de diplomatas estrangeiros em Moscou, fecharam. Quem tem motivos para temer, se esconde.
Tradução, resumo: O. Kowaltschuk
schuk.
Jornais do dia 21.01.2019.
O presidente do Parlamento ucraniano. Andriy Parubii, declarou que, atualmente, mais de 40 paroquias, que estavam em união com o Patriarcado de Moscou, passaram para Igreja Ortodoxa da Ucrânia. Isto foi relatado após o término do serviço divino na Catedral de São Jorge, em Istambul, antes da assinatura do Tomos, pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu, sobre provisão de autocefalia à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.
Em 15 de dezembro houve o Conselho da Unidade. Foi eleito presidente da Igreja Ucraniana Unida o Metropolita Epiphanius. Devido à pressão russa no Conselho da Unidade, nem todas as hierarquias
da UOC-MP participaram.
O nome oficial da igreja da Ucrânia, de acordo com o Estatuto, é: Igreja Ortodoxa da Ucrânia, e o título do Primaz: Beatitude Epifânio, Metropolita de Kiev e toda a Ucrânia.
Em 20 de dezembro, Verkhovna Rada (Parlamento), apoiou as alterações da lei "Sobre a Liberdade de Consciência e Organizações religiosas" o que prevê a resolução de questões sobre os nomes das igrejas na Ucrânia. A decisão foi apoiada por 240 deputados. Em 22 de dezembro a lei foi assinada pelo presidente da Ucrânia Petro Poroshenko.
O padre Oleksandr Dedyukhin disse não ter dados exatos mas, aproximadamente, 80 padres do Patriarcado de Moscou já partiram para Rússia. Ele acha que foram à Rússia os padres mais radicais.
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Conversaram, o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko, o ministro das Relações Exteriores da Estônia Sven Mikser, o presidente do Ministério do Exterior da Lituânia Linas Linkvicius e o Ministro das Relações Exteriores da Polônia Jacek Chaputovich. Discutiram a necessidade de reforças a pressão internacional sobre Rússia, com exigência de libertar, imediatamente, os marinheiros ucranianos cativos e retornar os navios capturados nas águas ucranianas. Garantir a liberdade de navegação no Azov e no Mar Negro. Bem como, para reforçar a pressão internacional sobre Rússia.
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Diplomatas da UE e EUA vieram ao Tribunal de Moscou, onde consideravam o caso dos marinheiros presos perto do Estreito de Kerch. Em particular, vieram os diplomatas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Suécia, República Checa, Polônia, Lituânia, Letônia e Dinamarca (Lembrando: Os marinheiros ucranianos não se encontravam em águas pertencentes à Rússia quando foram aprisionados pelos russos). As reuniões judiciais, referentes aos marinheiros, com a presença de diplomatas estrangeiros em Moscou, fecharam. Quem tem motivos para temer, se esconde.
Tradução, resumo: O. Kowaltschuk
schuk.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
PUTIN PREPARA UMA GUERRA GLOBAL
Vyssokyi Zamok (Castelo Alto), 17.12.2018
Igor Gulek
Ele acredita que suas ilusões imperiais entraram em colapso por culpa da Ucrânia.
Na semana passada passou imperceptível, em Kyiv, a apresentação do projeto comum da Semana Ucraniana e The Economist: "O mundo em 2019".
Falando para sociedade especializada, o chefe do Serviço de Segurança e Defesa da Ucrânia, Valentim Petrov disse que, para Putin, a captura da Ucrânia não é o objetivo final, mas apenas um elemento de preparação para uma ofensiva mais ampla.
"Se olhar para as atuais iniciativas militares russas, pode-se dizer que isso não é apenas uma preparação de guerra com Ucrânia, é um dos elementos do mais amplo desenvolvimento estratégico da máquina russa. Ele vem do Mar do Norte até Síria. Pode-se falar sobre preparação à guerra mundial", disse o analista.
Recentemente, durante o Fórum de Segurança em Lviv, um oficial de carreira britânico, com 37 anos de experiência, coronel Glen Grant, respondendo à pergunta de internet-recurso "Zbruch" sobre difícil retórica anti-ucraniana da máquina de propaganda russa, declarou: "Estes são disparates russos". Eu preferiria não pensar em tais assuntos, se isto não tivesse significado: Rússia prepara algo. O mesmo, com o que Hitler ocupava-se em 1939. "Os poloneses fazem algo diferente, os checos fazem algo diferente..." - mesmíssima coisa. As lições precisam ser estudadas e assimiladas e, em nenhum caso, ignoradas.
Robert F. Farley, professor americano de questões de defesa e segurança nacional, membro sênior da Escola Patterson de Diplomacia e Comércio Internacional, da Universidade de Kentucky (EUA), acredita que o nosso país é um dos lugares potenciais onde o conflito global pode se manifestar. Segundo Farley, a Terceira Guerra Mundial poderá surgir "após a mudança do governo ucraniano, o que aproveitará a liderança da Rússia. Na Ucrânia começará instabilidade total, e Vladimir Putin verá a chance de uma captura total do país."
Será que existem razões para confiar nessas pessoas? Claro, existem. O eremita do Kremlin, todos os dias sofre perdas significativas - sua idéia insana com a Nova Rússia repousa em fase embrionária, mas a resposta da comunidade internacional à Criméia e Donbas foi, não como no caso com Geórgia, "uma profunda preocupação" que, de fato, transformou Rússia em uma reserva isolada do mundo de guerras inadequadas. A aventura de Kerch frustrou as dúvidas remanescentes de que Rússia está travando uma guerra real contra seu vizinho, que não pode ser disfarçada com nenhuma "mentirinha hibrida."
Para Putin, é importante manter uma bonita história para um jogo feio, especialmente aos olhos do aristocrata russo. Para os milhões de miseráveis (não importa se é um imperador-perdedor, ou um ditador sanguinário como Joseph Stalin) que seja "ungido por Deus". Putin acreditava em ser escolhido por Deus e sua "infalibilidade", e agora temos de ouvir o filósofo Guê Norman que assim descreve esse tipo de líder: "Um ladrão que bate em um policial não quer mudar o mundo, mas o ideólogo messiânico quer".
O último prego no ataúde do "mundo russo" na Ucrânia foi o Conselho da Unidade, no qual surgiu a Igreja ucraniana independente. O reconhecimento de Constantinopla, da Igreja ortodoxa na Ucrânia significará para Putin, de acordo com o famoso jornalista Ayer Mudzbayev "a perda de santidade e sacralidade, por ele inventadas, mas ele já acredita nelas."
Presumo que Putin considere Ucrânia culpada pelo fato de suas ilusões imperiais terem entrado em colapso. Também é perigoso que a propaganda tenha alimentado seu lado negro - os russos consideram os ucranianos mais inimigos do que os terroristas do Estado Islâmico. Além disso, a gangue do Kremlin percebe, que tudo foi causado por ela, - desde o "Boeing" sobre o Donbas a ataques químicos na Síria, - viola os termos do direito internacional e pode tornar-se objeto de consideração pelo Tribunal Penal Internacional. Consequentemente, compreende que existem poucas variantes - ou "rebelião russa", ou isolamento completo, e daí-o colapso do "não império", ou o banco dos réus em Haia. "Cedo ou tarde todos sentam à mesa de banquete de suas ações"...
Há, é claro, mais um caminho monstruoso - desencadear uma guerra global, afogar em sangue milhões de inocentes, para depois a humanidade considerasse todas atuais perversidades como brinquedo de criança em comparação com o que eles tiveram que suportar. Se conseguirem sobreviver...
Mas, vamos esperar, que o mundo também estará pronto a um cenário semelhante. Pelo menos a Ucrânia, que está na ponta dos ataques de Putin, não mais cairá aos pés do invasor e defenderá desesperadamente, a si e a Europa. Desde que lá compreendam o perigo das intenções de Putin e o fato de que, entregando a Ucrânia, eles se tornarão, automaticamente, vítimas potenciais do urso russo.
Tradução: O. Kowaltschuk
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
O DIA QUE ENTROU NA HISTÓRIA: BARTOLOMEU ENTREGOU TOMOS À IGREJA ORTODOXA DA UCRÂNIA.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 06.01.2019
Em Starbuck - Phanari, durante a missa na Igreja de St. George, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu conferiu o Tomos à Igreja Ortodoxa da Ucrânia. O documento das mãos do Patriarca Ecumênico, no processo da adoração comum recebeu o cabeça da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, Epiphanius.

Isto é relatado pelo "Segodnya".
A entrega do pergaminho, com Tomos sobre o reconhecimento da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Ucrânia, em nível mundial, ocorreu durante a liturgia, já que nos cânones da igreja não há nenhum procedimento em separado para a transmissão de Tomos.
Depois da leitura do Evangelho, o Patriarca Bartolomeu leu um apelo à Igreja Ucraniana e aos fiéis, no qual anunciou a concessão de Tomos à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.
Administração do Presidente
De acordo com as prerrogativas canônicas do trono de Constantinopla, nós anunciamos, que toda a Igreja ortodoxa da Ucrânia, que está nos limites da Ucrânia Independente, com todas as paróquias, é canonicamente autocéfala", - disse Bartolomeu.
Recebido "suviy" com Tomos e 9 bastonete de Primaz, o Metropolita da Epifania torna-se igual aos Metropolitas das igrejas do mundo todo.
Administração do Presidente
A Delegação ucraniana, encabeçada pelo presidente Petro Poroshenko, veio ao Patriarcado Ecumênico e participou da cerimônia solene de recebimento do Tomos e bênção da água no Santuário de São Jorge.
Lembramos, na véspera do dia 05 de janeiro, em Istambul aconteceu a assinatura oficial do Tomos para Ucrânia pelo Patriarca Ecumênico.
Tradução e postagem: O. Kowaltschuk
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 06.01.2019
Em Starbuck - Phanari, durante a missa na Igreja de St. George, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu conferiu o Tomos à Igreja Ortodoxa da Ucrânia. O documento das mãos do Patriarca Ecumênico, no processo da adoração comum recebeu o cabeça da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, Epiphanius.

Isto é relatado pelo "Segodnya".
A entrega do pergaminho, com Tomos sobre o reconhecimento da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Ucrânia, em nível mundial, ocorreu durante a liturgia, já que nos cânones da igreja não há nenhum procedimento em separado para a transmissão de Tomos.
Depois da leitura do Evangelho, o Patriarca Bartolomeu leu um apelo à Igreja Ucraniana e aos fiéis, no qual anunciou a concessão de Tomos à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.
Administração do Presidente
De acordo com as prerrogativas canônicas do trono de Constantinopla, nós anunciamos, que toda a Igreja ortodoxa da Ucrânia, que está nos limites da Ucrânia Independente, com todas as paróquias, é canonicamente autocéfala", - disse Bartolomeu.
Recebido "suviy" com Tomos e 9 bastonete de Primaz, o Metropolita da Epifania torna-se igual aos Metropolitas das igrejas do mundo todo.
Administração do Presidente
A Delegação ucraniana, encabeçada pelo presidente Petro Poroshenko, veio ao Patriarcado Ecumênico e participou da cerimônia solene de recebimento do Tomos e bênção da água no Santuário de São Jorge.
Lembramos, na véspera do dia 05 de janeiro, em Istambul aconteceu a assinatura oficial do Tomos para Ucrânia pelo Patriarca Ecumênico.
Tradução e postagem: O. Kowaltschuk
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Die Welt: lenta reação ocidental a eventos na Crimeia. Alemanha colocará a Rússia no lugar?
Tyzhden.ua (Semana ucraniana), 03.12.2018
Anatoli Shara
O negócio alemão corre para Rússia, popularidade da defesa alemã e delicadeza do Brexit - principais questões da publicação.
Merece atenção o artigo do colunista alemão Richard Gertsinger "Protesto sem consequências". Entendendo o nível do confronto no Estreito de Kerch, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov, é preciso descobrir os fatos.
Criméia pertence à Ucrânia, mas a Federação russa a anexou. Bloqueando a passagem de navios pelo estreito é crime de pirataria. Mas, o Ocidente tem dificuldade em nomear os fatos com seus nomes. Em vez disso, ele conclama os dois países a reduzir a escalada e reprimir a agressão. E, novamente, repete-se o notório mecanismo, conhecido desde o tempo da tomada da Criméia: Rússia eleva o termômetro, o Ocidente "apela para o descalamento" e exige que a vítima também reduza a agressão. Surpreendente, não é? Afinal, em essência, tudo se reduz ao fato de que Rússia é agressor, e ela é quem tomou o território de outro país, roubou-o. No entanto, os governos ocidentais agem como se não percebessem isso. Dessa vez, nota-se bem a reação passiva à situação também do governo americano. Kremlin nem mesmo esconde a agressão. Moscou transfere sua tática para outro nível. Após o ataque aos barcos, o presidente ucraniano pediu a introdução de uma lei marcial. Embora o Parlamento ucraniano tenha ficado céptico em relação a esta idéia. R não por medo de restringir as reformas, mas por causa das eleições presidenciais. Mas, este tópico requer uma análise em separado. Hoje é óbvio: Kremlin violou tratados internacionais, que considera como capacidades táticas que dão tempo a ações agressivas subsequentes. Isso não afeta o Ocidente que, em vez de cortar o regime de Putin dos mercados financeiros internacionais e colocá-lo no lugar, muitos líderes ocidentais gostariam de vê-lo como um parceiro. Um exemplo notável poderia mostrar Alemanha, impedindo a construção do North Stream-2, porque este projeto divide a Europa. A história e os tempos modernos mostram claramente que os desastres geopolíticos ocorrem quando os agressores não são colocados no devido lugar a tempo.
Por sua vez, os editores do Die Welt expressaram seus pontos de vista sobre os acontecimentos no Mar de Azov: "A Alemanha deveria colocar Putin no lugar". Petro Poroshenko reforçou o tom de suas declarações após o ataque russo no Estreito de Kerch. Ele ressaltou, que Ucrânia enfrenta uma invasão em grande escala da Federação russa. Ele também pediu aos parceiros internacionais que imponham sanções adicionais. Claro, Putin rejeita a acusação do presidente ucraniano. Em sua opinião, Poroshenko criou um incidente provocativo para permanecer no poder. A reação da comunidade internacional, embora lenta, não atrasou-se. Donald Tramp e Ângela Merkel expressaram sua preocupação sobre o que aconteceu no Mar de Azov. Por causa das ações agressivas da Rússia, o presidente americano até cancelou uma reunião previamente agendada com Putin.
O embaixador ucraniano começou a exigir não somente preocupações, mas também ações concretas. Particularmente, a introdução de novas penalidades relacionadas à exportação de petróleo e gás. O embaixador acredita que Berlim deve colocar Moscou no lugar.
É inteiramente justificado que Kyiv avalia-se as ações das tropas russas no Mar de Azov como uma ameaça de guerra. Devido a isso, na verdade, foi introduzido o estado de guerra. Estados membros da Otan pedem à Rússia para coibir a agressão, considerando que não havia razão para tal comportamento. Ângela Merkel convence sobre o crescente papel da OSCE em de-escalação do conflito. No final tudo reduziu-se a chamadas para reduzir o grau de agressão de ambos os lados. E alguns políticos alemães, pelo contrário, acreditam que este incidente não pode levar a uma guerra. Os americanos reagiram mais aguçadamente, que os europeus.
O representante especial da Ucrânia, Kurt Walker, fala em haver alta probabilidade na introdução de sanções adicionais. Enquanto preparava-se uma resposta internacional a esses eventos, Rússia intensificou suas forças aeroespaciais na Criméia anexa. Já o jornalista Nicolaus Doll chama a atenção para a crescente pressão dos empresários alemães no governo, para que este intensifique a cooperação econômica com Rússia. Mas ele não vem ao encontro deles. Apesar dessas exigências, a chanceler permanece firme com sua opinião. O governo persistirá com a política de bloquear ainda mais as relações comerciais com Moscou. Merkel acusa Rússia em alimentar conflitos não só na Ucrânia, mas também na Moldávia e na Georgia. Moscou não quer reconhecer Ucrânia como um estado livre. Entre outros países, cresce o medo de um ataque por parte da Federação Russa, especialmente após o ataque ao Estreito de Kerch. Mas, antes disso Putin, apesar do aviso, ainda completou a construção da ponte da Rússia à península ocupada. O primeiro-ministro ucraniano Volodymyr Groisman pede aos investidores alemães que entrem no país. De fato, há um enorme potencial: o país cresce, as reformas implantam-se gradualmente. A chanceler garante que Ucrânia manterá seu status de transportador de gás. Ao mesmo, devido a anexação ilegal da Criméia à Rússia, foram impostas sanções. E isso muito não agrada a uma série de poderosas empresas alemães. Elas buscam, repetidamente, se não o seu cancelamento, pelo menos uma flexibilização gradual do regime comercial. Mas, em relação aos eventos na Criméia, eles terão que diminuir, um pouco, seu apetite. Mesmo os principais políticos austríacos exigem sanções adicionais. Pode-se argumentar sobre a viabilidade de sanções econômicas por meio de questões políticas, mas eles levam a mal-entendidos entre a elite. Para isso os políticos devem explicar claramente, a motivação de suas decisões.
Em vez disso, Gerhard Gerhmann diz que a crise na Criméia causou alta demanda por produtos da Rheinmetal & Co. Assim que a crise russo-ucraniana se intensifica, a Rheinmetal entra no tempo melhor. Os especialistas há muito prenunciam o super-ciclone para as empresas de defesa, quando os países começam pensar sobre sua própria segurança e, portanto, gastam mais em defesa. Hoje há muitos projetos para diferentes produtos. Países com tecnologia e recursos humanos atualizam regularmente suas propostas. Os alemães tem clientes principalmente nos EUA e na Ásia. Agora, a Turquia também mostrou muito interesse. Como evidência de uma situação de mercado cada vez maior, você pode cotar os pedidos dos produtos da empresa. Eles cresceram quase 70%: de 3 bilhões
euros para 5 bilhões. A empresa vai dedicar-se ao desenvolvimento de laser. Mas, é claro, a Rheinmetal não revela todos os seus segredos. Não há nada conhecido sobre uma possível encomenda do fabricante de tanques de Munique. Além disso, não devemos esquecer q aparição de um grupo militar - tecnológico que produzirá veículos na Europa. Com base nesta joint ventura, querem criar o sucessor do tanque alemão "Leopard" e do francês "Leclerc". Espera-se que a estrutura de negócios da holding esteja pronta até 2.020. Mas isso ainda precisa ser coordenado pelas autoridades anti-monopólicas de ambos os países. Então, como vemos, a escalada do conflito na ucrânia cria a demanda necessária para empresas de defesa.
Stefanie Boltzen e Christoph Schildts convencem em seu material que o Brexit é verdadeiramente desonesto. Londres e Bruxelas, depois de negociações difíceis, concordaram com o plano de saída. Mas isso é apenas o começo de outra batalha. Há três cenários para o desenvolvimento de eventos.
1. Pagamento do divórcio.
O plano da Tereza Mai quanto ao Brexit é: até 10 de dezembro, o Parlamento Britânico votará a favor. As consequências práticas da saída serão sentidas, aproximadamente, no final de 2.020 ou, talvez, mais perto de 2022. Ao mesmo tempo, Londres, a partir de 2.019 não delegará seus representantes ao Parlamento europeu e não participará do trabalho na UE. Ao mesmo tempo, deve-se admitir que as negociações sobre o formato das relações futuras serão muito mais complicadas. As condições políticas são, geralmente, claras: trata-se de uma área de livre comércio abrangente, sem taxas e impostos alfandegários e com regras de concorrência. Para isso, todos os 27 membros da UE devem votar. E isso não é mais uma tarefa fácil. Além disso, como Londres fará tudo isso.
2. Sem acordo, portanto, caos.
Se o Parlamento não votar, a partir de 30 de março, a anarquia legal prevalecerá. O futuro estatuto dos cidadãos da UE e da Grã-Bretanha será completamente impreciso. A economia de ambos os lados será grandemente danificada. Em Londres consideram, esse cenário, não realista.
3. Segundo referendum.
O ex-primeiro-ministro Tony Blair vê mais uma chance de salvar a União através de um plebiscito. Mas isso requer ajuda de europeus. As chamadas para o segundo referendo são ouvidas cada vez mais alto. Isto poderia ser uma boa decisão para Mey. No entanto, os parlamentares não fizeram nada, para que que essa idéia se tornasse realidade. O cálculo aqui é muito simples: os políticos que querem arriscar suas próprias perdas, e os britânicos atuais não o farão.
Tradução: O. Kowaltschuk
Tyzhden.ua (Semana ucraniana), 03.12.2018
Anatoli Shara
O negócio alemão corre para Rússia, popularidade da defesa alemã e delicadeza do Brexit - principais questões da publicação.
Merece atenção o artigo do colunista alemão Richard Gertsinger "Protesto sem consequências". Entendendo o nível do confronto no Estreito de Kerch, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov, é preciso descobrir os fatos.
Criméia pertence à Ucrânia, mas a Federação russa a anexou. Bloqueando a passagem de navios pelo estreito é crime de pirataria. Mas, o Ocidente tem dificuldade em nomear os fatos com seus nomes. Em vez disso, ele conclama os dois países a reduzir a escalada e reprimir a agressão. E, novamente, repete-se o notório mecanismo, conhecido desde o tempo da tomada da Criméia: Rússia eleva o termômetro, o Ocidente "apela para o descalamento" e exige que a vítima também reduza a agressão. Surpreendente, não é? Afinal, em essência, tudo se reduz ao fato de que Rússia é agressor, e ela é quem tomou o território de outro país, roubou-o. No entanto, os governos ocidentais agem como se não percebessem isso. Dessa vez, nota-se bem a reação passiva à situação também do governo americano. Kremlin nem mesmo esconde a agressão. Moscou transfere sua tática para outro nível. Após o ataque aos barcos, o presidente ucraniano pediu a introdução de uma lei marcial. Embora o Parlamento ucraniano tenha ficado céptico em relação a esta idéia. R não por medo de restringir as reformas, mas por causa das eleições presidenciais. Mas, este tópico requer uma análise em separado. Hoje é óbvio: Kremlin violou tratados internacionais, que considera como capacidades táticas que dão tempo a ações agressivas subsequentes. Isso não afeta o Ocidente que, em vez de cortar o regime de Putin dos mercados financeiros internacionais e colocá-lo no lugar, muitos líderes ocidentais gostariam de vê-lo como um parceiro. Um exemplo notável poderia mostrar Alemanha, impedindo a construção do North Stream-2, porque este projeto divide a Europa. A história e os tempos modernos mostram claramente que os desastres geopolíticos ocorrem quando os agressores não são colocados no devido lugar a tempo.
Por sua vez, os editores do Die Welt expressaram seus pontos de vista sobre os acontecimentos no Mar de Azov: "A Alemanha deveria colocar Putin no lugar". Petro Poroshenko reforçou o tom de suas declarações após o ataque russo no Estreito de Kerch. Ele ressaltou, que Ucrânia enfrenta uma invasão em grande escala da Federação russa. Ele também pediu aos parceiros internacionais que imponham sanções adicionais. Claro, Putin rejeita a acusação do presidente ucraniano. Em sua opinião, Poroshenko criou um incidente provocativo para permanecer no poder. A reação da comunidade internacional, embora lenta, não atrasou-se. Donald Tramp e Ângela Merkel expressaram sua preocupação sobre o que aconteceu no Mar de Azov. Por causa das ações agressivas da Rússia, o presidente americano até cancelou uma reunião previamente agendada com Putin.
O embaixador ucraniano começou a exigir não somente preocupações, mas também ações concretas. Particularmente, a introdução de novas penalidades relacionadas à exportação de petróleo e gás. O embaixador acredita que Berlim deve colocar Moscou no lugar.
É inteiramente justificado que Kyiv avalia-se as ações das tropas russas no Mar de Azov como uma ameaça de guerra. Devido a isso, na verdade, foi introduzido o estado de guerra. Estados membros da Otan pedem à Rússia para coibir a agressão, considerando que não havia razão para tal comportamento. Ângela Merkel convence sobre o crescente papel da OSCE em de-escalação do conflito. No final tudo reduziu-se a chamadas para reduzir o grau de agressão de ambos os lados. E alguns políticos alemães, pelo contrário, acreditam que este incidente não pode levar a uma guerra. Os americanos reagiram mais aguçadamente, que os europeus.
O representante especial da Ucrânia, Kurt Walker, fala em haver alta probabilidade na introdução de sanções adicionais. Enquanto preparava-se uma resposta internacional a esses eventos, Rússia intensificou suas forças aeroespaciais na Criméia anexa. Já o jornalista Nicolaus Doll chama a atenção para a crescente pressão dos empresários alemães no governo, para que este intensifique a cooperação econômica com Rússia. Mas ele não vem ao encontro deles. Apesar dessas exigências, a chanceler permanece firme com sua opinião. O governo persistirá com a política de bloquear ainda mais as relações comerciais com Moscou. Merkel acusa Rússia em alimentar conflitos não só na Ucrânia, mas também na Moldávia e na Georgia. Moscou não quer reconhecer Ucrânia como um estado livre. Entre outros países, cresce o medo de um ataque por parte da Federação Russa, especialmente após o ataque ao Estreito de Kerch. Mas, antes disso Putin, apesar do aviso, ainda completou a construção da ponte da Rússia à península ocupada. O primeiro-ministro ucraniano Volodymyr Groisman pede aos investidores alemães que entrem no país. De fato, há um enorme potencial: o país cresce, as reformas implantam-se gradualmente. A chanceler garante que Ucrânia manterá seu status de transportador de gás. Ao mesmo, devido a anexação ilegal da Criméia à Rússia, foram impostas sanções. E isso muito não agrada a uma série de poderosas empresas alemães. Elas buscam, repetidamente, se não o seu cancelamento, pelo menos uma flexibilização gradual do regime comercial. Mas, em relação aos eventos na Criméia, eles terão que diminuir, um pouco, seu apetite. Mesmo os principais políticos austríacos exigem sanções adicionais. Pode-se argumentar sobre a viabilidade de sanções econômicas por meio de questões políticas, mas eles levam a mal-entendidos entre a elite. Para isso os políticos devem explicar claramente, a motivação de suas decisões.
Em vez disso, Gerhard Gerhmann diz que a crise na Criméia causou alta demanda por produtos da Rheinmetal & Co. Assim que a crise russo-ucraniana se intensifica, a Rheinmetal entra no tempo melhor. Os especialistas há muito prenunciam o super-ciclone para as empresas de defesa, quando os países começam pensar sobre sua própria segurança e, portanto, gastam mais em defesa. Hoje há muitos projetos para diferentes produtos. Países com tecnologia e recursos humanos atualizam regularmente suas propostas. Os alemães tem clientes principalmente nos EUA e na Ásia. Agora, a Turquia também mostrou muito interesse. Como evidência de uma situação de mercado cada vez maior, você pode cotar os pedidos dos produtos da empresa. Eles cresceram quase 70%: de 3 bilhões
euros para 5 bilhões. A empresa vai dedicar-se ao desenvolvimento de laser. Mas, é claro, a Rheinmetal não revela todos os seus segredos. Não há nada conhecido sobre uma possível encomenda do fabricante de tanques de Munique. Além disso, não devemos esquecer q aparição de um grupo militar - tecnológico que produzirá veículos na Europa. Com base nesta joint ventura, querem criar o sucessor do tanque alemão "Leopard" e do francês "Leclerc". Espera-se que a estrutura de negócios da holding esteja pronta até 2.020. Mas isso ainda precisa ser coordenado pelas autoridades anti-monopólicas de ambos os países. Então, como vemos, a escalada do conflito na ucrânia cria a demanda necessária para empresas de defesa.
Stefanie Boltzen e Christoph Schildts convencem em seu material que o Brexit é verdadeiramente desonesto. Londres e Bruxelas, depois de negociações difíceis, concordaram com o plano de saída. Mas isso é apenas o começo de outra batalha. Há três cenários para o desenvolvimento de eventos.
1. Pagamento do divórcio.
O plano da Tereza Mai quanto ao Brexit é: até 10 de dezembro, o Parlamento Britânico votará a favor. As consequências práticas da saída serão sentidas, aproximadamente, no final de 2.020 ou, talvez, mais perto de 2022. Ao mesmo tempo, Londres, a partir de 2.019 não delegará seus representantes ao Parlamento europeu e não participará do trabalho na UE. Ao mesmo tempo, deve-se admitir que as negociações sobre o formato das relações futuras serão muito mais complicadas. As condições políticas são, geralmente, claras: trata-se de uma área de livre comércio abrangente, sem taxas e impostos alfandegários e com regras de concorrência. Para isso, todos os 27 membros da UE devem votar. E isso não é mais uma tarefa fácil. Além disso, como Londres fará tudo isso.
2. Sem acordo, portanto, caos.
Se o Parlamento não votar, a partir de 30 de março, a anarquia legal prevalecerá. O futuro estatuto dos cidadãos da UE e da Grã-Bretanha será completamente impreciso. A economia de ambos os lados será grandemente danificada. Em Londres consideram, esse cenário, não realista.
3. Segundo referendum.
O ex-primeiro-ministro Tony Blair vê mais uma chance de salvar a União através de um plebiscito. Mas isso requer ajuda de europeus. As chamadas para o segundo referendo são ouvidas cada vez mais alto. Isto poderia ser uma boa decisão para Mey. No entanto, os parlamentares não fizeram nada, para que que essa idéia se tornasse realidade. O cálculo aqui é muito simples: os políticos que querem arriscar suas próprias perdas, e os britânicos atuais não o farão.
Tradução: O. Kowaltschuk
domingo, 2 de dezembro de 2018
Países do G7 dirigiram-se à Rússia para libertar os marinheiros ucranianos capturados.
Vysokyi Zamok (Castelo alto), 30.11.2018.
Os ministros das Relações Exteriores do G7 exortaram Rússia para libertar os marinheiros ucranianos cativos.
A declaração afirma que os chefes dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, bem como a alta representação da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança "expressaram profunda preocupação com as ações da Rússia contra Ucrânia no Estreito de Kerch e nas águas circundantes, o que aumenta a tensão.
"Não há justificativa para o uso de força militar da Rússia contra navios e marinheiros ucranianos", diz o comunicado.
"Pedimos moderação, respeito ao direito internacional e prevenção de qualquer nova escalada. Apelamos à Rússia que liberte a tripulação e os navios detidos e evite interferir na passagem legal através do estreito de Kerch", diz o comunicado.
Tradução: O. Kowaltschuk
Vysokyi Zamok (Castelo alto), 30.11.2018.
Os ministros das Relações Exteriores do G7 exortaram Rússia para libertar os marinheiros ucranianos cativos.
A declaração afirma que os chefes dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, bem como a alta representação da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança "expressaram profunda preocupação com as ações da Rússia contra Ucrânia no Estreito de Kerch e nas águas circundantes, o que aumenta a tensão.
"Não há justificativa para o uso de força militar da Rússia contra navios e marinheiros ucranianos", diz o comunicado.
"Pedimos moderação, respeito ao direito internacional e prevenção de qualquer nova escalada. Apelamos à Rússia que liberte a tripulação e os navios detidos e evite interferir na passagem legal através do estreito de Kerch", diz o comunicado.
Tradução: O. Kowaltschuk
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